Aqui há tempos, recomendei ao Doutor Cavaco que, ao dar posse a Costa, renunciasse ao cargo. Ainda hoje sou dessa opinião: um homem que é, por razões formais, obrigado a fazer o que, moral e politicamente, acha miserável, devia, primeiro submeter-se, depois partir a loiça, isto é, dizer comigo não. Teria saído como um Homem! Não seguiu o meu conselho, preferindo assistir ao descalabro moral, político, económico e financeiro em que o país foi mergulhado. Paciência. O IRRITADO não foi ouvido.
Tem agora outra oportunidade: mandar às urtigas a brutal enormidade de esquerda, que faz pagar por uma unha encravada e ter aborto de graça, coisa que ultrapassa qualquer conceito de moral pública; mandar às urtigas a adopção por deficientes sexuais, violento atentado contra a família e contra as crianças.
Como fazê-lo? Não promulgando as duas leis que, contra os seus princípios e conceitos morais, sociais e políticos, é “obrigado” a promulgar. Seria uma atitude formalmente “inconstitucional”, mas pessoalmente honrada. Provocaria uma gritaria monumental, mas de gente que contra ele nada pode. Gritaria já ele tem com fartura: os discursos de umas gajas no Parlamento, soezes, rascamente insultuosas, ultramontanas e ignorantes, já mostraram o nível da paranoia em vigor. Para além da gritaria, sanção alguma lhe poderia ser aplicada. Dar com os pés a gente tão ordinária seria de uma dignidade pessoal e política que ficaria na memória de todos: um homem que não deixa que trocem dele ou o insultem é um Homem sério, e a sério. Mais daria alento a muita gente que anda totalmente desprotegida pelo social-comunismo e pelo nacionalismo fascistóide que nos dominam, empobrecem, desnorteiam e ofendem.
E que não se preocupassem: Marcelo fecharia esta porta como achasse bem. Com certeza teria alguma constitucional solução para o problema, que disso sabe ele.
11.2.16

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