IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


BOJARDAS

 

“Um serviço público não pode ser prestado por privados”, disse a espantosa Catarina Martins, rodeada de protestantes devidamente escolhidos e organizados, e dos prestimosos “serviços” da televisão que temos.

Se os transportes lá na terra funcionam mal é porque são geridos por privados. Deve ser como a Carris ou o Metro, que funcionam mal porque são geridos por empresas públicas!

O primitivismo do “pensamento” da mulher, compaginável com as odientas raivas da Mortágua e do careca, dá uma ideia do simplismo ideológico, humana e socialmente analfabeto desta gente, do maniqueismo fucral que a anima, da estupidez comunista que tantos males causou, e causa, à humanidade.

Que mundo é este? Cuidem-se.

 

7.2.17  



3 respostas a “BOJARDAS”

  1. Mesmo tendo razão sobre a Catarina e os comunas, já é tempo de o Irritado confrontar o seu trauma anti-Estado. Passa a vida a falar do Estado como se fosse este o grande vilão. Na realidade, o Estado são os seus compinchas: os políticos que o gerem. Como Passos Coelho. Se o Estado é assim, é aos seus caros políticos que tem de agradecer – em particular aos do Centrão.Os sindicatos e os comunas fazem greves e atiram bojardas. Mas não mandam em nada. Quem manda é o Centrão. Quem nomeia os “gestores”, quem cria as leis, quem define as regras, quem contrata, quem despede, quem assina, quem adjudica, quem contrai os calotes, e as SWAPs ruinosas para pagá-los, são os políticos. Do Centrão. O Estado, em si mesmo, não é bom nem mau. Tal como uma máquina, pode fazer bem ou mal dependendo de quem o controla. Mas ao contrário do privado, que só pertence ao José ou à Maria, o que é público pertence à comunidade. Devia, por isso, ser o melhor da comunidade. Só o não é, além dos políticos, por duas razões: por relaxe e por ganância.O relaxe e a ganância são o que corrói o Estado, a sociedade, a civilização. E ambos vêm de cima. O português já de si não é como o escandinavo: não tem a mesma noção de zelo, de bem comum, de respeito pelo que é de todos. Mas ao ver os tachos, a corrupção e a impunidade acima, claro que se agrava o relaxe. Até se tornar uma bandalheira.O mesmo com a ganância. E não apenas nas empresas ou repartições; até os médicos tentam levar os seus pacientes públicos, que atendem nos hospitais públicos, para as suas clínicas privadas. Por isto é que o Estado não é melhor. Não interessa a muita gente que seja melhor. Porque perderiam a mama. E por isto é que precisamos de melhor Estado; não de mais mama privada. O que é preciso é pôr o Estado, e os políticos que o gerem, às ordens e ao serviço dos cidadãos. O futuro, a existir, deverá ser público e não privado. Numa comunidade global, em que quase tudo será feito por máquinas, pouco do que o Irritado hoje valoriza fará sentido. Claro que os mamões tudo farão para o evitar ou adiar, mas é isso a evolução: menos privado, mais e melhor público. E decisões mais democráticas, em vez de tomadas por uns poucos, como agora. Ironicamente, esse futuro parecer-se-á mais com o ideal comunista do que com este capitalismo: uma comunidade de todos para todos. Alguma vez pensou nisso, Irritado?

    1. Caro FBAs utopias podem ficar bem a quem as cultiva, mas, as mais das vezes, parem guerras.

      1. Entre nós os dois, não sei qual será o mais utópico. Haverá guerra quando os mamões quiserem que haja guerra, tal como no Iraque ou no Afeganistão. Será dez vezes pior no dia em que a renda dos seus caros americanos for ameaçada – seja no sagrado dólar, ou no casino dos “mercados”. Não tenho a ilusão de mudar-lhe as opiniões. V. já não muda. Só apresento outras perspectivas, e, dentro do possível, tento fazê-lo pensar um bocadinho nelas.

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