IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PERGUNTINHAS

Esta história da greve da TAP leva a colocar algumas questões eventualmente impertinentes.

Como é possível que haja pessoas, tidas por inteligentes, como o opinioso Sousa Tavares e o “cineasta” Vasconcelos, que achem importante ter, pública e “nossa”(?) uma “companhia de bandeira”?

Então a Ibéria, a British, a Lufthansa, por exemplo, deixaram de ser espanhola, inglesa ou alemã por terem deixado de ser do Estado? Então a Swissair e a Sabena, que o Estado levou à ruína e mudaram de nome e de patrão, deixaram de ser suíça e belga por causa disso?

Como é possível que tal gente, ainda que adepta de um socialismo mais ou menos nefelibata, alinhe com as opiniões subitamente ultra nacionalistas e habitualmente ultra estatistas da extrema-esquerda, opiniões que, felizmente, não interessam seja a quem for com dois dedos de testa?

Como é possível que haja um líder partidário com pretensões a primeiro- ministro que, no paroxismo da estupidez, queira vender a TAP na bolsa? Então uma empresa com capitais próprios negativos é aceite nalguma bolsa? Só se for na bolsa dos perdidos e achados da feira de Carcavelos. Como é possível tal criatura levar tão longe a procura de “temas” para compensar o extremo vazio da sua ridícula inutilidade?

Mudando de tema, como é possível que o país inteiro não esteja a discutir os limites do direito à greve? Como é possível que os pilotos canalhas que causam os danos que causaram e continuam a causar não sejam despedidos com justa causa e sem indemnização? Como é possível que, em alternativa, não sejam submetidos à lei marcial e postos a ferros se a violarem?

Como é possível que ignorantes do calibre do xarroco do PC que manda nos professores faça o que quer e muito bem entende sem que lei nenhuma lhe limite o “profissionalismo”?

Quantas Tatchers, quantos Reagans são precisos para, num país que protege abertamente os criminosos sindicais (chusmas de tachistas), meter alguma lógica, algum bom senso, nas leis totalitárias que permitem e protegem um sindicalismo bandido, ultrapassado, condenado?

É preciso coragem, eu sei, mas enquanto estes “representantes” dos trabalhadores (as mais das vezes representam meia dúzia mas têm, por lei(!), “jurisdição” sobre todos) continuarem impunes e forradinhos de “direitos”, e não forem travados, dificilmente sairemos da cepa torta, dificilmente algum investidor acreditará em Portugal, dificilmente os nossos esforços e sacrifícios verão algum resultado.

Há mais perguntas mas, para já, estou farto de perguntar.

 

14.5.15



17 respostas a “PERGUNTINHAS”

  1. Avatar de António Maria
    António Maria

    O insuspeito professor doutor Carvalho da Silva publicou um estudo em conjunto com mais 2 doutores que conclui que em 34 anos os sindicalizados passaram de 60% para 19%.Razão mais que suficiente para alterar as leis sindicais e os direitos à greve. Mas como os senhores deputados andam entretidos com outras coisas, não têm tempo para se debruçar sobre o que mais de pérfido existe nesta espécie de democracia trasvestida de ditadura de minorias fascistas que manda no Estado, seja nos transportes, na educação se na função pública. Tem que se acabar de vez com o poder da “troica” Nogueira/ Avoila/ Arménio e os seus sucedâneos Santinhos e companhia.

  2. Sabe porquê? Devido à mesma cegueira ideológica que o leva a reiterar Thatcher e Reagan como modelos. Nem a espiral de loucura dos “mercados”, nem o colapso de países inteiros, incluindo países prósperos como a Islândia ou a Irlanda, nem várias crises mundiais, o levam a admitir que talvez – se calhar! – Thatcher e Reagan não foram assim tão fantásticos. Nada o leva o questionar a sua (deles) desregulação financeira, na prática rédea solta para a pior e mais gananciosa canalha que já sugou o planeta. Tal como a queda do muro, e a supremacia do modelo capitalista, não o fazem deixar de culpar o “socialismo” por tudo e mais umas botas, incluindo a própria falência do modelo. Pois bem, os sindicalistas e os comunas são iguais a si. Nada lhes muda a opinião. Quaisquer defeitos são encarados como coisitas menores, e quaisquer problemas ou crises são atribuídos ao outro lado. No fundo, na essência, a ideologia deles está sempre certa. Tem de estar certa. Haviam de ter passado toda a vida enganados?

    1. Avatar de António Maria
      António Maria

      Já agora Filipe, quais são os seus modelos?

