IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CAMINHOS DO TOTAL

Quase a voltar à Mãe Pátria, vou vendo umas coisas do que por aí se passa. É de gritos. Sim, de gritos de revolta, de gritos de pena dela. Dela, quer dizer, dos seus cidadãos.

A luta do colectivismo contra a liberdade individual prossegue a um ritmo assustador. Sinal mais recente disso , a guerra das escolas, violento testemunho da progressiva marxizaçâo do país.

Nenhum dos defensores da chamada escola pública (sinal de feroz estatismo, não de preocupação com o ensino) se lembrou ainda de fazer uma simples conta, conta que levasse a saber qual o custo de um aluno numa escola pública e quanto custa o mesmo aluno numa escola contratada. Quem ouve a camarilha social-comunista do governo fica com a impressão de que a escola pública é de graça e as contratadas uma despesa insuportável para os contribuintes, um negócio lucrativo destinado a encher os bolsos a uma gentalha gananciosa e parasitária. Uma propaganda eficaz para os mais distraídos, ou para serventuários da CGTP e anexos.

O que os alcandorados ao poder não suportam é ver a liberdade de escolha dos cidadãos, é ver que tal liberdade, onde pode acontecer, resulta na escolha da escola privada, é ver que há professores que não precisam para nada do senhor Nogueira nem da sua tenebrosa organização, é ver que há quem se consiga organizar, funcionar, ensinar, sem precisar da escravidão e da indignidade dos contratos colectivos, é ver que há quem não “delegue” a sua vida e o seu futuro em quem não tem mandato para coisa nenhuma mas se considera dono e senhor de milhares.

Porque será que os que podem exercer a sua liberdade escolhem as escolas privadas? Porque não querem ver os seus filhos educados por grevistas e quejandos, sentados num lugar donde não podem ser apeados, gente que ninguém avalia, que por lá fica haja o que houver e se dedica à arruaça quando lhe tocam na fímbria das vestes.

Numa palavra, os pais que podem (no sentido de ter oportunidade, não dinheiro, para tal) escolhem a escola privada por que é melhor que a pública. 

O Estado, se ainda fosse democrático, colocaria os seus meios ao serviço do ensino, do melhor ensino, público ou privado, dentro dos custos normais, sem descriminação outra que não fosse a da qualidade, ou seja, dos resultados. Mas não é isso o que move os adeptos da paranoia esquerdoide que se apoderou do poder entre nós e que só ficará satisfeita quando tudo for público, isto é, quando puder mandar em tudo, ter o poder total.

Ponde-vos a pau, ó gentes! O que está em causa é a vossa existência como seres pensantes e livres!

 

22.5.16

   



15 respostas a “CAMINHOS DO TOTAL”

  1. Lá longe, para os lados da Venezuela, afirma o sr. António (vulgo irritado – Quase a voltar à Mãe Pátria) que os alcandorados “…não suportam é ver a liberdade de escolha dos cidadãos,…”, para seguidamente continuar (alarve e parvamente) “…é ver que tal liberdade, onde pode acontecer, resulta na escolha da escola privada, é ver…”.Como não sou (aliás, nunca fui – no patusco conceito do irritadiço) “alcandorado”, venho dizer o que segue acerca da liberdade de escolha da Escola por parte dos cidadãos.Dizendo: os meus filhos (um mestrando e outro mestre) sempre foram alunos da Escola Pública; foram alunos muito bons (com notas passiveis de figurarem nos Quadros de Honra). O mais velho, hoje com 32 anos sempre foi o melhor aluno na Escola Pública. Porém, no 12º ano essa Escola Pública tinha seis alunos “muito bons”, dos quais cinco queriam o curso dos seus “sonhos”, que era… MEDICINA. Pois bem, por cautela de notas, três (por acaso os “piores” dos seis) “escolheram” que o 12º ano seria numa Escola Particular que (face às notas que tinham) os recebeu de “braços abertos”. Os outros três, “escolheram” (obviamente por opção financeira dos pais, na qual me incluo – por ser teso) continuarem na Escola Pública. Os três que “escolheram” a Escola privada conseguiram 20 a TODAS as disciplinas (incluindo educação física); já os outros três que “escolheram” continuar na pública, não lograram conseguir 20 a TODAS e foram ultrapassados pelos optativos “privados” na média final. É certo que, no exame final, mantiveram a ligeira diferença que detinham antes da “escolha”, mas foram ultrapassados na média de acesso ao Curso de Medicina. Em síntese: todos lograram entrar numa Faculdade de Medicina, mas os da Escola Pública foram “ultrapassados” nas pautas classificativas merc^`e dessa “escolha”. Tivesse eu “dinheiro” e não teria corrido o risco de o meu filho ser ultrapassado ao “chegar à meta” (teria tomado esse “doping”).Moral da “estória”: HÁ UM PALERMA QUE ESTÁ A “PASSAR-se”!

