IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


O CERCO

 

O que é um cerco? É privar o inimigo de abastecimentos até que ceda à pressão da fome e de toda a sorte de privações. É uma forma feia de guerra, talvez a mais cobarde.

Posto isto, pergunto a mim próprio se não há uma semelhança clara entre tal acto de guerra e a ameaça de paralização do país veiculada por um bando a cavalo num direito que, como todos os direitos, tem os seus limites.

Resta saber se a ameaça, uma vez em acto, e sem prazo, não ultrapassa todos os limites, não é, em si mesma, um acto de guerra contra a comunidade nacional no seu todo. E se, enquanto tal, não merece uma resposta proporcional.

Não estou a falar em pôr o Exército na rua. Estou a dizer que o Estado devia cumprir as suas obrigações, se possível a bem, se não a mal. Mas nunca foi hábito deste governo, maxime do seu “infalível” negociador, parceiro de eleição da camarada Catarina, pegar toiros pelos cornos. Antes pelo contrário. Também podem recorrer à chamada ministra do mar, especialista em cedências a estivadores, investidores asiáticos, e noutras matérias onde a sua alta competência é conhecida.  

 

9.8.19



4 respostas a “O CERCO”

  1. A resposta terá de ser ainda mais dura, devendo começar pela Ordem dos Advogados, correndo com o “artista”.

  2. Não dá de facto para entender como 800 marmanjos, chefiados por artista de vaudeville pode paralisar um país.Tem que haver algo mais. Vejamos.Estamos a falar de um universo de +- 500 camiões, que em termos de frota é o equivalente a uma empresa transportadora de média dimensão. Se abrissem os alvarás a estrangeiros, havia milhares de camiões dispostos ao serviço. Acresce que no outrora eram as petrolíferas que abasteciam os seus postos, A Sacor, a BP, a Shell etc. Porquê acabaram? Que interesses se levantam para ser a ANTRAM a “dona” da distribuição?Isto é sabido que não vai dar nada. Só uma grande propaganda para o caudilho para aparecer com o Pedro nos TJ’s de Domingo a congratular-se pelo desempenho, só faltando pedir humildemente que lhe deem a maioria.Entretanto Pardal vai voar para outro qualquer sindicato que lhe apare os golpes até vir uma legislação qualquer que proíba ser dirigente de um sindicato um gajo qualquer sem nenhuma relação profissional com a actividade desenvolvida, porque senão teríamos o Judíce a vice presidente do pilotos da TAP e o Proença de Carvalho no sindicato dos maquinistas dos comboios. Se calhar!!!!

  3. A resposta correcta aquele bando de arruaceiros seria os patrões entrarem em greve no pagamento dos seus saláriosPor outro lado louve-se o facto dos costistas e respectiva geringonça se borrarem todos.Depois da incompetência demonstrada na greve anterior dos camionistas, agora incham o peito a armar em valentões com polícia, gnr e o próprio exército ao lado e com catarinas e jirónimos mudos e quedos que nem penedos

  4. Já vi que está tudo contra os camionistas. Eu também estou: não sou camionista; não privo com camionistas; as suas pretensões são-me tão alheias como o trabalho que fazem; a greve só me traz chatices. É fácil estar contra o que não nos diz respeito, não nos beneficia em nada, só nos prejudica. E como pergunta o António Lamas, como podem 800 marmanjos parar o país? O país é assim tão fácil de parar? Em Abril, na altura da 1ª greve, escrevi-lhe: Sabe, Irritado, estas greves – de camionistas, estivadores, homens do lixo – têm um condão: só assim percebemos como estamos dependentes de desconhecidos em que ninguém pensa, mas sem os quais nada funciona. Às vezes, imagino como seria se mais gente – gente com trabalhos a sério – parasse e dissesse basta. Basta de uns poucos chulos a mamar milhares, milhões, muito mais que a população que lhes dá de comer e beber, que os veste e calça, que os trata, que os transporta, que produz tudo o que consomem. Basta de desigualdade gritante, de chulice militante, desta farsa pseudo-democrática que só enche alguns. Tudo parava até que algo mudasse. Não é preciso defender a greve, ou os camionistas, para ver que algo tem de mudar. A greve é injusta? É. O Pardal é um chuleco à cata de poleiro? Claro. Mas a solução justa não é a que o Irritado diz. Justo seria ver as contas destas empresas, e que parte real vai para quem lá produz a riqueza. Se a falta deles pára um país, algum valor terá o seu trabalho. E um salário base tão baixo tresanda a chico-espertice. Quanto ganham os patrões? Quanto mais? E será também quase tudo por fora? Vai uma aposta?

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