IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


QUANTO CUSTA?

Perante as ameaças da dona Avoila (raio de nome), o camarada Centeno, ministro das finanças do chamado governo, anda à nora. Confessa não fazer a menor ideia de quanto vai custar a semana de 35 horas da função pública.

Estendo ao tal Centeno a minha compreensão. É que, diz ele, o programa do chamado governo dizia que “a referência às 35 horas é muito clara”. Tão clara como isto: “não deverá implicar um aumento global dos custos com pessoal”. Perante tal clareza, o Centeno – conhecido pelas diversas quadraturas do círculo em que é especilista – deve sentir-se ultrapassado. Como é que vai resolver tanta clareza? Deixou-nos uma dica, que muito alivia quem se preocupa com estas matérias: o custo da redução do horário de trabalho “terá que ser nulo no conjunto da Administração Pública”. É que, se a Avoila manda, para já, passa a haver almoços grátis. A conta virá mais tarde.

Parece que (números finais) a passagem às 40 horas poupou ao Estado mais de 150 milhões. Deve ser por aqui que o Centeno vai começar a “raciocinar”. A conta deste almoço das 35 horas, quando chegar, vai ser bem mais cara que isto. Não há problema: se o Centeno, a braços com centenas (de milhões) for falar com o Costa, ele explicar-lhe-á que isto de números é relativo e que, ao nível do Estado, 200 milhões é peanuts: como tal, confundem-se facilmente com o “nulo” que o PS prometeu. E o problema fica resolvido.

Contas são contas, que diabo!

 

14.1.16



32 respostas a “QUANTO CUSTA?”

  1. “É só fazer as contas”, já dizia Guterres.

    1. Custs o mesmo qur gustava antes do mentiroso ter aumentado as horas de trabalho.

      1. Ainda bem que o XXI cá aparece. Talvez nos possa explicar: porque é que os funcionários públicos devem trabalhar menos horas por semana do que os restantes cidadãos?Muito obrigado,

        1. Aí está um desejo que não tem hipóteses de se realizar. O XXI jamais será capaz de explicar seja o que for.

        2. Boa Bastos! bem perguntado!

        3. Caro Filipe, apenas disse quanto custava repor o horário na FP, face à irritadiça javardice habitual. Apenas demonstrei que custaria o mesmo que custava em 2011. Ou seja, nada.Pois bem, relativamente à sua questão digo que não. Assim, também questiono: porque não trabalharão os restantes cidadãos portugueses as horas da média (36,6) da zona euro?Não olvide que a média inclui trabalho extra.

          1. Como sabe, o período normal de trabalho não é definido pelas empresas: é legislado. Nunca vi um funcionário público contestar esta diferenciação, ou dizer que a regra tem de ser estendida aos privados, e muito menos recusá-la porque a maioria da população não a tem.Todos reagem tal como o XXI: parecem encarar isto como bom, justo, normal. É quando os igualam aos demais que se torna injusto e anormal. Alguns até falam em «roubo».Pois bem, seja qual for a média europeia ou mundial, porque é que os funcionários públicos trabalham menos horas do que outros? É uma pergunta simples, não é?

          2. Ai… Filipe,… Filipe…O período normal de trabalho é (ou foi) normalmente… legislado! Verdade! Porquê? Já pensou? A teoria clássica Maltusiana nada lhe diz? Olhe que era uma teoria “bonita”, bem “cnstruída”… and so on… Pois, o problema foram os … “pressupostos”.Os FP trabalham menos horas que os outros, porque a maioria têm formação de nível superior: Juízes, Juristas, Médicos, Enfermeiros, ….. Daí …. Claro que também existem FP trolhas, lixeiros e quejandos. Mas, souberam “navegar”.Já agora, sabe qual era o horário semanal de trabalho em 1968 (quando comecei a trabalhar)? Ainda, a talhe de foice, sabe qual a idade que normalmente um miúdo entrava no mercado de trabalho?Questiono ainda: é justo o “horário” de trabalho dos gestores da coisa pública?

