IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


14 DE JULHO

 

 

Vemos na TV, mais uma vez, as castrenses comemorações, em França, de um não evento, ou de um evento de pernas para o ar: o 14 Juillet. Não um evento real, mas cheio de significado formal, ou patriótico, para os franceses.

A queda da Bastilha não libertou “povo” nenhum (os mais dos pouquíssimos presos eram aristocratas) nem merecia a fama que as conveniências lhe atribuíram. Puro engano.

 

A História, muitas vezes, é feita destas histórias. Não é adquirido que Colombo descobriu a América?

 

A chamada Revolução Francesa (reconheça-se que de consequências colossais, boas e más, na vida do mundo), depois de 1789 depressa mergulhou numa sangueira desmedida e numa monumental bagunça, que viria a desembocar no poder ilimitado de um sargento, Bonaparte, que poria a Europa a ferro e fogo e causaria inumerável mortandade.

Et pourtant… os franceses ainda hoje, quiçá para sempre, glorificam o ditador guerreiro, o conquistador da Europa, o vencido da Península, da Rússia e de Waterloo. Ainda hoje, quiçá para sempre, os franceses e os estrangeiros são obrigados a curvar-se perante o seu glorioso túmulo. Ainda hoje, quiçá para sempre, o mais conhecido centro de Paris é ocupado com o arco do triunfo do vencido, as principais avenidas da cidade têm o nome dos seus generais, os museus estão cheios das suas pictóricas glórias. Ainda hoje, quiçá para sempre, o sanguinário imperador é tido nas escolas como um herói, o grande reformador do Estado, o professor de administração pública, uma espécie de Carlos Magno après la lettre.

 

Cabe aqui uma homenagem aos alemães. Também eles tiveram o seu conquistador da Europa, o seu reformador do Estado, o seu herói sanguinário. Também eles, a dado momento, o terão maioritariamente seguido. Mas procuram dar ao canalha o destino histórico que merece, envergonham-se dele, assumem os problemas que causaram, não se orgulham deles nem do seu autor, antes pelo contrário, mais do condená-lo ao caixote do lixo da História, criminalizam quem ainda insista em estimá-lo.

 

À nossa ínfima dimensão, também temos “histórias” destas metidas na História. Não é o que passa com a I República, comemorada como se não tivesse sido uma desgraça, antes fosse um avanço? Não se anda para aí a incensar o Cunhal?

 

Pois bem. Curvemo-nos, como os franceses, perante certos “heróis”. Comemoremos o mal como se de bem se tratasse.

Mas haja quem, de vez em quando, denuncie certas trafulhices históricas, ainda que por isso possa ser quase unanimemente condenado.

 

15.7.13

 

António Borges de Carvalho



7 respostas a “14 DE JULHO”

  1. Desisto!O senhor é “um triste pobre coitado”!Na verdade, tem denotado tanta má educação, grosseria (a raiar o grotesco) e parcialidade doentia que ultrapassa qualquer “cepa torta”.Dito por um especialista em psiquiatria e saúde mental, PROCURE AJUDA.

  2. Quando o Irritado não está a cantar loas ao bravo D. Juan Carlos, o caçador de elefantes, ou à ex-operária Rainha de Inglaterra, está a cascar na terrível República. A queda da Bastilha não é celebrada por causa do Napoleão. Os franceses orgulham-se muito dele, porque levaram na pá nas restantes ocasiões (e ele também, no final), mas o que a Revolução Francesa marca é o fim de certos MAMÕES. Os ditos mamões foram confrontados pela sua mama obscena, e subjugados pela ralé que tanto desprezavam. A «bagunça» que se seguiu foi a catarse de séculos de submissão e de exploração, não só na França como em toda a Europa. É certo que nem tudo correu ou acabou bem, mas criou as bases para a então promissora democracia americana, que definiu desde o início que todos os homens nascem iguais (menos os escravos pretos, mas isso é outra história). “Todos os homens nascem iguais”. Dá que pensar, não dá, monárquico Irritado?

    1. Coitado do Irritado! Pensava que os homens eram diferentes no “nascimento”. Descobriu, ac hora, que são iguais na morte.Logo agora que a sua está próxima!

  3. Em tempos aqui disse (ditado popular) que “quem tem uma cona tem uma QUINTA (sinónimo de riqueza); quem tem uma piça tem um caralho (imagine o sinónimo)”.Ontem falei sobre o BPN e sobre a Srª Albuquerque.Hoje li no Jornal de Noticias o seguinte “MINISTRA FOI MOSTRAR O BURACO”!Assim sendo, a questão que deve merecer um POST (obviamente seu e neste sitio), terá de ter o seguinte título: QUAL O PREÇO (do BURACO)?

    1. O 14 DE JULHO, é “Fácil de explicar”!”Difícil de explicar” é … o que “todos” sabemos!

    2. É de louvar a delicadeza, a finura, o chá, os princípios, a profundidade analítica, etc. deste tão fiel admirador do IRRITADO.De antologia, meus amigos, de antologia.Nunca será demais enaltecer a honra dos comentários de tão ilustre cidadão.

      1. Faço minha a resposta que o Secretário de Estado da Cultura, demissionário, deu.

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