IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PASSAGEM PARA A DEMOCRACIA

 

Esse insigne monumento da nossa mais alta intelectualidade, espírito independente e alma de grande artista político que é Pacheco Pereira, foi contratado pelo jornal socialista Diário de Notícias para se espraiar sobre o 25 de Abril e seus heróis, aqueles que seleccionou. O IRRITADO não se pronuncia sobre a selecção nacional fabricada pelo grande opinador.

Mas, na sua inesgotável e prolixa “análise”, há um pequeno pormenor que o IRRITADO não pode deixar passar em claro.

Diz o grande cérebro: “ Não era possível imaginar que em Portugal, depois de tantos anos de ditadura não houvesse explosão e turbulência”.

Ou nós, portugueses, somos uns selvagens, ou o analista esqueceu-se de olhar para o lado.

É que, em Espanha, passou-se de uma longuíssima ditadura para uma democracia, mas não houve nem explosão nem turbulência! Por conseguinte, ou o homem acha que não é, por definição, possível passar sem bagunça de uma coisa para a outra (o que é mentira, como a Espanha demonstrou), ou que a coisa foi da nossa exclusiva responsabilidade (e, nesse caso, somos uns selvagens).

 

Seria talvez altura de dizer qualquer coisa sobre as razões da diferença entre um processo e outro.

Antes de mais, o que foi oferecido aos espanhóis foi a democracia tout court. A nós ofereceram a democracia adjectivada, isto é, a “democracia socialista”, vertida numa constituição que, embora híbrida e impraticável, quarenta anos passados ainda se mantém híbrida e impraticável.

Depois, os espanhóis tiveram um herói chamado Santiago Carrilho, que percebeu que o estalinismo era coisa do passado, e preferiu a democracia. Por cá, o Cunhal gritava que “democracia parlamentar, jamais!”.

Acresce que os espanhóis (comunistas, socialistas e puros republicanos incluídos) souberam aceitar um Rei que com eles e com a democracia se comprometeu, e nós tivemos o Costa Gomes, o Vasco Gonçalves e, com muitas diferenças mas parecida “fé”, o Mário Soares.

 

Dizer, ainda que implicitamente, que os espanhóis foram foram civilizadíssimos e nós uns selvagens é abusivo e trafulha.

 

16.4.14

 

António Borges de Carvalho



4 respostas a “PASSAGEM PARA A DEMOCRACIA”

  1. Mas a pior praga que caiu neste desgraçado país,foi o Cavaco,é que,para alem de tudo,ele é chefe de um bando!!!

    1. Bandos há muitos, caro tecelão. Conheço um edifício em S. Bento que está cheio deles, e até goza de protecção policial. Mas o pior, até ver, foi o seu bando sucateiro – sobretudo quando era chefiado pelo seu herói parisiense. Veja bem que até nacionalizou o roubo desse bando cavaquista.

  2. Avatar de Desratizar Portugal
    Desratizar Portugal

    O dr Rui Mateus também fez umas revelações sobre o Kapo de um bando.Bando esse que o aldrabão do tecelão acolita caninamente.Durante a noite socratina,havia salas cheias de tecelões pagos pelo dinheiro dos contribuintes,com a exclusiva função de desinformar e baralhar na blogosfera e nos telefones de serviço aos programas de tv com participação directa de ouvintes e telespectadores.O mentecapto do tacelão sabe do que falo.

    1. Eu também sei do que fala, Desratizador , e olhe que você nem a ponta do véu levantou. Tenho estado com muitos “Ruis Mateus” , que sabem muita coisa, mas traumatizados e ainda com medo das vinganças do Kapo Parisience, se recusa a falat publicamente.

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