O IRRITADO não percebe nada da intricada “ciência” das sondagens, não entende que se faça perguntas a 1.500 cidadãos e se tire das respostas dados “certos”, com uma margem de erro determinada, raramente esta passando de 2 ou 3 por cento.
O IRRITADO está farto de ouvir as prelecções de uma tal Oliveira Costa, ex-PSD, deputado e tudo, ex (ou actual?) PS, ex-sindicalista da UGT, ex (ou actual?) figura da noite fina, empresário de sondagens que usa encher as noites dos crentes com as suas abalizadas opiniões. Há outros, mas este é o melhor exemplo de “cientista” da matéria.
Postas estas “declarações de interesse”, vamos ao que nos traz.
No mesmo dia, dois jornais (DN e Expresso) publicam duas sondagens sobre as intenções de voto dos portugueses.
Assim:
PS – DN 35%, Expresso 37,4%
PSD – DN 32%, Expresso 24,4%
PC (dito CDU) – DN 11%, Expresso 12.5%
BE – DN 7%, Expresso 7.5%
CDS – DN 3%, Expresso 7,7%.
Onde está a “ciência” dos oliveira costas da nossa praça?
Como é que o PSD tem 32% num e 24.4% noutro?
Como é que o CDS tem 3% num e 7,7% noutro?
Como é que ambas as sondagens têm “margens de erro” mais ou menos equivalente e desprezíveis?
Como é que esta gente se sente no direito de nos tentar convencer que as intenções de voto estão dentro de uma curtíssima margem?
Uma sugestão destinada a quem mandar nesta gente. Já que se fazem tantos regulamentos, façam um que imponha aos sondagistas que digam só quantas pessoas ouviram e onde, de que sexo e de que idade. Assim: houve um inquérito com as perguntas aa, os inquiridos bb, e os resultados cc. Mais nada. Nada que induza as pessoas a acreditar que se trata de resultados científicos, de conclusão garantida, isto é, algo que evite que os sondageiros enganem deliberadamente o cidadão sem que nada nem ninguém os denuncie.
3.8.13
António Borges de Carvalho

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