IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


UNS DEMOCRATAS

 

Ao longo das últimas décadas temos assistido a uma luta sem tréguas contra o tabaco. Não sei se com razão ou sem ela, a humanidade inteira encarniça-se contra o produto, acusado de assassínios em massa, de poluição do ambiente e dos mais repenicados males.

Entre nós, os mais encarniçados são os esquerparvos, por exemplo os do BE e do PAN, o que é natural e, podemos convir, não lhes ficará mal. Mas, nisto de coerência, fia mais fino. É que esta malta, ao mesmo tempo que passa os dias a chatear quem fuma, arranjou mais uma “causa fracturante”: a defesa do chamado “canábis recreativo”, talvez implicitamente dedicado à hora do recreio nas escolas.

Dizem vários entendidos, talvez com razão, que o produto pode ser útil para diversos fins medicinais (como aliás, a morfina e outras drogas). Aceite-se. Mas a intenção dos “progessistas” nada tem a ver com medicina: abrir uma caixinha de Pandora – outras drogas se seguirão – muito do seu prosélito agrado. O que, na verdade, os move, é a “recreação”, o lado terapêutico é só um pretexto para o que a seguir virá. Deve ficar muito bem, nas reuniões do BE, ver a dona Catarina a enrolar a sua passa e os camaradas de várias tendências a encher os ares com eflúvios da recreacional actividade, certamente muito estimulante para os respectivos ideais político-éticos.

Parece que a coisa vai ser chumbada no parlamento. Ao chumbo, seguir-se-á uma solene declaração do BE: “voltaremos ao assunto na próxima legislatura”. É assim. Se não fazem o mal à primeira, fá-lo-ão à segunda, ou às que foram precisas.

Uns democratas.

 

17.1.19



3 respostas a “UNS DEMOCRATAS”

  1. Quanto às passas medicinais, não usei, não uso, não pretendo usar. Mas então é o Berloque que defende a liberdade individual, e é o Irritado que quer o Estado a meter-se na vida das pessoas? Deve ser o Estado a mandar no que enrolamos ou pomos no cachimbo? Até prender-nos por isso? Outra dúvida, se puder ser: diz que a persistência do Berloque não é democrática. Como assim? Os democratas desistem quando perdem? Então… que dizer do seu Santana?

    1. O berloque não defende a liberdade individual, só a liberdade de seguir o catecismo que vende.Em tempos publiquei um livrinho em que, entre outras coisas, defendia que as drogas fossem monopólio do Estado, e pudessem sem objecto de receita médica. Não sei se tinha razão. Se calhar não tinha. O que sei é que o berloque tem os critérios que lhe vão convindo.

      1. Pode ser catecismo, mas neste caso coincide com a liberdade individual. A sua posição nega essa liberdade e coloca-nos à mercê do Estado, o que não deixa de ser curioso. Nisto é v. o ‘comuna’. Por outro lado, a ideia do seu livro parece sensata. Basta então aplicar a mesma lógica a outras coisas – saúde, educação, energia, criação de dinheiro, etc. Os motivos não são muito diferentes dos da droga.

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