Não se sabe em nome de que “princípio constitucional” há forças militares que se agrupam em sindicatos. No caso da GNR a organização intitula-se Associação Socio-profissional Independente da GNR (ASPIG). Demos isso de barato, ainda que saia caro.
A testemunhar a alta moralidade da organização, a ASPIG, perante a morte em serviço de um dos seus, faz uma choradeira vitimizadora, como se o risco de vida não fizesse parte do escopo de qualquer militar. E, apanhando a boleia do camarada morto no Pinhal Novo, tem a indecência de vir, “patrioticamente” reclamar que faltam à GNR 5.000 efectivos!
Se faltam ou não, não é do domínio público. O que é do domínio público é que não foi por haver guardas a mais ou a menos que o assassinado assassinado foi. “Quando há alteração à ordem pública, não têm (os guardas) apoio, porque há falta de efectivos”. Ora não restam dúvidas que, neste caso de “alteração da ordem pública” tenha sido por falta de efectivos que as coisas se passaram como passaram. Mas o senhor José Alho, líder sindical da GNR, acha que o seu camarada morreu por falta de efectivos! Brada aos céus, este oportunismo bacoco, arrotado sobre os restos mortais ainda quentes do sacrificado guarda.
O IRRITADO lamenta profundamente o sucedido, na medida em que implicou um sacrifício humano. Daí até pôr as culpas à falta de efectivos…
… a não ser que o senhor Alho ache que, na alhada em causa, era necessário que o restaurante fosse invadido pelos 25.000 homens que, à custa do defunto, considera indispensáveis.
24.11.13
António Borges de Carvalho

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