Como não podia deixar de ser, o campeonato das presidenciais – ainda a procissão nem ao adro chegou – já toca patéticas alturas. O que, diga-se de passagem, está de acordo com o almejado cargo.
Ora vejamos a lista (provisória!) dos pretendentes à ocupação do Palácio Real de Belém:
Esquerda
– Henrique Neto, o industrial – PS
– Carvalho da Silva, o mensageiro de Marx – PC ou quase
– António Vitorino, o corporate solicitor – PS
– António Guterres, o emigrante de luxo – PS
– Jaime Gama, o ratão – PS
– Carlos César, o básico – PS
– Sampaio da Nóvoa, o desejoso – vascolourencista e QFP*
– Maria de Belém, a lacófila – PS
– Guilherme d’Oliveira Martins, o ao engano – PS
(e ainda falta o do PC propriamente dito, o do BE, e mais trinta e dois dignos representantes dos diversos grupos de syrisófilos encartados)
Direita
– Marcelo R. Sousa, o cravo e ferradura – PSD (tem dias)
– Rui Rio, o nem coisa nem sai de cima – PSD e AC**
– Santana Lopes – o sempre pronto – PPD/PSD
Analisando a situação segundo os filósofos mais conhecidos do país (os da bola), teremos: o plantel da esquerda está cheio de força anímica, mas apresenta algumas fragilidades, mormente no que respeita a credibilidade atacante. À direita, a campanha de contratações ainda vai trazer algumas surpresas, mas os centrais já assinaram.
Analisando com os critérios do IRRITADO, será: para uma fraude eleitoral que consiste em pôr os eleitores a votar num cargo inútil, ridículo e contraproducente, único na Europa, há inúmeros interessados, todos eles apostados em, como as anteriores campanhas eleitorais demonstraram, dar alto “conteúdo” ao vazio. Não deve haver no mundo coisa tão cara como esta, ou em que os custos estejam tão afastados dos putativos benefícios .
Mas, que querem, é a República no seu melhor, e à portuguesa!
25.3.15

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