IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA UTILIDADE DOS PRESIDENTES

 

O generalíssimo dos Açores veio à liça a fim de promover o seu futuro político. Não tarda vai andar por aí, no Parlamento ou algures, a dizer as habituais asneiras.

Dando mostras de alta inteligência, independência e bom senso, o indivíduo chegou à brilhante conclusão que o Prof. Cavaco é o presidente mais partidário de todos os que houve até hoje neste regime.

Vejamos: o apartidarismo do General Eanes ficou conhecido pela sua luta titânica contra o Dr. Sá Carneiro, vertida em discursatas e dentadinhas, luta que acabou por se saldar na criação de um partido, de sua indisfarçável iniciativa e sob a sua égide, inspiração e autoridade.

O Dr. Mário Soares notabilizou-se pelas suas perseguições ao primeiro-ministro, corporizadas em “presidências abertas”, congressos, manifestações “intelectuais”, tudo sempre destinado a proteger o seu partido e a roer as canelas da maioria.

O Dr. Sampaio, uma das nossas grandes desgraças políticas, quando a dona Manuela começou a querer endireitar isto, desatou às bocas que “há vida para além do défice”, acompanhando, par e passo, os sound bites do senhor Pinto de Sousa na televisão. Não contente com isso, assim que o PS e o PC entronizaram novos chefes e saíram da instabilidade em que estavam, pumba!, dissolve a Assembleia, não se importando com a Constituição, com o regime, com a decência e com a moral (não a “moral” republicana, coisa que nunca existiu mas ele inventou). O objectivo era pôr o PS no poder, e pronto. Serve tudo, quando o que está em causa é o partido!

 

Posto isto, o açoriano, não contente com a sua sede de poder, imoral e inconstitucional, insatisfeito com a ruína, que provocou, de uma empresa pública nem com o desemprego iminente de uma data de gente, orgulhoso por se ter recusado a aplicar leis gerais tornado os seus funcionários mais que os outros, revendo-se em ajustes directos de milhões, imorais e ilegais, vem perorar à Nação que o presidente Cavaco Silva é “o mais partidário de todos”. Ou seja, vale tudo: mentir, aldrabar, tripudiar, o que for preciso para atingir mos seus tenebrosos fins, sejam eles quais forem (há até quem diga que este horroroso ilhéu quer ser Presidente da República!).

 

Enquanto os presidentes eram contra o governo e a favor da oposição, para o ilhéu eram um exemplo de independência e de equidade. Sendo o Doutor Cavaco suspeito de não ser contra o governo, deixou de ser independente e tornou-se “partidário”.

Estão a ver a lógica, a inteligência, a sagacidade, o sentido de Estado deste trafulha?

 

Por acaso, enganou-se. É que o Presidente que acusa de estar com o governo e com a maioria – como se tal fosse um defeito! – anda pelos cantos a dizer coisas contra o governo, contra as opções do governo, etc., e até é alvo de elogios de figuras tão insuspeitas como o senhor Louça, o camarada Jerónimo e outras gentes, tudo altas figuras do socialismo e da oposição.

 

Irá o Presidente alinhar, nesta matéria, com os seus antecessores? Será que o IRRITADO sempre teve razão sobre a natureza inevitavelmente perversa da chefia de Estado republicana?

 

16.10.11

 

António Borges de Carvalho



9 respostas a “DA UTILIDADE DOS PRESIDENTES”

