Se você pensa que a “venda” do Novo Banco é a principal notícia destes tempos, está muito enganado. Há vários dias que somos bombardeados com a importantíssima questão de um árbitro da bola que levou uma chapadas em Canelas, sim, em Canelas, sabe onde isso é, sabe se existe? Por exemplo, ontem, o jornal “de referência” chamado Público dedica a este tema vital uma chamada de primeira página a vermelho, mais quatro páginas inteirinhas, sim, inteirinhas, pejadas de “informação”, de opiniões, o árbitro, o jogador, vários presidentes, juízes, legisladores, tudo minha gente a pensar e opinar sobre tão ingente matéria. Isto sem contar com um brilhante editorial sobre o mesmo tema, como não podia deixar de ser. No resto dos media, se não foi tanto assim, foi quase, ou mais. A Pátria em perigo tremeu de emoção, de repulsa, de preocupação com o presente e o futuro, de justa inquietude que causa a preservação da integridade física, moral, emocional e intelectual dos árbitros, com a morosidade da justiça, com o tremendo abalo que o crime de Canelas causa à estabilidade da Nação.
As bombas de Moscovo, o comboio de rodas ao ar, até a desgraça (essa sim, desgraça mesmo) da fábrica de foguetes, nem as bocas do Trump, nem Gibraltar, tudo coisas de somenos, isto para não referir outra vez o caso do Novo Banco ou as reiteradas aldrabices do chamado primeiro-ministro sobre o caso.
Árbitros e lambadas, eis a questão.
5.4.17

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