IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA NACIONAL-INTELIGÊNCIA


Pense-se o que se pensar da política da dona Ângela, o facto de ela vir até cá com um vasto grupo de investidores (coisa que não fez com os gregos, por exemplo), não é, não pode ser, má notícia.


O consenso, que, pelo menos formalmente, já houve em relação à situação, foi quebrado pelo chamado PS, com base em queixinhas, vigançazinhas e outras mariquices, aliadas a uma visceral ausência de sentido de Estado (nem discutir aceitam!!!). No momento em que a nossa credibilidade externa leva esta monumental machadada, a visita da principal credora devia ser saudada como manifestação de boa vontade e de abertura.

Pode ser que tal visita nada adiante. Mas o mais provável é que sirva para alguma coisa. Numa altura em que qualquer hipótese de alívio é uma bênção, nada mais estúpido que chamar à senhora personna non grata. E, no entanto, é o que faz uma trupe de “intelectuais”da nossa misérrima praça. Apresenta-se a incentivar as massas a vaiar a visitante.

Que patriotismo!

Que santa irreverência!

Sobretudo, que brilhante inteligência!.

Os pataratas em apreço, com cujos nomes não sujarei este blog, revoltam-se contra o extraordinário facto de a senhora não ter sido eleita por nenhum português, como se seja que governante estrangeiro o fosse, e que venha a Portugal “interferir nas decisões do Estado”, como se alguma vez na história da humanidade a visita de um político estrangeiro se destinasse a outra coisa que não fosse interferir ou influenciar as decisões do visitado. E mais: se a dona Ângela traz consigo investidores, dizem estes díscolos mentais, não é com outra intenção que a de comprar, “a preço de saldo”, o património português privatizado. O bando deve com certeza achar que a Siemens e a Auto Europa, por exemplo, são cancros nacionais, por não ser propriedade de portugueses! Rua com essa gente, e já! Umas dezenas de milhar mais para o desemprego, mas fica salvaguardada a honra desta cáfila de alarves.


Uma  desgraça nacional, a proliferação deste tipo de “intelectuais”.

Todos de esquerda, como é evidente.

E com todo o apoio dos media, tão inteligentes como eles.

 

9.11.12

 

António Borges de Carvalho



4 respostas a “DA NACIONAL-INTELIGÊNCIA”

  1. Parabéns pelos seus sempre pertinentes assuntos que faz chegar a este seu blog! Concordo consigo quando afirma que no país em geral, fosse por patriotismo ou por outra coisa, se deviam observar atitudes mais construtivas, mas infelizmente é o contrário que se observa! Lamentavelmente!Aqueles que julgam que num curto prazo tais atitudes lhe serão favoráveis, acabarão a longo prazo por suportar as consequências de tais actos!É que o problema continua a ser o de que em Portugal discute-se mais os assuntos acessórios em detrimento dos assuntos principais e/ ou centrais!

  2. Eu estarei na rua a receber condignamente a sua querida senhora,fique descansado,por mim a recepção não falhará!!!

  3. De facto é uma tristeza. Como se os males que por cá medram não fossem da nossa exclusiva responsabilidade. Sinal de menoridade.Porém, sr. Irritado, o saque que tem sido efectuado sobre a classe média tem a assinatura dos dois lados: da esquerda e da direita. Basta lembrar-lhe a lei do arrendamento. Aquilo que foi roubado daria várias dívidas externas! Trata-se apenas de um sector da economia.Como diz D. Policarpo: «A rua não resolve». Pois não e será uma tragédia. Mas então, terá que aparecer gente para resolver, porque a rua será inevitável. Continua-se a saquear a parte que está esgotada.

  4. A desgraça não é haver este tipo de intelectuais.É não haver outros.Não é o lado que define o tipo.De facto, sr. Filipe Bastos, é muito mais inteligente e analisa melhor a realidade quem se queixar dos FP que nos tem desgovernado.Como penso que os outros não apresentam soluções, rio-me para não chorar.Se a economia voltar a crescer a riqueza será para ladrões se se mantiver este estado de arbítrio e tirania.

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