Não fora um cozido à portuguesa que comi ao almoço, e esta 4ª feira teria sido mais um dia para esquecer. Logo de manhã fui agredido por um tal Pedro Nuno Santos numa entrevista ao “Público”. O rapaz que repete a cartilha esquerdalha que anda em voga, armada em democrática, os acordos secretos dos três partidos (aquela senhora “verde”, aqui, não conta como partido, como é evidente), o PC dizer uma coisa, o BE outra e o PS coisa nenhuma é assim mesmo, nada de mais normal, se houver azar em termos orçamentais não há problema nenhum, o chamado estado social é para a(pro)fundar, mais as balelas do costume, os cidadãos passam a “trabalhadores”, na bela linguagem do PC e da Marine Le Pen, já adoptada pelo PSC (Partido Socialista do Costa) etc.. Tudo do mais inteligente. À noite, de rajada, apanho com a Catarina a fazer o seu teatro habitual durante uma enfadonha meia hora, logo seguida por um rapazito da esquerdíssima intelectualidade nacional, cujo nome, com as devidas desculpas, me escapa.
Tirando hoje, é assim todos os dias e, pelo andar da carruagem, vai ser cada vez pior, vamos gramar esta gente a triplicar. E ai de quem disser o contrário do que eles dizem. Precatem-se. O Pinto de Sousa será libertado cum lauda, o Correio da Manhã fechado, o juiz Rangel promovido.
A propósito, já começa a haver sinais das maravilhas que brilham no nosso futuro próximo. A única agência de rating nossa “amiga” já declarou que não tarda nada nos vai pôr no lixo como as outras. Feito isto, o BCE corta-nos a coleta, os juros pulam e, quando se gastar o que a dona Maria Luís andou a poupar, venha mais um resgatezinho, que é – diz a História – do que o PS mais gosta.
Enfim, valha-nos o cozido à portuguesa, a fazer esquecer que os chouriços, como o país, já estão condenados à morte… A esses nem a troica salva.
4.11.15

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