IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CARROCEIRADAS

Filipe VI, Chefe do Estado espanhol por investidura parlamentar, e sua mulher, vieram a Portugal em visita de Estado, a convite das autoridades Portuguesas.

Foram recebidos com as honras protocolares aplicáveis, com o carinho da presença de milhares de portugueses e o respeito dos demais.

Nem as autoridades fizeram mais que o seu dever, nem o povo, nas ruas, deixou de estar presente, sem formalidades, protocolos, organizações ou obrigações.

Muito bem.

E muito mal:

– O nosso afectuoso presidente, talvez a pensar que estava na feira dos enchidos da Marmeleira, ferrou duas beijocas na coitada da rainha, que fez os possíveis por não exprimir surpresa, troça, rancor ou nojo.  

– Correspondendo à elegância do Rei, que discursou em português, a SIC (as outras não sei) cometeu a suprema galegada de mostrar o discurso com legendas. Lindo. Como quem diz, ó filho, vai lá falar português para o raio que te parta! Não é possível ser mais ordinário. Se acrescentarmos que o Senhor até falou num português decente, a cavalidade atinge os píncaros.

– A condecorar estas porcarias, nada melhor que a esmerdada educação dos machos e fêmeas do Bloco de Estrume (BE). Não há adjectivos que possam prestar a devida justiça à atitude. Esta gente, por uns segundos de TV, é capaz de tudo. De uma assentada, falta ao respeito adevido ao chefe constitucional de um país democrático, e suja o nosso país ao insultar um seu convidado de honra.

Porquê? Dizem eles: porque Filipe VI não foi eleito. Pois não. O que tem a estrumeira a ver com isso? Nada. Os presidentes da Itália, da Alemanha, da Suiça e de tantos outros países europeus também foram instaurados da mesma forma, ou seja, pelo parlamento. A Estrumeira de Esquerda (BE) é isso mesmo: o ódio da trampa ao que é limpo.

 

30.11.16



15 respostas a “CARROCEIRADAS”

  1. De todas as suas irritações, as que me causam realmente confusão são estas: as suas diatribes contra a suposta falta de “respeito pelas instituições”. Sobretudo quando metem monarcas.Consigo compreender que alguém tenha sido ensinado a respeitar estas instituições, por podres que sejam, e que os monarcas são a quinta-essência da Humanidade. Custo mais a compreender que, sendo uma pessoa inteligente, não se cure dessas parvoíces ao longo da vida. Uma beijoca na rainha! Santo deus! E traduziram o discurso-treta do tipo! O horror! Não vê o absurdo, o ridículo, a futilidade disto? Muita sorte teve o simpático casal de não ser recebido com uma singela faixa, a toda a largura da sala: “Ide trabalhar chulos!”

  2. Sobre o mesmo tema, concordo mais com a prosa vertida em:http://o-antonio-maria.blogspot.pt/2016/12/para-o-bloco-de-esquerda.htmlNa verdade, na prosa do Irritadiço vasa tanta “dor de cotovelo” (se quiserem, de corno) que até trata o nosso Presidente por presidente, para além de outras brejeirices como “feira dos enchidos da Marmeleira, ferrou duas beijocas na coitada”.Abrenuncio, até “fez os possíveis por não exprimir surpresa, troça, rancor ou nojo”. A Rainha (por casamento) estava diante de um rafeiro sarnoso?

    1. Não lhe chamaria rafeiro sarnoso, só ignorante e piroso.

      1. Ignorante e piroso? Isso permite presumir que o irritadiço se considera sábio e eclético.

  3. Os 2 asnos do costume não podiam faltar 🙂

    1. Olha a aberração!

  4. Desculpe lá sr. Filipe Bastos mas o comportamento do BE foi execrável. Uma opinião pública minimamente esclarecida deveria dar-lhes o correctivo adequado. Quem recebe não pode agir assim. Eles aviltaram o povo português.

    1. Que povo português, Sr. Picaroto?Se isto fosse uma democracia; se os nossos pseudo-representantes realmente nos representassem; se tivessem convidado, com o nosso expresso acordo, os reis espanhóis com um objectivo claro – em vez da palhaçada faz-de-conta do costume – ainda poderia entendê-lo.Mas isto? Que importa ao «povo português» o protocolo ridículo de pulhíticos e parasitas reais?Que povo alienado e ocioso é esse, que se preocupa com isto?