          3. Finalmente uma resposta, XXI: porque a maioria tem formação de nível superior. Então o horário depende do canudo. Não sabia. Pode indicar essa lei? E será acumulável – se eu tiver dois doutoramentos, só trabalho 30 horas? E se tiver a 4ª classe – 50 horas? Há alguma tabela?Claro que depois temos os trolhas e lixeiros, como bem lembrou. Será que as habilitações aumentam por contágio? Improvável, né? E os doutores do privado? Porque trabalham 40 horas, mais que um trolha público?A sua tese não tem muita lógica. Precisamos de outra.Que tal esta: a Função Pública trabalha menos horas porque 1) vivemos num país xuxalista; 2) a suposta direita também não quer alienar os botinhos dos funcionários públicos.E os funcionários públicos, como chulecos hipócritas que são – não todos, claro!, só «a maioria», acham normalíssimo haver cidadãos de primeira e de segunda, desde que eles sejam de primeira.Que tal, XXI? Tem ou não mais lógica?De 1968 não sei, mas o meu pai começou a trabalhar aos 12 anos. Claro que como tem a 4ª classe e nunca foi funcionário público, trabalhava muitas horas. Pela sua tabela, nem sequer era um cidadão de segunda: era de terceira.

          4. O seu pai começou a trabalhar aos 12 anos? Que idade tem agora. Não procurou evoluir? Que faz agora? Que rendimentos tem?P.S.: o Filipe é tão … dogmático! Até mete “medo a um susto”! Então, como lobrigou a “minha tabela”!?

          5. Estimulante esta troca de galhardetes entre o XXI e o FB.É evidente que os funcionários públicos são imoralmente privilegiados em relação aos da privada: não podem ser despedidos, trabalham menos horas, progridem na carreira automaticamente, se lhes tocam desafinam, têm sindicatos que são hordas de malfeitores, fazem o que lhes apetece e sobra-lhes tempo. Cá por fora, com 35 ou 40 horas, ou sejam quantas for, quem quer mesmo progredir na vida trabalha mais que isso sem precisar que o patrão mande. O resto é conversa. Quem é preguiçoso, fica-se pelas 35 horas, a troco de uma vidinha nada produtiva mas segurinha. Quem quer andar para a frente, puxa, arregaça as mangas. E é quem paga aos penduras…

          6. Caro irritado, concordo plenamente quando afirma ” … que os funcionários públicos são imoralmente privilegiados …”. No entannto, em primeiro lugar é necessário concretizar o conceito de FP. Nesse sentido, FP é aquele que exerce funções públicas e detem prerrogativas de autoridade.Pois bem, o senhor esteve (penso que ainda está) nessas condições. Na verdade foi deputado na AR. Daí conhecer à evidência os privilégios imorais. Por outro lado, permitiu a indigitação de inúmeros FP como gestores públicos. Ora, têm sido, sistematicamente, esses senhores, principescamente pagos, que têm gerido a coisa pública.

          7. Pois. 2011. A bancarrota também. Javarda era sua prima, e casou-se

          8. Casou-se com javardo irritadiço

          9. Olha o boneco do ventriloquismo!

  2. A redução do horário de trabalho aos FP, serviu para compensar os vencimentos menos elevados praticados na função pública, comparativamente à das entidades privadas. O estado procurava desta forma o equilíbrio salarial. Outra medida de compensação implementada, foram os dias de férias que de acordo com o a idade, ia aumentando.Não esquecer que a esmagadora maioria dos F.P foram sempre mal pagos. Um funcionário não qualificado em fim de carreira, 65 anos idade recebe pouco mais de 500€. Podem dizer que pouco fazem e que há gente a mais nas autarquias e repartições dos estado, mas a responsabilidade pela má organização dos trabalhadores do estado, cabe inteiramente aos pulhiticos que injetam no sistema toda a boyzada incompetente, que por lá prolifera. Boys que entram sem concurso e imunes ao despedimento….

  3. Essa de os privilégios da Função Pública serem uma compensação, como diz o Anónimo, não colhe: não em Portugal, onde muitos privados ganham o ordenado mínimo ou pouco mais. A FP não ganha menos.Para mim, o que está em causa é simples: EGOÍSMO E HIPOCRISIA. O XXI vê os privilégios imorais dos políticos e dos “gestores” públicos, mas é incapaz de ver a imoralidade de todos os funcionários públicos perante os privados, ou as greves dia sim dia não, ou as reivindicações de barriga cheia dos chulecos juízes, dos maquinistas ou dos médicos. Porque não lhe convém.Da mesma forma, o Irritado vê os dos funcionários públicos – da ralé – mas não vê os dos seus caros políticos, e até acha justo que recebam subvenções vitalícias para as quais não descontam. Porque lhe convém.Eis o problema com o país e o mundo: cada um só vê o seu umbigo. O que lhe convém.Poucos pensam de onde vêm os seus privilégios, ou vêem a injustiça do seu lado, ou se põem na pele dos outros. A isenção é talvez o bem mais raro deste país.

