O senhor Mexia, mui ilustre presidente da EDP, coitado, não tem culpa de não haver centrais nucleares em Portugal, nem de, por isso, termos a energia ao preços que temos, por exemplo 40% mais cara que em França – segundo um estudo que por aí anda em que não custa ao IRRITADO acreditar, por experiência própria.
Nem terá culpa da moda dos moinhos de vento, na qual alinhou por pressão política do senhor Pinto de Sousa e insistência “técnica” e “ecologista” de várias entidades hoje forradas de massa à conta da coisa.
Mas… o senhor Mexia, por inúmeras razões, é uma das pessoas mais generalizadamente odiadas deste jardim. Ninguém pode com o homem. Ninguém gosta de pagar balúrdios pela energia, ainda por cima sabendo que não é uma questão directamente relacionada com preços de matérias-primas ou outros custos inultrapassáveis, antes de opções energéticas ruinosas e de ditames empresariais a que os governos que lá vão não se opuseram e que o que cá está, metido em resultados de negociações de outrem, se vê à nora para alterar.
Este post, embora não pareça, não é sobre políticas energéticas. É sobre condecorações.
O Presidente de República resolveu condecorar um ramalhete de personalidades. Está no seu soberano direito. O problema é que, entre elas, está… o senhor Mexia! Pode haver vastas razões para a escolha. Uma não haverá, com certeza: a do reconhecimento público por parte dos cidadãos. Então vai condecorar um tipo que é objecto de irreprimível ódio popular e que tudo indica estar-se nas tintas para isso?
Não se sabe o que terá informado, nesta ocasião, a douta cabeça do Presidente. Uma coisa de certeza certezinha, não foi: um mínimo de bom senso.
1.5.14
António Borges de Carvalho

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