IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DO PRINCÍPIO DE PETER

Entre dois mergulhos, uns copos de vinho e três sessões de beijocas, o senhor de Belém (e da ilha do Corvo) foi vestir uma fatiota para tapar as maminhas, engravatou-se, e proferiu douta mensagem de ano novo, largamente difundida pelos nacionais media.

Em tal mensagem dedicou-se a repetir os mantras da ordem, ou seja, as directivas políticas, sociais e climáticas do governo, das esquerdófilas e do partido socialista, assim negando as tendências do seu tempo de político engagé, de feroz jornalista e de comentador teleinfluente.

Todos os partidos políticos reagiram de imediato, não aos mergulhos, antigamente tão criticados, não aos copos, presidencial prática, nem às beijocas, que caraceterizam o mandato e a que já ninguém liga. Vieram todos dizer coisas, como a prima do Solnado, que gostava muito de as dizer e ficou célebrte quando proferiu a básica e erudita frase “que”. Os partidos acharam, e bem,  que era preciso era “reagir”: diz-se uns inconsequentes “ques”, mas ganha-se uns minutos de televisão, que é o que importa. A democracia tem disto.

Todos os partidos? Não! Um houve que não chegou a entrar na jogada, nem mudo, nem calado: o PSD. O senhor Rio deve ter achado que, entre seguir os ditames da sua inegável tendência para apoiar o satus quo e ficar calado, era preferível a segunda. Aqui temos um ponto positivo a seu favor, isto é, parece que percebeu que a opinião pública está farta de seguidismos, e não teve coragem para repetir o apoio ao que está a dar. Mesmo com sacrifício dos minutos de antena, ficou calado. Registo.

Isto, no fundo, representa o que o homem é: um tipo que sabe que atingiu a fronteira do princípio de Peter, mas tem vergonha de o dizer. A ver vamos se os reduzidíssimos eleitores do PSD estão a pau com esta triste realidade.

 

2.1.20



4 respostas a “DO PRINCÍPIO DE PETER”

  1. É sempre a mesma coisa: o fantoche presidencial, vá ou não a banhos, larga uns lugares-comuns completamente anódinos, sem réstia de interesse ou novidade, a reboque do ano novo ou outra festarola qualquer. Em toda a galáxia, entre 200 mil milhões de estrelas e incontáveis planetas, seria difícil encontrar algo mais banal, inútil ou indigno de comentário. E é ver o frenesim de pulhíticos, ‘analistas’ e comentadeiros a interpretar cada palavra do Sr. Presidente, qual oráculo que acabou de nos legar a cura do cancro e o sentido da vida. Durante dias ou semanas, levamos com esta trampa em todos os telejornais e artigos. O Rio calou-se, do mal o menos; mas ninguém admite, nem o Rio, o absurdo de todo este circo. Pudera: todos são lá palhaços. “A democracia tem disto”? Democracia? Lá está o Irritado a gozar.

    1. Avatar de João Gabriel Sacôto Fernandes
      João Gabriel Sacôto Fernandes

      A Sociedade ideal para o Filipe Bastos é aquela em que somos todos iguais, tendencialmente todos pobres, à excepção de meia dúzia de burocratas incompetentes que vão mexendo os miseráveis cordelinhos em seu favor.

      1. Essa é fácil: nunca seremos todos iguais. E ainda bem. O Sr. Sacôto gosta de chapéus; eu não. Todos temos capacidades, gostos e aspirações diferentes. A desigualdade é inevitável; mas, como tudo, deve ter limites. Nada justifica que alguns mamões tenham centenas ou milhares de vezes mais que os outros. Ninguém é mil vezes mais inteligente, mais forte, mais rápido, ou trabalha mil vezes mais. Tudo o que é humano tem limites. Só a riqueza não tem; porque vivemos num mundo dominado por esses mamões. E os burocratas, ou pulhíticos, são os seus fantoches. Não vê isto, Sr. Sacôto?

      2. Tem toda a razão

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