IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A NOVA CULTURA

 

A obra do ex-engenheiro tem facetas várias e às vezes inesperadas. Se é verdade que nem todas as desgraças se lhe podem, directamente, atribuir, não menos verdade é que ele criou e incentiva o ambiente geral em que vivemos, com alardes de teimosia gratuita, de instintos persecutórios, de estupidez diplomática e de petulante e saloio autoritarismo.  

 

Concentração dos poderes policiais numa única entidade (o PM, pois então!), asneiras diplomáticas de um alarve qualquer que é secretário de estado e admirador do camarada Chávez, burrices do PM a dar guita aos desmandos do senhor Putin, tresloucadas declarações dos ministros das obras públicas e da economia logo seguidas de pressuroso apoio por parte do das finanças, actuações pidescas de uma tonta qualquer lá do Norte – educadora de infância alcandorada a posições cimeiras da administração pública por ser do PS – e agora premiadas pela ministra da educação e “ignoradas pelo primeiro ministro, tudo isto e muito mais contribui para que vivamos num pestilento lodaçal, onde bóiam a mentalidade policiesca, a irresponsabilidade, a incompetência, o abuso de autoridade, a bufaria, o elogio da delação, o apelo ao anonimato, em que o lobo parece ter, em definitivo, ganho a guerra contra o cordeiro, e em que a nação democrática se assemelha a alguém que perdeu por completo a mais elementar noção de dignidade e de respeito por princípios e valores que se julgaria ser-lhe próprios.

 

A juntar-se a esta porcaria toda, a Justiça parece apostada em descredibilizar-se cada vez mais, julgando que é a tomar o freio nos dentes que cumpre a sua missão. Um procurador processa uns polícias. Os polícias processam o procurador. Um comentador que é de opinião de que há procuradores que não são lá grande espingarda é processado pelos procuradores, em causa própria. Os sargentos processam os oficiais. Os juízes mandam na disciplina militar. Um indiscutível criminoso é libertado por razões processuais a que os responsáveis não quiseram sobrepor os factos. Quem não está contente com decisões políticas é apoiado pelos juízes com providências cautelares e embargos, como se de actos administrativos se tratasse. Os eleitos vencidos por votos em órgãos colectivos apresentam queixa e têm justiça a seus pés, para o que muito bem entenderem. Quem conta anedotas é despedido. Os delatores são apoiados e incentivados. As multas pagam comissões aos autuantes. Os Fernandes deste mundo, à vara larga, lançam armadilhas, causam prejuízos de milhões, e são incensados na praça pública como se de heróis se tratasse. O PS prepara-se para fazer passar uma lei pornográfica, em que, de uma penada, pisa os mais elementares princípios democráticos e constitucionais e põe a decisão política em baias justicialistas, tudo com o nobre objectivo de pôr a ordem jurídica ao serviço dos seus mais mesquinhos interesses partidários.

 

É esta a “nova cultura” que o socialismo socrélfio conseguiu instilar, e instalar. Uma cultura marcadamente de esquerda, por muito que o dr. Mendes diga o contrário.

Das brumas de Belém, SEPIIIRPPDRAACS, que percebe muito bem o que se está a passar, vai dando uns toques, sem aleijar muito. Acrescenta que a culpa é “de todos nós”.

Minha não é.

Se o PM fosse o saudoso dr. Santana Lopes, onde é que o governo já tinha ido parar? Pensem nisto.

 

António Borges de Carvalho


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