    1. Boa Bastos! às vezes tem que sair da atmosfera para ter a full picture. como se sabe é preciso muita energia para sair da atmosfera mental,mas consegue-se.e já agora caro F.Bastos vc nao é o afonso costa comentador no observador?

    2. EGOÍSMO E HIPOCRISIA, é onde me coloca!Presume-se que o Flipe se considera nos antípodas. Resunção e água benta ….

    3. O sr, Filipe tem uma estranha forma de qualificar os outros. Com efeito, utiliza os termos “chulos e chulecos” em todos os seus comentários. Ainda agora escreveu “chulecos juízes”!Bem, em tempos, há muito idos, conheci um jovem adolescente que chamava a todos que o acompanhava nas suas borgas, “chulos e chulecos”. Com tal comportamento logrou condicionar alguns amigos e, assim, obter, durante muito tempo, que os “chulos e chulecos” lhe pagassem as despesas que ia fazendo. A “técnica” foi resultando. O Filipe considera-se uma pessoa normal?

      1. Escrevi “chulecos juízes” porque os juízes são chulecos. Pelas regalias que têm, pelo pouco que produzem, e porque passam a vida a chorar e a exigir mais, como bons chulecos que são. Claro que nem todos são chulecos: os do Tribunal Constitucional são chulões. E outros, uma minoria, serão decentes. Ainda assim, não conheço nenhum que condene a chulice da classe. A Alice conhece? Não sei se sou uma pessoa normal, mas devo ser um português anormal: não sou carneiro nem sou chico-esperto, nunca mandei bocas escondido lá do fundo, nunca disse “agarrem-me senão vou-me a eles”, não sonho receber subsídios, não sonho viver do Estado, borrifo-me em clubes ou partidos, borrifo-me em títulos académico-pacóvios, não gosto de segredinhos.E já agora, Alice, também não invento nicks parvos, nem me armo em sonso.

        1. BIS!!BASTOS

        2. Flipe, estou assustado (verdadeiramente, creia). Na verdade, o sr. está dentro do campo de recrutamento de radicais tipo EI, como outrora recrutaram as BV e BM os seus …

    4. Ó Filipe, não exagere. Eu não defendi a instituição do subsídio vitalício dos políticos. Fui contra a redução de 100%, o que é completamente diferente. Por outro lado, tal redução não me afectou, porque nunca tive direito à coisa. Por isso, o melhor é não dizer que penso o que penso porque me convém. Não é o caso, pelo manos neste caso…

      1. Lá está o Irritado a forçar-me a desmenti-lo:14.06.2011 — http://irritado.blogs.sapo.pt/413830.html«O IRRITADO É A FAVOR dos subsídios de reintegração dos deputados, bem como DA SUBVENÇÃO VITALÍCIA.Tanto o subsídio de reintegração como o vitalício tinham a virtualidade de amenizar um pouco o que aos deputados é exigido em termos pessoais e patrimoniais.»24.11.2014 — http://irritado.blogs.sapo.pt/justica-popular-663370«As subvenções vitalícias nada têm a ver com contribuições dos interessados, mas tão só com a vontade do Estado de premiar os que o povo escolheu como seus representantes.O resultado foi que uma data de gente orientou a sua vida com base numa garantia estatal vitalíciamente válida.»Nota: que defenda a subvenção, ainda vá – andou pelo Paralamento, tem lá compinchas, enfim, é humano.Que insista na fantasia dos sacrifícios dos deputados, ou na hipocrisia dos direitos adquiridos, idem.Mas afirmar que esta mama ignóbil, decidida e imposta por pulhíticos à revelia dos cidadãos que a pagam, é «a vontade do Estado de premiar os que o povo escolheu como seus representantes», bate recordes galácticos de LATA.

  4. Zé laranja: creio que nunca escrevi um comentário no Observador.Esse Afonso Costa, se falamos do mesmo, escreve muito mal (eu só escrevo mal) e parece ser fã do Trafulha 44. Não vejo a menor semelhança, mas v. lá saberá.

    1. parecemas pode nao ser. parabens por escrever “mal”.

      1. Olha o “boneco” da ventriloquia!

        1. hehe tá boa! mas já não sou comunista

          1. E depois? Não deixas de ser parvo!

          2. olha que não, olhe que nao camarada barreirinhasXXI, esse sim o prof barreirinhas cunhal – alem de parveco um grd xuleco

          3. Ò ‘boneco’ tás ‘flipado’?

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