IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


NOTAS DE FIM DE SEMANA

 

3 notáveis opções:

– Sei do caso de uma mãe que, preocupada com a alma do filho, lhe escrevia para a famosa ZIN, em Angola, no tempo da guerra, dizendo isto: meu filho, antes morrer às mãos do inimigo que cair nas tentações do demónio.

– Um elemento da direcção política de Adriano Moreira, no CDS, saco de gatos da época (1985), dizia-me, prevenindo o futuro: antes nós e poucos do que eles e muitos. Sábio prognóstico.

– Dona Manuela, cheia de tremuras, declara que prefere que o PSD tenha pior resultado nas eleições do que um rótulo de direita. Se o Rio ganhar ao Montenegro, dona Manuela verá realizados os seus desejos.

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O camarada Costa, como é sabido, andou no Pinhal de Leiria a plantar sobreiros. Os sobreiros morreram. A demagogia e a propaganda foram, por uma vez, vencidas. Já o Senhor Dom Dinis sabia mais de silvicultura que Costa e seus sequazes.

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Não há que discutir a lei da saude. A chamada ministra da coisa já disse como é: não se trata de saúde, é uma “questão ideológica”. Com gente desta não se discute.

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Em Lisboa, nem um dos investimentos pomposamente anunciados pelo Medina como aplicação da taxa de turismo, se realizou ou está a realizar-se. Onde foi parar o dinheiro?

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Ângelo Correia, em tempos tido como “pai” de Passos Coelho, não só passou anos a criticá-lo como agora, de forma soez, se atira agora  às canelas do Montenegro, tido este como “passista”. É de perguntar se Passos lhe deu cabo de alguma marosca mal cheirosa.

 

13.1.19



5 respostas a “NOTAS DE FIM DE SEMANA”

  1. Não se trata de saúde, é uma “questão ideológica” – ambos os lados tratam a questão como ideológica. O lado do Irritado, por muito que fale em eficiência, prefere sempre o privado simplesmente por ser… privado. Quanto menos Estado, melhor. E está sempre subjacente a visão comercial e elitista da Saúde, tal como da Educação e do resto: – para a ralé, serviços básicos – se não morrerem nas ruas já não é mau. – para quem pode pagar mais, i.e. a sagrada ‘elite’, o melhor. Claro que convém aos mamões privados que o serviço público seja o pior possível. Não é óbvio? Após a austeridade troikista, este governo sucateiro tem sido o seu grande aliado. Verdade seja dita, nem a PAF foi tão longe, nem aldrabava tanto.

    1. Os factos (o recurso, cada vez maior das pessoas aos seguros e aos privados) demonstram o contrário do que diz. O ideal será que toda a gente tenha os tais seguros (que o seu Estado podia pagar a quem para tal não tem dinheiro), não que se veja envolvida na tenebrosa máquina do SNS. É para a segunda hipótese que se devia caminhar, não o contrário. Pela sociedade, contra a burocracia, pelas pessoas, contra o socialismo.

      1. O sucesso do privado deve-se aos problemas do SNS: esperas, greves, falta de meios, hospitais degradados. As greves devem-se, em parte, ao bom e velho egoísmo corporativo, sobretudo da máfia médica. O resto deve-se, não ao socialismo, mas ao capitalismo em que vivemos – tão desregulado e tão insano, que Portugal gasta tanto em juros – em JUROS – como na Saúde. E a décadas de pulhítica PS-PSD-CDS. A Saúde não é um negócio. É uma das funções essenciais do Estado, tal como a educação, a segurança ou a justiça. Pelo seu caminho, com tempo e com sorte havemos de chegar ao paraíso americano… nos EUA, milhões sofrem e morrem por falta de seguro, ou porque o seguro lhe recusa certos tratamentos. Depois, o capítulo final: uma saúde para remediados, outra para ricos. Aos pobres nada; o Estado não terá dinheiro para eles. E seguros baseados em perfis de risco. Graças à tecnologia, os mamões saberão tudo sobre tudos. Um dia talvez perceba que os extremos tocam-se; o fim do seu capitalismo é parecido ao do comunismo.

  2. Ângelo Correia foi mesmo o “pai” de São Passos, nos negócios e na política. Nem vejo como alguém poderá negar isto. Supostamente zangaram-se quando Passos chegou ao poleiro, ou um pouco antes. Supostamente? Sim: pode ter sido teatro para tornar Passos mais santo, cortando a sua ligação de décadas ao chulão Ângelo, um dos grandes lobbistas laranjas. E como a carneirada tem memória curta… Ou então, como o Irritado sugere, zangaram-se mesmo. Mas porque Passos lhe estragou alguma negociata? Tal consciência, se chegou, chegou tarde: toda a vida profissional de Passos na Fomentinvest foi entre negociatas e trafulhas. E uma coisa é certa: ninguém foi responsabilizado ou punido, e todos os intervenientes – S. Passos, Ângelo, Relvas, Irmãos Cavaco, SLN, o empresário-modelo Loureiro, etc. – continuam muito bem de vida.

  3. Está visto que o Passos Coelho deu cabo de muitas maroscas. Desde a marosca maior que seria salvar o pelo do Salgado até outras desconhecidas. Além do Ângelo que fala, também aquela coisa comentadora de nome Pedro Marques Lopes, também deveria estar à espera xe um ossito com carne, mas lixou-se.

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