IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


FILOSOFIA SINDICAL

 

Há para aí um programa governamental  destinado a arranjar empregos para pessoas especialmente carenciadas, beneficiários do chamado rendimento social de inserção, etc.

Dizem os números que há cinquenta e sete mil pessoas já incluídas nestes programas. Tais pessoas trabalham em organismos públicos e em instituições de carácter social.

Dir-se-ia que, no meio de tanta desgraça, a iniciativa está a dar alguns frutos, positivos mesmo que modestos.

Positivos? Nem pensar! Não há nada de positivo nesta história. Bem pelo contrário. Os ilustres sindicatos tonitruam que se trata de coisa “perversa”, quiçá maléfica. Porquê? É simples: porque “evitam a criação de postos de trabalho”, mais não servindo que para “manipular as estatísticas do desemprego”.

Venha o mais pintado perceber isto. Na nacional sindical inteligência, pôr cinquenta e sete mil pessoas que não tinham nada que fazer a fazer alguma coisa, pôr a ganhar algum, mesmo que pouco, cinquenta e sete mil pessoas que não ganhavam nada ou quase, é coisa maléfica e aldrabona.

Talvez não vamos lá com este governo. Talvez não fôssemos, ou ainda menos fôssemos, com outro governo qualquer. Com o que, de certeza certezinha não vamos a parte nenhuma é com os sindicatos que temos. Porque é que esta gente não vai chatear outro ? Porque é que os trabalhadores sindicalizados não percebem que estão a ser enganados, não correm com os dirigentes que têm e não vão aprendeer alguma coisa com os que têm sindicatos merecedores de consideração, que os há por essa Europa fora e com bons resultados? Será que ser trabalhador sindicalizado é sinal de estupidez, ou que a “filosofia” dos nossos sindicatos é a dos tempos da revolução industrial?

 

14.3.13

 

António Borges de Carvalho



3 respostas a “FILOSOFIA SINDICAL”

  1. Discuta-se algo de INTERESSANTE: estamos a mudar o nosso modelo económico? O País só tem futuro se passarmos para “aquela cena” dos bens transaccionáveis. Dito de outra forma: Este governo está a trabalhar no sentido de forçar a malta a abandonar a capital, a largar as secretárias atafulhadas de papel nos ministérios, direcções gerais, secretarias de estado, observatórios e fundações, institutos e empresas públicas, etc., etc., em RESUMO, a substituir o modelo dos “empregos sustentados pela BUROCRACIA” pela aposta em algo PRODUTIVO, nomeadamente, a agricultura e indústria?http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/02/portugal-lisboa-e-o-resto-do-pais-1.html

    1. Entendo que esteja revoltado com o centralismo tuga, e com razão: Lisboa e Porto levam quase tudo, sobretudo Lisboa, enquanto o resto do país praticamente não existe. Só quem lá vive é que sabe, e tal. Conheço relativamente bem as Beiras e Trás-os-Montes, algumas aldeias onde nem Judas perderia as botas, porque não conseguiria lá chegar – muito menos nos Audis e Mercedes dos nossos pulhíticos. No entanto, há uns bons 15 anos, no auge do Guterrismo e das ESMOLAS europeias já herdadas do Cavaquismo, lembro-me de ir a Trás-os-Montes e de ver lá mais carrões alemães (todos topo de gama) por metro quadrado, do que em Lisboa. Como explica isto? Eu explico assim: alguns PULHAS do interior encheram-se à grande, e agora cospem no prato. As esmolas acabaram, estouraram-nas no que entenderam, e choram agora a mama perdida. Lisboa é a capital da chulice, quanto a isso não há discussão; mas Lisboa não tem o monopólio dos CHULOS e dos TRAFULHAS, longe disso. Muitos dos que hoje mais reclamam no interior, são dos que mais mamaram. A solução? INVESTIGAR a pente fino muitos bens, fortunas, carrões, e boas vidas. A começar por Lisboa, certamente, mas as esmolas da CEE/UE foram um euromilhões de norte a sul – sem esquecer os Açores e a Mamadeira.

      1. Caríssimo,Estamos de acordo. Nada me move contra os cidadãos de Lisboa. O problema é o modelo centralista.E o probema tmb é o povo que somos, como decorre da situação que descreve (mas há mto topo de gama que vai do litoral para o interior nos fds e férias).Cumprimentos.

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