Afinal, parece que essa história das lâmpadas de Loures foi mal contada. A coisa era toda legalíssima, transparentíssima, seriíssima, não havia favores, nem casquilhos, tudo na maior, devidamente registado e acima de qualquer suspeita. Calcule-se que o camarada Bernardino presidente pediu três orçamentos para tudo, e que, por feliz coincidência, as propostas do Bernardino genro eram, por definição e feliz acaso, as mais baratas. Foram, ptanto (como costumas dizer), a inevitável e legitimíssima escolha da Câmara de Loures.
O IRRITADO outra coisa não pode fazer senão pedir desculpa pelo post em que, com base em ilegítimas fake news propaladas por fascistas, insinuava favorecimentos que nunca existiram. Tiro-te o chapéu, ó camarada!
Por outro lado, não posso deixar de aceitar, e elogiar, ptanto, a circunstância, verdadeiramente excepcional, de teres um genro que, é certo que em nome individual e, ptanto, à revelia da tua influência ideológica, se permite ter negócios, dando fôlego ao negregado capitalismo que, desgraçadamente, até nas tuas hostes familiares penetra.
É assim, meu caro, até nos redutos mais ortodoxos da tua praça, entra gente que não se resume a ser trabalhador por conta de outrem, nem a ser sindicalista, funcionário público ou trabalhador num dos centros de actividade do teu partido.
Calculo, e admiro, a capacidade de sacrifício que te anima, ao admitir tal indivíduo no seio da tua família. Imagino o desgosto, quase diria o desespero que, ptanto, que te avassala a alma e te prejudica a coerência.
As minhas desculpas, a ti, ao Bernardino presidente e ao Bernardino genro.
32.1.19

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