Há uns três ou quatro dias – o Irritado falou nisso – dizia o ministro Silva que, por via dos bons ofícios do governo socréfio, tinham sido “criados” 37.000 novos empregos.
Muito bem.
Ontem, ouvi o senhor Vitalino, grande canhangulo do PS, dizer que eram 48.000, os novos empregos. O mesmo Vitalino, cerca de noventa segundos depois, e no mesmo programa, garantia que eram 49.000.
O ministro Silva, há três ou quatro dias, informou os leitores que o crescimento, em 2006, tinha sido de 1,3%, e que tinha “crescido” em relação à previsão do governo, que era de 1,4%.
Magnífico.
Ontem, o senhor Vitalino, na referida estação televisiva, informou o povo que o crescimento se cifrava em 1,7%.
Ou seja: tanto faz. N’importe quoi. Whatever. Para quem é, bacalhau basta. Trinta e sete é igual a quarenta e oito, ou quarenta e nove, assim como um vírgula três é igual a um vírgula sete, portanto mais que um vírgula quatro. Percebem?
O poder é o poder, e diz o que lhe apetece. Vale tudo. É o que merece (devem pensar, por ordem do chefe, o Silva e o Vitalino) esse bando de idiotas, genericamente conhecidos por “povo”, que mantêm o socréfio PS em alta nas sondagens. Ou será que as sondagens são como o crescimento e o emprego?
António Borges de Carvalho

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