Mais dois grandes contributos do governo do senhor Pinto de Sousa (Sócrates) para o bem estar e a qualidade de vida do povo:
a) Como é sabido, os pensionistas do Estado foram obrigados, em 2007, a descontar para os seus regimes de saúde, coisa inteiramente nova. Uma benesse mais do socialismo que, com a notável medida, arranjou maneira de sacar um por cento do ordenado a todos os pensionistas. Genial. Não contente, porém, o socialismo determinou, soube-se agora, que os mesmos infelizes não possam, em sede de IRS, descontar a despeza extra que lhes foi imposta. Quer isto dizer que o um por cento em causa deixa de ser um por cento para passar a um mais dez, vinte, trinta ou quarenta por cento, segundo a taxa de IRS que for aplicada. Ou seja, o socialismo baixou as pensões em mais de um por cento. Como, muitas delas, não tiveram aumento nenhum, e as outras tiveram um aumento miserável, a conclusão que se tira é que o socialismo socrapífio arranjou maneira de cortar nas pensões, e não pouco. E não só não disse que cortava, mas afirmou que as aumentava. É preciso dizer mais?
b) O estapafúrdio imposto para a televisão foi agravado com cinco por cento de…IVA! O estado socrético obriga os cidadãos a pagar impostos sobre impostos! Ainda por cima, o estapafúrdio imposto, para efeitos de IRS, não é despeza. Sendo o cidadão “consumidor final”, também não tem direito a reaver o IVA. Assim, esta gente cobra impostos sobre impostas sobre impostos. Três vezes!
Se, tanto a alínea a) como a alínea b) se compaginam com a Constituição, não sei. Mas talvez fosse boa ideia se SEPIIIRPPDAACS (Sua Excelência o Presidente da III República Portuguesas Professor Doutor Aníbal António Cavaco Silva) tomasse umas providenciazinhas e mandasse a coisa para o competente Tribunal. Não é?
António Borges de Carvalho
PS. Uma humilde sugestão para o senhor Pinto de Sousa: já que é facto que o socialismo considera que os cidadãos são um encargo para o Estado, justo seria que se lançasse um “imposto de existência”. Já viram a maravilha? Pago logo existo. Solvo, ergo sum, como diria o outro.

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