Já que vem aí o 25, vamos a ele. Amanhã é domingo, 2ªfeira é feriado, o IRRITADO vai a banhos. Fica um testemunho adiantado, ou não comemorativo.
Não irei ao ponto de dizer que o 25 foi como o terramoto de Lisboa, já que, se não fosse o terramoto, a cidade não tinha conhecido a modernidade da baixa pombalina. Seria demais. Seria até injusto. Mas que há semelhanças, há.
O 25 e os dias seguintes foram porreiros. Até fui, e não estou arrependido, à manifestação do 1º de Maio. Mas o que se lhe seguiu não teve nada de positivo, bem pelo contrário, e ainda hoje, de que maneira, lhe sofremos as consequências.
As forças “libertadoras” do 25 (o MFA) eram maioritariamente constituídas por ignaros aspirantes ao mais primário dos bolchevismos e a uma ditadura que, enquanto tal, faria do Salazar um menino do coro.
Por isso que seja pelo menos abusivo dizer que o 25.4 foi a data fundadora da democracia da III República. Tal democracia foi ganha (depois de “devidamente” entregues os territórios ultramarinos a ditaduras bolchevistas) mais de um ano depois, com o país à beira de uma guerra civil, em 25.11.75. E só viria a poder considerar-se minimamente “normal” depois de revista a Constituição em 1982, data em que ficou amputada de uma importante parte do marxismo castrense que a infectava, e não castrense, que ainda infecta.
A história é o que é, quer dizer, é o que fizerem dela os historiadores oficias e/ou os da moda. É por isso, por exemplo, que o Colombo é louvado como descobridor da América. Não vale a pena lutar contra o que está estabelecido “histórica” ou “cientificamente”.
É aguentar e não bufar. Be happy.
Comemorem o 25. Non e vero, nem bene trovato, mas é o que há.
23.4.16

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