      1. Avatar de Filipe Bastos
        Filipe Bastos

        O Irritado disse-me em tempos, e bem, que um modelo ou ideologia é apenas uma orientação geral. O meu avô era um conservador de direita, o meu pai era comunista. Cresci a ouvir os dois lados, e reparei que ambos continham pontos válidos, mas ambos desprezavam completamente o outro lado. Eis o problema: em vez de uma orientação geral a ideologia torna-se uma religião, os partidos tornam-se clubes de futebol. Há o nosso lado e há o deles. O nosso é sempre bom, o deles é sempre mau. Nada disto é racional. Acredito essencialmente num modelo racional e não ideológico. Marx tinha razão em muitas coisas, da mesma forma que a economia de mercado é melhor que uma economia planificada em que o Estado domina tudo. A iniciativa privada deve ser o motor da economia, não “investimentos” dúbios de governos. Offshores, chulos e mamões devem ser perseguidos. A Banca é o maior cancro mundial. O trabalho deve valer mais que o capital. Todas as decisões relevantes devem ser referendadas. Os políticos devem prestar-nos contas, ter autonomia limitada, e estar sob vigilância permanente. Portugal até precisava de uma espécie de Gestapo para políticos (e ex-políticos).Em suma, nem esquerda nem direita: ambas… e malhar em muita canalha.

        1. Avatar de António Maria
          António Maria

          Gostei da resposta. Há dias que também me sinto assim.Concordo consigo quanto ao sistema financeiro. Deveria ter-se aproveitado a crise 2008 para o reformar, mas não houve nem coragem nem os grandes interesses não deixariam.Desconfio que só lá vai “à porrada” (desculpe o calão).Já quanto aos partidos, a comparação com o futebol é injusta. Ao menos no futebol não se muda de clube…….

  3. Parece-me Q os portugueses começam a abrir os olhos ! Para ja constata-se o empate tecnico a 37. Quando assim é ganha sempre o “incumbent” 🙂 , Sera por isso Q o PS anda com a data das eleicoes?

  4. Concordo que certos “sindicalistas” não prestam.O irritadiço tem um interessante qualificativo para quem não presta: “chusmas de tachistas”. Só tenho pena que não utilize tal conceito em Dias Loureiro, Catroga, Ricardo Espírito Santo, Relvas, Esteves, ….! Ou tais serão “investidores” que, por acreditarem nos esforços dos Portugueses, tiraram proveito do seu “investimento”? E alguns até são elogiados publicamente!

  5. Muito bem dito.O 25 A pariu uma nova classe socioprofissional, colocada acima de todas as leis e de todas as responsabilidades.E eles aproveitam.Não trabalham, nada produzem de positivo, mas recebem pontualmente as mensalidades e progridem nas carreiras, que até deixaram de exercer.Na função pública, ainda por cima, são os contribuintes a pagar-lhes. Esses canalhas nem greves fazem. E é bom não esquecer que têm uma segunda mensalidade vinda das ajudas de custo. E é bom não se falar no cartão de crédito para despesas tal qual os patrões contra quem lutam.Nunca criaram um único posto de trabalho excepto para eles próprios.Grandes farsantes.

  6. Em circunstâncias normais, o Estado não precisa nem de tutelar as empresas de transportes. Como todos sabemos, a CP, Metro, Carris, etc tornaram-se verdadeiros cancros nas bolsas dos contribuinte. Formaram-se bolsas de parasitas que vão da inflação de funcionários públicos a cargos de chefia inúteis, apenas para colocar gente com cartão partidário.As grandes empresas públicas são bastiões do PCP através de uma central sindical que não passa de uma extensão do comité central, de onde emanam os seus dirigentes. Serve apenas para sabotar a actuação de governos e a própria economia do país.Numa situação de excepção, se ela surgir e forçar o governo a comandar os vectores estratégicos, este pode sempre assumir o seu comando através do Estado de Excepção ou Estado de Emergência. Daí, ser uma falsa questão o que por aí se propala e que visa apenas manter os bastiões de influência da esquerda sabotadora.A RTP deveria passar pelo mesmo procedimento. É uma cadeia de ressonância dos partidos, que quando ocupam o governo, infiltram lá toda a camarilha com que intoxicam o cidadão.O Estado deve pesar o menos possível no bolso do cidadão. O problema é que isso contraria os interesses partidários sempre acima do interesse nacional.

    1. Avatar de Filipe Bastos
      Filipe Bastos

      Sempre que se fala do cancro das empresas públicas, sobretudo as de transportes, há um erro comum: dar a entender que são assim devido ao PCP. Ora os comunas controlam os sindicatos, são responsáveis por todas as greves, regalias e reivindicações absurdas, mas a GESTÃO (danosa) é do CENTRÃO. Como em tudo resto: nas leis, nas políticas, nos empréstimos e SWAPs, nos calotes a perder de vista, em todas as decisões, os comunas não são tidos nem achados. Ou seja… os comunas fazem barulho, mas não mandam nada! São irrelevantes no Paralamento, e inexistentes nos governos e conselhos de administração. Todos os “gestores” são nomeados pelo Centrão. Logo, se os comunas são o cancro, que doença será o Centrão – PS, PSD e CDS? A peste negra? O ébola?

