IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


OPINIÃO INSUSPEITA


O IRRITADO, como sabe quem o lê, não faz parte da corte de admiradores dos socialistas em geral e do Costa em particular. Bem pelo contrário.

Razão pela qual o parágrafo anterior é uma declaração de interesses, mas de pernas para o ar.

Viva o Costa!

Porquê? Porque, finalmente, parece que vai seguir os sensatos conselhos do IRRITADO e começar a tornar os passeios de Lisboa em locais próprios para peões, não para bestas, como é tradicionalmente o caso: uma luta que o IRRITADO vem travando pelo menos há 12 anos. Entretanto, nos passeios de Lisboa, torceram-se milhares de pés, partiram-se centenas de pernas, estatelaram-se incontáveis criancinhas, senhoras, cavalheiros e periclitantes “idosos”, atiraram-se milhares de pedras, partiram-se cabeças, inundaram-se caves, apodreceram fundações e paredes, etc.

Viva o Costa!

O homem declarou ter tomado a decisão de asfaltar os passeios e de dedicar os esforços da Câmara à eliminação da chamada calçada portuguesa nos sítios onde não há condições para a manter, ao mesmo tempo que se propõe preservá-la onde ela é emblemática e pode ser bem cuidada. Muito bem.

É pena que tenha começado por aboli-la, ou não a construir, por exemplo no Terreiro do Paço, onde teria toda a justificação. Tanto tempo já passado, que se lixe, não é?

Espera-se que os adeptos da permeabilidade dos passeios se deixem ficar quietos e acabem com as suas pouco inteligentes reclamações. Igualmente se espera que a classe mais beneficiada com os actuais passeios – os ortopedistas – não faça alguma manifestação de desagrado e que o Mário Soares não desate aos gritos que se trata de mais um ataque à democracia e ao Estado social, razão de sobra para a demissão do Presidente da República.

É claro que estes elogios do IRRITADO são capazes de bater na rocha, isto é, que a anunciada “revolução” não leve dez ou vinte anos a realizar, como aconteceu e continua a acontecer ao jardim do Campo Grande e a tantas outras declaradas “intenções” (não eram promessas, pois não?) que acabaram por ficar no tinteiro.

A simples declaração do chefe da maior burocracia do país – a CML – suscita em si uma razão de esperança. Esperemos o que se vai seguir, na presunção optimista de que ainda não estaremos todos mortos quando as obras começarem.

 

24.11.13

 

António Borges de Carvalho



3 respostas a “OPINIÃO INSUSPEITA”

  1. «atacar a iniquidade, a injustiça, o desprezo, o cinismo dos poderosos para quem a vida decente de milhões de pessoas é irrelevante, não conta, é um “custo” que se deve “poupar”. A transformação da palavra “austeridade” numa injunção moral serve para um Primeiro-ministro, apanhado pelo sucesso dos celtas, sorrir cinicamente para nos dizer que a “lição” da Irlanda é a ainda precisamos de mais austeridade, ainda precisamos de mais desemprego, ainda precisamos de mais pobreza. E sorri muito contente consigo mesmo. O discurso de contínua mentira e falsidade que nos diz como se fosse uma evidência, que “as empresas ajustaram, as famílias ajustaram, só o estado não o fez”, como se as três entidades fossem a mesma coisa e o verbo “ajustarem” significasse o retorno a um estado natural das coisas de que só o vício de quererem viver melhor afastou os portugueses. Na verdade, pode-se dizer que “as empresas ajustaram”. Sim algumas “ajustaram”, mas a maioria “ajustou” falindo e destruindo o emprego, – que para quem não tem outra “propriedade” é o seu modo de vida. As famílias não “ajustaram”, empobreceram e estão a empobrecer muito, para ter que ouvir como insulto os méritos de perderem a casa ou o carro, ou a educação superior para os seus filhos, e o valor moral de deixar de comer bife e passarem a comer frango. No entanto, há uma coisa em que estou de acordo, de facto o estado não “ajustou”, continua religiosamente pagar os desmandos dos contratos leoninos das PPPs, a negociar com vantagem para o sistema financeiro, os contratos swap, em vez de receber a lição do sucesso judicial de empresários que recorreram aos tribunais, a baixar uns impostos para algumas empresas ao mesmo tempo que continua a permitir que um contínuo entre um establishment no poder ligado ao sector financeiro capture as decisões políticas, tornando intangíveis os seus interesses na razão directa em que viola todos os contratos com os homens e mulheres comuns, destruindo toda a confiança que numa sociedade democrática é a garantia do contrato social.»

    1. O que é que este arrazoado tem a ver com a calçada portuguesa?Não é que não mereça resposta, noutra sede, claro. E até é bom ver este “militante do PSD” dizer coisa com coisa, com razão ou sem ela. Hossana!

  2. O que ” tem a ver com a calçada portuguesa?” O mesmo que o seu arrazoado charlatão desviante.

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