Sob a alta direcção de um tal Cracel (?), muito conhecido lá em casa, uma tal AOFA, que diz agrupar “os oficiais das Forças Armadas” (quais, quantos?), foi recebida pelo PR, mais uma vez (a lembrar o seu repugnante antecessor) armado em “comandante”.
Diz o Cracel, entre outros mimos, que os militares “não obedecem ao governo” mas “à Nação”.
Aqui temos um Pinochet de trazer por casa, um tipo que sabe, com exclusão dos demais, o que é a “Nação”, um dos muitos que, ao longo da História, se têm proposto fazer política na ponta da baioneta. Este nem sequer tem a desculpa de viver em ditadura, é uma ameaça clara e confessa à nossa segurança e um insubordinado que devia estar “aquartelado” num presídio militar de alta segurança.
É evidente que o PR não devia receber “associações civis” de tipo sindical formadas por militares. Também é evidente que não lhe seria dado prever que o tal Cracel viesse cá fora dizer bojardas deste calibre. Mas um bocadinho de respeito pelo poder civil não lhe devia ficar mal…
7.11.13
António Borges de Carvalho

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