      1. Parabéns pelo fabuloso exercício intelectual de análise.Em boa verdade, está demonstrado à “tripa forra” que o mal deste nobre País esteve e está na GESTÃO e Organização, conquanto temos os gestores mais incompetentes e melhor pagos, conforme estudos científicos o têm demonstrado. Quer melhor exemplo que o dado pelo nosso “gestor” oriundo da tecnofarma? Por falar em “tecnofarma”, que diz sobre “aquilo” da GESBANHA?

        1. Avatar de Filipe Bastos
          Filipe Bastos

          Do caso Gesbanha-Passos só li agora, e soa à podridão do costume. Já ouvira falar da Gesbanha, sempre ligada a esquemas e negociatas, logo não espanta. Estes casos tendem a aparecer antes das eleições, e são apenas a ponta do iceberg de saque e corrupção que grassa no país todo o ano, quase sempre com ligações pulhíticas, neste caso ao PSD.Há, porém, um exemplo ainda melhor do que o “gestor” da Tecnoforma: está na cadeia de Évora. E face ao repugnante elogio ao mafioso Dias Loureiro, convém não esquecer que o PS louva diariamente o mafioso de Évora, e que o António Bosta é o seu alegre sucessor.

          1.             Um conselho amigo (muito, creia): não dê uma no cravo e outra na ferradura (seja Sócrates ou Passos Coelho o "cravo" ou "ferradura": é-me indiferente).<br />Isto posto, diga o que a todos (classe média) interessa: COMO RESOLVER (votar) NAS PRÓXIMAS LEGISLATIVAS.<br /><br />P.S. - José Sócrates está no "lugar" que deve ocupar; penso que "outros" (quiçá MAC e PPC) também "lá" deveriam estar. DAÍ NÃO VENHA COM MAIS "tretas".
            
      2. Filipe, sabemos que as eleições são um leilão de votos entre gente que não tem o sentido do dever nem patriotismo. Isso em nada invalida a enorme responsabilidade dos comunistas neste caos em que mergulharam as EP’s.É feito propositadamente. Destina-se a atingir a economia do país, criar miséria e descontentamento. É uma estratégia de terra queimada. O desequilíbrio crónico das contas do Estado.As maiores empresas de Portugal ruíram. E não ruíram só pela incompetência e devorismo do centrão. CUF, Siderurgia Nacional, Setenave, Lisnave, etc. Foram infiltradas pelo PCP, que é o partido com maior grau de organização e o único que sabe o que quer, que tem uma doutrina e segue uma cartilha.Falar só no centrão de negociatas é tomar a parte pelo todo.Em nenhum lugar do espectro político conhecido, vejo possibilidade de regeneração. É por isso que não voto. Entre gatunos e lunáticos, não consigo escolher. O cardápio não me serve.Cumprimentos

        1. Caro “anónimo”, mais conhecido que a “Lúcia”, tirando o etc., o que é “CUF, Siderurgia Nacional, Setenave, Lisnave, …”? A mim parece-me que é DEMAGOGIA de MAC e PC (não confunda com comunistas) que mais parecem os novos DDT!Entende que foram os “comunistas” que destruíram esses MONSTROS “CUF, Siderurgia Nacional, Setenave, Lisnave”? Olhe que insuspeitos “cientistas” da sua área dizem que foram os mercados! Vá lá, sr. MAC “anónimo”, essa “árvore” já não dá “fruta”!

        2. Caro anónimo, na CUF, Setenave, Lisnave, etc., os comunas foram apenas um lado da história. O outro foi o habitual conluio de bandalhos do Centrão com MAMÕES como o Sr. MELLO, aliás mui incensado pelo Irritado. Dizer qual dos lados pesou mais, é como comparar os desvarios do PREC com os desvarios Cavacais e Guterristas para mamar esmolas europeias: uma questão de opinião. O certo é que ambos, a somar à perda das colónias e à restante bandalheira, nos deixaram aqui. Mas não foi mau para todos – os Mellos, Motas e Salgados da vida encheram-se à grande, assim como muitos trafulhas e patos-bravos menores, que hoje se armam em “empreendedores” e chamam parasitas aos comunas – quando passaram décadas a chular os contribuintes portugueses e alemães. Quanto a não votar, plenamente de acordo. Entre comunas e bandalhos… votar em quê? E para quê?

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