O primeiro-ministro, com certeza após se ter debruçado sobre o último post do IRRITADO, tomou a decisão aconselhada por ele, isto é, não cedeu à demagogia das cotas discriminatórias do sexo masculino nem às pretensões dos Ocos, ou seja, em vez de fazer as vontadinhas ao aos ditos e de ceder ao politicamente correcto, teve a coragem – coisa que lhe não falta – de nomear quem lhe apeteceu para Bruxelas: um homem, pequenino, é certo, mas com invejável cabeça. E do PSD!
O IRRITADO fica contentíssimo por esta manifestação da gigantesca influência que tem na política nacional.
Dois pequenos comentários:
– Um tipo do PSD. Perguntem a vós mesmos por que carga de água havia o PM de ceder a uma gente que passa a vida a contrapor ao governo promessas que sabe irrealizáveis, que nunca avançou uma única ideia viável, que recusa liminarmente todo e qualquer compromisso, todo e qualquer consenso e que, ainda por cima, tem o desplante de dizer que essas coisas só quando for ela a mandar? Nada merece, nada vale, nada levou.
– Um homem. Manda a correcção, contra todos os canhenhos dos direitos humanos, dos tratados e das constituições, que se nomeie mulheres pelo simples facto de ser mulheres. Por alma de quem havia o PM de ceder a mais esta trafulhice, mormente após ver o comportamento ridículo e auto laudatório da candidata do PS?
Acrescente-se, em abono desta sensata opinião do IRRITADO, que a dita candidata, por obra e graça da SIC, veio, cheia de sabedoria, mais uma vez perorar sobre o assunto, dizendo cobras e lagartos do nomeado e da nomeação e repetindo os auto-elogios que o espelho lhe fornece, já que pouco ou nada mais poderá oferecer.
Há anos, quando Soares, grão-mestre desta gente, foi corrido do desejado posto de presidente do Parlamento Europeu, deu à casca chamando mulher-a-dias ou coisa que o valha à fulana que ficou com o tacho, assim dando largas à sua visceral ordinarice. Agora, de forma mais sofisticada, em linguagem técnico-politico- pesporrente, a senhora vem fazer o mesmo.
O paleio é outro. A ordinarice é a mesma.
2.8.14
António Borges de Carvalho

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