    1. Afinal não são os ricos do costume, nem a classe média alta, que mais fogem para o Panamá. São os políticos!

      1. Porque será? Será do GUARANÁ?

    2. Avatar de Filipe Bastos
      Filipe Bastos

      Creio que a moral da sua história é válida e relevante. Toda a gente sabe que as notas do privado, em Portugal e não só, tendem a ser proporcionais à carteira / status dos papás.Toda a gente? Não: o Irritado não sabe…Podia era evitar tantas aspas, é um exagero, e insultar o autor do blog – que publica todos os seus comentários.

  2. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    Não esperava que o Irritado ainda se colasse à balela da “liberdade de escolha”. Os pais sempre tiveram liberdade de escolha, e continuam a tê-la: todos podem pôr os filhos no privado… desde que o PAGUEM. Ou agora o seu capitalismo – pode quem pode pagar – já não presta? O que está aqui em causa é ser o Estado, i.e. os contribuintes, a pagar lucros privados. É este capitalismo subsidiado, este pseudo-empreendedorismo viciado na teta pública, e o habitual compadrio entre pulhíticos e mamões.E está em causa esta negociata, já de si contra-natura, ocorrer justamente na Educação ou na Saúde: as duas funções mais importantes do Estado, talvez as únicas que ainda justificam pagar impostos.Fala do custo por aluno. É fácil falsear esses números: basta ter menos alunos por escola pública, mantendo os custos fixos, para o custo por aluno disparar. É verdade que o bigodes é um cancro nacional; mas a solução não pode ser esta.A Educação, por muito que o seu herói Passista queira, não é – não deve ser – um negócio. Menos na Tecnoforma, claro.

    1. Foi a mim que respondeu o seguinte: Toda a gente? Não: o Irritado não sabe…Podia era evitar tantas aspas, é um exagero, e insultar o autor do blog – que publica todos os seus comentários.???Se for afirmativa a resposta, desde logo tenho de o corrigir, caro “flipado” (passe o “exagero” das aspas). Na verdade, nunca insultei o “IRRITADIÇO” (ou irritado, se quiser). Simplesmente me insurjo contra dislates proferidos por palermas (sejam “eles” inteligentes ou espertos).P?osto isto, o IRRITADIÇO é um “esperto” que “viaja” para o Panamá!!! Admirado “mu2du3r”?

  3. Avatar de carlos simplício
    carlos simplício

    Muito bom e acertado.A esquerda tem medo da liberdade.Tem medo do bem estar.Tem medo da qualidade.Já esse “paladino” das liberdades que dá pelo nome de “otelo” quando visitou a Suécia disse com aquele sorriso alarve a Olaf Palm:– Sentimo-nos orgulhosos com o 25A. Já acabámos com os ricos em Portugal.Recebeu por resposta:– Parabéns, nós aqui acabámos com os pobres.Os pulhas que cegamente defendem a escola pública são da mesma equipa.(Mas sabemos bem que há excelentes escolas e excelentes professores na Escola Pública. Duvido é que algum, desses bons professores, faça parte do bando sindicalista da fenprof cuja única especialização é fazer greves

    1. foi um suplicio ler a prosa do Carlos. Então quem defende a Escola publica é um pulha? E que defende o pagamento publico, via impostos, da Escola privada o que será?

  4. É só coxos!Uns do canhoto, outros do direito. Todos, porém , aleijados do bestunto. E, viva o Tarzan!Cada um por si e Deus por todos! Acabem-se povos.Tudo apátrida. Até os burros não se irritam facilmente.

    1. Até os burros não se irritam facilmente. Na verdade, só os de raça Picaroto.

  5. Olhe sr. Anónimo, ao contrário de si, dos dextros de que você não gosta e dos canhotos que o sr Irritado detesta, sei o que é um imposto, um bem público e um bem privado e as qualidades que os distinguem. Jamais defenderia entregar dinheiro do Povo (não dos contribuintes visto que um sujeito passivo não contribui, nem age tão pouco) a banqueiros. Os candidatos a P R canhotos e dextros defenderam que se metesse metesse a mão no pote.

  6. Sou do signo do Carneiro.A carneirada proclamou (art 3 da CRP), que quem manda é o rebanho. Estou farto de ser roubado pelos canhotos e pelos dextros.

    1. Os privados, em Portugal, estão pendurados no Estado como sangessugas. Sejam eles dextros ou sinistros.

  7. O sr. António, maior exemplo FDP/PQP dos maus, desdenhou que alguém “mijaria no seu descanso”, depois de “comer os restos” que deixou. Pois bem, como não quis ser melhor pessoa …: http://www.dn.pt/arquivo/2008/interior/vandalizado-jazigo-de-salazar-no-vimieiro-1001359.html

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