Um grupo de altas individualidades, auto intituladas “moderadas”, iluminou a Nação com as suas doutas opiniões.
Tudo gente do mais fino: o “saudável” Arnaud, glória do socialismo maçónico, a dona Roseta, viajante partidária de alta velocidade, o professor Miranda, especialista em confusões constitucionais, o Maltez, perito em graças, gracinhas e graçolas, uma tal Marina, declarada “politóloga”, o colega dela André Freire, empedernido socialista, o arquitecto Portas, surgido do lado esquerdo do nevoeiro de Vila do Conde, e mais não sei quem.
Gente de uma finura a toda a prova, com denominador comum em simpatias esquerdóides mais ou menos nefelibatas.
O “manifesto” que assinam diz, repete e glosa o que está dito, repetido e glosado por toda a parte. Nada de novo. A mesma paranóia, a mesma condenação gratuita do orçamento, sem uma linha que aponte para qualquer solução que não seja a de ir alimentando a ideologia.
Que diabo, parece que, se houvesse alguma solução menos dura, não havia quem a não quisesse, a começar pelo governo. Por isso que esta gente, se quisesse ajudar a malta teria pensado no assunto e dito como devia ser.
Já que se queixam da insegurança do Seguro, resolvem reafirmar grandes princípios, a fim de chamar a atenção para si próprios, para a sua fertilidade crítica, para a sua fidelidade ideológica e para a sua total ausência de pensamentos que, na situação em que estamos, valessem a pena.
14.11.11
António Borges de Carvalho

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