  1. O Silva das vacas Algumas das reminiscências da minha escola primária têm a ver com vacas. Porque a D.ª Albertina, a professora, uma mulher escalavrada e seca, mais mirrada que uva-passa, tinha um inexplicável fascínio por vacas. Primavera e vacas. De forma que, ora mandava fazer redacções sobre a primavera, ora se fixava na temática da vaca. A vaca era, assim, um assunto predilecto e de desenvolvimento obrigatório, o que, pela sua recorrência, se tornava insuportavelmente repetitivo. Um dia, o Zeca da Maria “gorda”, farto de escrever que a vaca era um mamífero vertebrado, quadrúpede ruminante e muito amigo do homem a quem ajudava no trabalho e a quem fornecia leite e carne, blá, blá, blá, decidiu, num verdadeiro impulso de rebelião criativa, explicar a coisa de outraforma. E, se bem me lembro ainda, escreveu mais ou menos isto: “A vaca, tal como alguns homens, tem quatro patas, duas à frente, duas atrás, duas à direita e duas à esquerda. A vaca é um animal cercado de pêlos por todos os lados, ao contrário da península que só não é cercada por um. O rabo da vaca não lhe serve para extrair o leite, mas para enxotar as moscas e espalhar a bosta. Na cabeça, a vaca tem dois cornos pequenos e lá dentro tem mioleira, que o meu pai diz que faz muito bem à inteligência e, por não comer mioleira, é que o padre é burro como um tamanco. Diz o meu pai e eu concordo, porque, na doutrina, me obriga a saber umas merdas de que não percebo nada como as bem-aventuranças. A vaca dá leite por fora e carne por dentro, embora agora as vacas já não façam tanta falta, porque foi descoberto o leite em pó. A vaca é um animal triste todo o ano, excepto no dia em que vai ao boi, disse-me o pai do Valdemar “pauzinho”, que é dono do boi onde vão todas as vacas da freguesia. Um dia perguntei ao meu pai o que era isso da vaca ir ao boi e levei logo um estalo no focinho. O meu pai também diz que a mulher do regedor é uma vaca e eu também não entendi. Mas, escarmentado, já nem lhe perguntei se ela também ia ao boi.” Foi assim. Escusado será dizer que a D.ª Albertina, pouco dada a brincadeiras criativas, afinfou no pobre do Zeca um enxerto de porrada a sério. Mas acabou definitivamente com a vaca como tema de redacção. Recordei-me desta história da D.ª Albertina e da vaca do Zeca da Maria “gorda”, ao ler que Cavaco Silva, presidente da República desta vacaria indígena, em visita oficial ao Açores, saiu-se a certa altura com esta pérola vacum: “Ontem eu reparava no sorriso das vacas, estavam satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante”! Este homem, que se deixou rodear, no governo, pelo que viria a ser a maior corja de gatunos que Portugal politicamente produziu; este homem, inculto e ignorante, cuja cabeça é comparada metaforicamente ao sexo dos anjos; este político manhoso que sentiu necessidade de afirmar publicamente que tem de nascer duas vezes quem seja mais honesto que ele; este “cagarola” que foi humilhado por João Jardim e ficou calado; este homem que, desgraçadamente, foi eleito presidente da República de Portugal, no momento em que a miséria e a fome grassam pelo país, em que o desemprego se torna incontrolável, em que os pobres são miseravelmente espoliados a cada dia que passa, este homem, dizia, não tem mais nada para nos mostrar senão o fascínio pelo”sorriso das vacas”, satisfeitíssimas olhando o pasto que começava a ficar verdejante”! Satisfeitíssimas, as vacas?! Logo agora, em tempos de inseminação artificial, em que as desgraçadas já nem sequer dispõem da felicidade de “ir ao boi”, ao menos uma vez cada ano! Noticiava há dias o Expresso que, há mais ou menos um ano e aquando de uma visita a uma exploração agrícola no âmbito do Roteiro da Juventude, Cavaco se confessou “surpreendidíssimo por ver que as vacas, umas atrás das outras, se encostavam ao robô e se sentiam deliciadas enquanto ele, durante seis ou sete minutos, realizava a ordenha”! Como se fosse possível alguma vaca poder sentir-se deliciada ao passar seis ou sete minutos com um robô a espremer-lhe as tetas!! Não sei se o fascínio de Cavaco por vacas terá ou não uma explicação freudiana. É possível. Porque este homem deve julgar-se o capataz de uma imensa vacaria, metáfora de um país chamado Portugal, onde há meia-dúzia de “vacas

  2. “vacas sagradas”, essas sim com direito a atendimento personalizado pelo “boi”, enquanto as outras são inexoravelmente “ordenhadas”! Sugadas sem piedade, até que das tetas não escorra mais nada e delas não reste senão peles penduradas, mirradas e sem proveito. A este “Américo Tomás do século XXI” chamou um dia João Jardim, o “sr. Silva”. Depreciativamente, conforme entendimento generalizado. Creio que não. Porque este homem deveria ser simplesmente “o Silva”. O Silva das vacas. Presidente da República de Portugal. Desgraçadamente.Luís Manuel Cunha in «Jornal de Barcelos», 5 de Outubro, 2011.

    1. Oh Sr. Tecelão já foi “ao boi” esta semana? É que nesta verborreia toda, onde demonstra toda a sua felicidade em destilar ódios de estimação, só lhe falta ser coberto por um “boi” bem vermelho, que possa vagabundear pelas bandas do Lg. do Rato, e assim começar também a sorrir, já para não falar do autor do texto, que mais parece uma cadela com o cio, que mostra os dentes a quem se ousar ser do contra.

    2. Oh Sr. Tecelão já foi “ao boi” esta semana? É que nesta verborreia toda, onde demonstra toda a sua felicidade em destilar ódios de estimação, só lhe falta ser coberto por um “boi” bem vermelho, que possa vagabundear pelas bandas do Lg. do Rato, e assim começar também a sorrir, já para não falar do autor do texto, que mais parece uma cadela com o cio, que mostra os dentes a quem ousar ser do contra.

      1. Tocou a ranhosos e azeiteiros!!!

        1. Já lhe tocou algum do Lg. do Rato?

  3. Avatar de triste anormal sem carácter
    triste anormal sem carácter

    Lixo.puro lixo de um doente mental.ehehehehe!Este tecelão não dá mais que isto.Ahahaha!

    1. Esta espécie de comentário será do boi cobridor?

      1. Será por causa do “será do boi cobridor” que o tecelao é tão experimentado e tanto sabe (melhor, julga “saber”)?

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *