IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


O ANO DO CARUNCHO

Têm os chineses o hábito de chamar nomes de animais aos novos anos, ano do cão, ano do dragão, etc. Dada a influência chinesa que vimos sofrendo, ocorreu-me procurar um nome para 2016. Mas a China, em termos zoológicos, não me valeu. Lembrei-me dos tempos da II República, em que a Emissora Nacional prevenia os portugueses contra o “chacal moscovita” e o “urso pequinês”. A III República já não tem à disposição estes bichos, ainda que não seja claro se se poderiam ou não aplicar a 2016.

Abandonado este tipo de fontes, andei à procura no jardim zoológico, a ver se havia algum nome que servisse. Baldada busca. Que vai passar-se em 2016? Ocorreu-me a palavra corrosão. Atentos os sinais dos últimos meses de 2015, corrosão colectivista seria a tendência mais marcante dos tempos que correm e vão correr. Daí, ano do caruncho parece-me bem. Fico por aqui.

O caruncho actua em colectividade. Não há carunchos isolados. Os carunchos e carunchinhos vão cavando canais pela madeira fora até o móvel se desfazer por completo, cair de exaustão e magreza. Há processos para acabar com o caruncho, mas não são fáceis, é preciso levar o móvel ao expurgo.

Há uma diferença importante entre o caruncho proprimente dito e o caruncho nacional de 2016. É que o caruncho propriamente dito leva muito tempo até conseguir o resultado final. O de 2016 vai lá chegar rapidamente. Pelo menos é o que dizem os sinais de que já dispomos. A coisa vai ser célere, dolorosa e eficaz, mesmo que as primeiras cócegas sejam agradáveis. O colectivismo galopante, a estupidez crassa da “lógica centenarista”, a parlapatice industânica do Costa, o ódio visceral à verdade que espirra dos doces olhos das tontas, o corporativismo em marcha acelerada, o fascismo inato dos arménioscarlos, o pacovismo bolchevista, a inacção da “madeira”… parece que a madeira tem dificuldade em perceber o seu triste destino e que só a queda final a fará pedir o expurgo.

 

2016, o ano do caruncho. Nada de esperanças. 2017 será pior.

 

30.12.15



2 respostas a “O ANO DO CARUNCHO”

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  2. A analogia é boa: vem aí o ano do caruncho! Mas chamou-me a atenção o «colectivismo» – não socialismo, pelo visto já nem o Irritado acredita nisso, mas colectivismo.É que nem só o caruncho actua assim: a BANCA, por exemplo, tem um espírito de grupo notável. Mama em grupo, foge aos impostos em grupo, compra leis e pulhíticos em grupo, e, last but not the least, pagamos-lhe os buracos em grupo.O primeiro caruncho, e bem grande, é assim… o BANIF. E não tem a ver com este governo: Passos elogiou a decisão, e disse que faria o mesmo. Tal como fez no BPN e no BES, outros carunchos que ainda comerão muita madeira.E a EDP, REN, PT, Galp, ANA, CTT, todos os activos e monopólios que passaram para mamões privados e estrangeiros? E os calotes escondidos da Mamadeira e dos patos-bravos das autarquias? E as SWAPs e PPP, que o governo só “renegociou” para inglês ver? E as 14000 entidades que continuam penduradas no OE? E os juros extorsivos que devemos à Banca nacional, à Troika e aos sacrossantos “mercados”? E os pulhíticos que “geriram” tudo isto? Quanto já corroeram?A analogia do Irritado é assim escusadamente limitada: não vem aí o ano do caruncho; Portugal vive a Era do Caruncho. Desde 1974.

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