IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


EVOLUÇÃO NA CONTINUIDADE

Costa nomeou o núcleo duro de “personalidades” destinadas a “pensar” o programa.

Aí estão eles! Gente nova? Nem pensar. Malta vinda directamente do socretinismo. Sob a direcção do feroz propagandista do partido, Seixas da Costa, alinham-se tipos do calibre de um Paulo Pedroso, muito conhecido em certos meios, João Cravinho, criador das SCUTs, Helena André, grande apaniguada do Pinto de Sousa, Augusto Santos Silva, o homem mais desagradável da Europa, uma desconhecida vinda da zona golpista, perdão, sampaista, e até, imagine-se, o mais bronco porta voz do governo póstumo, J. Tiago Silveira.

Alguns expatriados do segurismo vêm servir de raminho de salsa: o sizudo Brilhante Dias e uma Helena Freitas, muito conhecida lá em casa.

O 44, na sua cela alentejana, deve estar feliz e contente. O seu povo volta à mó de cima! O Costa, medroso, vai-se escondendo dele (os elogios ficaram por conta do Ferro) mas, fiel a um nobre passado, manda-lhe esta mensagem de conforto e de continuidade da sua grande obra, na certeza de que, se chegar a mandar, a barrela voltará a funções.

Pela nossa parte, ficamos a saber com o que podemos contar, ou seja, em quem não votar.

 

11.3.15

 

António Borges de Carvalho



10 respostas a “EVOLUÇÃO NA CONTINUIDADE”

  1. Caro António Borges de Carvalho. "Feroz propagandista"! Gostei! Foi uma bela definição talassa! Saúde e fraternidade

    1. Aleluia!Finalmente surge mais outro “salvador”!!!. Estamos “safos”?

    2. À primeira vista, parece uma saudação cordial entre velhos conhecidos – também já cá apareceu o Santana, etc. Só depois reparei: é o Seixas da Costa referido no post, conselheiro(?) socialista, que veio alfinetar o Irritado. E quem é Seixas da Costa? Andou pelo 25/4 como «assessor da Junta de Salvação Nacional». Um assessor salvador. Desde então, salvou muito mais: embaixador em Oslo, Luanda, Londres, Nova Iorque, Mónaco, e claro – Paris, como bom socialista. Consultor da Mota-Engil. Administrador da Mota-Engil África. Administrador (não executivo) da Jerónimo Martins. Membro da famosa Fundação Cidade de Guimarães. E um longo etc. Saúde, fraternidade, e… cargos. Muitos cargos. Assim dá gosto.

    3. Muito me honra lendo este impenitente talassa!Lembro-me bem do jovem diplomata nas Necessidades. Como o tempo passa! As ideias é que não. Mas V. mudou-as. Ou eu é que não o conhecia bem?AbraçoABC

  2. «Ficamos a saber com o que podemos contar, ou seja, em quem não votar». Bem verdade. Só ficamos sem saber em quem votar. O Costa da máfia que enterrou o país, o Passos que o aldrabou e saqueou (fora Tecnoformas e Relvas), a irrevogável Senhora Portas, ou comunas sortidos. Eis a nossa escolha. Mas não sejamos injustos, temos ainda: – o Marinho, um tachista inovador que mama o tacho enquanto berra contra ele; – o Livre, do mais convencional tachista Tavares; – o partido dos animais, o meu gato já se filiou; – o partido da terra, o meu cacto idem; – a Nova Democracia, o «partido conservador-liberal» do palhaço da Madeira; – o PPM, a imparável força monárquica com 0.27% dos votos; – e claro, o PNR (Salazar sempre!) Nem é um caso de um lado chove, do outro faz vento: é um caso de um lado bosta, do outro cagalhão, do outro esterco, do outro caca, do outro trampa… o dilema eleitoral, em Portugal, é um dilema escatológico.

    1. “EVOLUÇÃO NA CONTINUIDADE”!!?

    2. Ora vê como, afinal, sabe em quem votar?

  3. Caro António Borges de Carvalho. Não nos vemos há muito, é verdade, mas recordo-me sempre de si, da sua elegância, do seu humor, de estar bem consigo e com a vida. Eu mudei? Não sou o meu melhor juiz. Mas porque a realidade muda, todos também mudamos. Erramos? Claro! E, às vezes, até acertamos, veja lá! Eu vou dizendo e escrevendo o que penso, com a frontalidade que sempre tive (esse mérito ninguém mo tira) e que talvez faça com que, nos dias de hoje, conserve todos os amigos de ontem, muitos dos quais nunca concordaram (nem nunca concordarão!) comigo e tenha ganho muitos mais. Estarão todos iludidos? Receba um abraço cordial de quem passa regularmente por este seu espaço, não para o conforto das ideias comuns mas para aprender com aqueles de quem democraticamente discordo.

    1. Obrigado. Vá passando por cá. É sempre bom saber que há gente civilizada a visitar-nos, independentemente das opiniões de cada um.

      1. Irei, pode crer. E não se irrite tanto. Esta vida são dois dias. Eu aproveito as noites… Um abraço

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