IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PERVERSIDADE

Segundo o guru económico da geringonça, a distribuição rápida de uns largos milhões levaria, inexoravelmente, ao relançamento da economia. Não levou. Levaria ao aumento da poupança. Não levou. Por “simpatia”, levaria à diminuição da dívida. Não levou.

Em vez de aprender a lição dos factos, a geringonça insiste em receitas perversas.

 A TSU é uma delas. Baixar a TSU com critérios de compensação do aumento do salário mínimo é o mesmo que dizer que a economia não suporta tal aumento, isto é, que toda a política económica da geringonça não passa de um engano conceptual, de um embuste político e de um retumbante falhanço. Baixar a TSU só para alguns, e só “a prazo”,  é um erro colossal. Incentivar o patronato a adoptar salários mínimos para ter vantagens financeiras “compensatórias” é um ataque aos interesses de quem trabalha é um retrocesso brutal no plano da justiça fiscal e da justiça tout court, um ataque à tão proclamada “igualdade”.

A TSU devia baixar para todas as empresas, sem distinção de salários ou de contratações. Seria, isto sim, um incentivo económico importante, o qual, se causaria problemas financeiros de curto prazo à Segurança Social, acabaria por financiá-la a médio/longo prazo. É para aquele curto prazo que servem as respectivas reservas financeiras.

Outra receita perversa é a manutenção dos constrangimentos económicos que as leis do trabalho (contra o parecer da OCDE, do FMI, da UE) continuam a provocar. Inverter a tendência reformista que vinha do governo anterior significa manietar a mobilidade laboral, em nome de uma “estabilidade” estúpida e, mais uma vez, de resultados comprovadamente ruinosos. Até o tal guru da geringonça, Centeno de seu nome, apesar de ora “esquecido”, é, ou era, desta opinião quando estudava o assunto no Banco de Portugal!

A perversidade prolonga-se nos contratos colectivos, forma de obrigar a liberdade de cada um a submeter-se aos ditames de quem não representa outra coisa que não seja superestruturas político-sindicais, não de carácter social mas de mera fé ideológica.

Substancialmente, a política da geringonça tem todos os ingredientes para manter a paralisia social e a ruina económica.  

Dirá quem “observa” que o culpado não é o PS, mas aquilo que a “estabilidade” política impõe e a que o PS não pode deixar de se submeter: as exigências dos comunistas do PC e do BE.  Será? Duvido. Ninguém sabe o que é o PS do Costa, se um coitadinho nas malhas que os outros tecem, se são os outros que fornecem ao PS os argumentos de que precisa para executar o seu próprio projecto, negando um passado onde houve sempre alguma dose de seriedade.

É isto o mais inquietante. E o que a presidencial cegueira santifica.

 

24.1.17



4 respostas a “PERVERSIDADE”

  1. «A TSU devia baixar para todas as empresas»… o Irritado perpetua o erro do costume: meter todas as empresas no mesmo saco. Como se a mercearia da esquina fosse a SONAE; ou a taberna do Ti Zé fosse a EDP do Mamão Mexia.A dimensão da empresa, os empregos que cria, como os remunera, onde e como paga impostos, tudo isto é comodamente ignorado. Em proveito de quem? Pois é. Dos do costume.O sistema é tão grotesco que permite – e incentiva – empresas com uma facturação de centenas de milhões, ou mais, sediadas em escritórios onde não cabem duas pessoas. E outras que criam empregos, porque não têm outro remédio, pagam miseravelmente às pessoas… enquanto os “gestores” mamam à grande. Alguns deles, geralmente em cargos “não-executivos”, são curiosamente… ex-políticos.

    1. Compreendo as suas dúvidas. Mas há um pequeno pormenor que esqueceu: eu não disse que devia baixar para todas por igual! Nunca será fácil, ou possível, fazer justiça a todos, mas que devia baixar, como o IRC, isso devia. E, quando fala nos “grandes”, vem-me à cabeça que os que ainda não foram para a Holanda estão a pensar nisso.

      1. E vê algum governo preocupado em diferenciar as empresas – a não ser para beneficiar ainda mais os mamões? O seu caro governo laranja andou a rever o IRC: o que mudou? Além de mais mama… claro. Holanda? Mas acha que existe um único “grande” que não esteja já na Holanda, no todo ou em parte? Em que mundo vive?

  2. Segundo o guru económico da “burla politica”, a distribuição rápida de uns largos “chapadões” (leia, brutal esbulho pelos impostos) levaria, inexoravelmente, ao relançamento da economia. Não levou. Levaria ao aumento da poupança. Não levou. Por “simpatia”, levaria à diminuição da dívida. Não levou.Então ao que levou? Levou a que MAC, PPC, Montepreto, Carlos Abreu Amorim e outros artistas videirinhos… subissem na vida!!!

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