Assinale-se a posse do novo Presidente;
– Logo de manhã, a SIC anunciou a chegada à AR do Rei Filipe IV de Espanha (III de Portugal). Demos por isso: Sua Majestade vinha num coche puxado por seis parelhas de cavalos brancos, com cinco cocheiros, seis palafreneiros, doze lacaios e uma secção de vinte e quatro charameleiros a cavalo; era acompanhado pelo duque de Alba, pelo arcebispo-bispo-duque de Madrid, por vários outros grandes de Espanha, entre os quais Miguel de Vasconcelos, e pelo Dr. Francisco Pinto Balsemão;
– Na tribuna de honra foi muito notado um popular sem gravata, o mesmo se passando com um cabeludo de nome Pureza e com diversos outros infiltrados;
– A criatura do sexo feminino que ostenta, permanentemente, uma sorridente presença (ri de quê?) no pódio, desta feita mostrava os dentes ainda mais que de costume, o que, para alguns, levanta sérias dúvida quanto ao estado de saúde dos respectivos neurónios;
– Ao contrário do que se passa nas repúblicas democráticas, o novo Presidente não foi saudado, nem aplaudido por alguns bandos que, caracterizados pelo seu horror visceral à democracia, nem sequer se puzeram de pé nos momentos próprios para tal;
– Sua Excelência proferiu vasta e redonda oração, a qual, para além de tecer loas a inúmeras qualidades dos portugueses pelas quais ainda ninguém tinha dado, elogiou o manipanço constitucional com inegável garbo, ainda que deixando, pouco clara, a ideia de uns toques, virtualmente heréticos, de que o dito necessitaria;
– Dona Maria, ao longo do dia, apresentou várias toilettes, qual delas a mais elegante;
– A Guarda Nacional, dita Republicana como a da República Teocrática do Irão, portou-se muito bem.
Estou à espera do concero. Amanhã há mais.
9.3.16

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