  5. O Soberano. O detentor do poder supremo. Numa monarquia o monarca é o seu único representante. Não enxergar isto é não estar preparado para a democracia. “De uma assentada, falta ao respeito adevido ao chefe constitucional de um país democrático e suja o nosso país ao insultar um seu convidado de de honra”. Certíssimo, sr. Irritado. É a ovelha ranhosa que da vexame na festa perante o convidado.

    1. É isto que nunca entendi em si, Sr. Picaroto: por um lado parece valorizar a democracia e a soberania popular; por outro parece suspirar por um reizinho que magicamente “representa” toda a gente.«Não enxergar isto é não estar preparado para a democracia»? Sr. Picaroto, reality check: – democracia é decidir pelo voto. – o monarca é a antítese da democracia: uma figura não eleita que faz o que lhe dá na mona. – nenhum cidadão elegeu estes parasitas reais. – nenhum cidadão convidou estes parasitas reais. – a «festa perante o convidado» é mera festarola de chulos, paga pelos mesmos de sempre.

  6. Tal qual sr. Filipe Bastos. A partir do momento em que os espanhóis aprovaram com 91,??% um regime monarquia constitucional serão os monarcas os mandatários número um. O pior é que essa canalha não se enxerga. Dar-lhes crédito é fortalecer o caos.

  7. Numa democracia o Soberano é o Povo.Soberano é o detentor do poder supremo (ver dic).Ou temos a capacidade para lá chegar ou não.Os lobos chegam à alcateia, os cães chegam à matilha, os peixes (alguns) chegam ao cardume, etc. Quanto aos homens existem povos existem uns mais aptos que outros. Para os portugueses:- O povo desunido será sempre fodido.Para mim, monarquia ou república servem.Para si, penso que só monarquia absolutista, com despotismo iluminado. Não penso nada. No fundo, o sr respeita a autoridade e a ordem. Sua Majestade D. Filipe VI consiga ter sabedoria para colocar na ordem alguns bandos de arrivistas que até foram eleitos.

    1. Caro senhor PicarotoAinda não deu pelo insofismável facto de as ideias do FB (por quem tenho consideração) levam direitinho às mais execráveis ditaduras?

      1. Quantos ditadores foram já criados pela sua cara monarquia e pela sua cara democracia representativa? Mas não pela democracia directa. Esta só faz sentido com voto popular; jamais com ditadores. Essa é, aliás, a base da coisa: acabar com o poder de uns poucos – pulhíticos, mamões, etc. – sobre muitos.Atirar com o bicho-papão das ditaduras é ver o mundo ao contrário.

  8. Foram eleitos, Sr. Picaroto, mas não por mim. Nem pela maioria.Os parasitas espanhóis também não: tiveram 91%, sim, mas dos deputedos. Não da população. E os deputedos não perguntam nada à população. Votam como os partidos lhes mandam, ou como lhes dá na mona. Se forem a referendo e 91% da população quiser os parasitas, então sim, respeito a legitimidade dos parasitas. Que remédio.Porque para mim, Sr. Picaroto, é o oposto do despotismo iluminado: é a DEMOCRACIA DIRECTA. Por dois motivos.Primeiro por exclusão de partes. Esta partidocracia “representativa” não serve. A monarquia, como já vimos, é a antítese da democracia. O mesmo vale para quaisquer ditaduras, sejam comunistas, fascistas ou assim-assim. Logo, que resta?Segundo porque acredito que é o futuro. O único futuro possível.O conceito do “chefe”, seja rei, presidente, ou uma casta de iluminados, é algo atrasado e primitivo. Serviu para fazer pirâmides e castelos, serve hoje para estas empresas e governos, mas um dia irá acabar. Tal como estes pseudo-representantes, que não representam ninguém. Ou melhor, representam os mamões e os trafulhas donos disto tudo.Todos devem ter voz na decisão do seu destino; e do nosso destino colectivo, que é a soma de todos.O Irritado prefere o passado e jamais aceitará este futuro. O Sr. Picaroto, quer-me parecer, também é assim.

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