IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


MAIS UM TRIUNFO DA GERINGONÇA

 

Segundo umas estatísticas que andam por aí, em consequência dos horríveis tempos da troica (2014) e do governo de Passos Coelho, a emigração de portugueses atingiu o número histórico de 120.000. No ano seguinte, apesar de continuar o terrível governo de Passos Coelho, baixou para 110.000. Ao contrário, em resultado do brilhantismo das políticas da geringonça, em 2016 foi atingido o extraordinário resultado de 100.000. E, ó gentes, anuncia-se que, em 2017, o número vai baixar ainda mais, outra vez devido ao relançamento do progresso social que a esquerda a todos generosamente ofereceu.

No tempo de Passos Coelho, a partida de portugueses era anunciada em lancinantes reportagens, com pais e mães, tias, primos e namorados a chorar baba e ranho nos telejornais. Os comentadores de serviço perorarvam sobre a ausência de oportunidades, a sangria de valores, a crise que o governo (não o PS, não o Sócrates, não o Teixeira, não o Lehman Brothres, não as bolhas, nada disso) tinha provocado, o desprezo governamental pelos portugueses, o regresso ao pior dos anos 50, etc. e tal.

Perante os novos números, gente mal intencionada (como o IRRITADO) – não os jornais nem as televisões, nada disso – perguntará: porque baixou, ainda que miserávelmente, o número de portugueses a emigrar? E encontrará umas respostas. A primeira, a mais simples, mas não primária, é a de que, se já emigrou tanta gente, há menos gente para emigrar. Depois, há outras: o principal mercado, o Reino Unido, anda a contas com o brexit, Angola está de rastos, a Venezuela, até literalmente, estica o pernil. Nada, absolutamente nada, a ver com a geringonça, as reversões, os “aumentos”, o Centeno, a esquerda.

Epure, a monstruosa máquina publicitária da geringonça entra em acção. Se houve menos dez mil emigrantes em 2016 que em 2015, tal se fica a dever ao Costa, à Catarina e ao Jerónimo. Não à Teresa May, ao José Eduardo dos Santos ou ao Maduro, entre outros. Não ao turismo alto e aos juros baixos, nada disso.

Mais uma impressionante e indiscutível glória da geringonça, a fechar o ano em beleza.

 

29.12.17     



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