IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA MALEDICÊNCIA NACIONAL

 

A imprensa do fim-de-semana vem a abarrotar de críticas ao novo governo. Um fartote. O chamado período de graça tem duas faces, ou duas graças.

Na privilegiada mente dos comentadores (Ricardo Costa, Alberto Gonçalves, aquele, julgo que do Porto, que diz que é liberal e cujo nome não sujará mais este blogue, mais uma data de inteligências…), tudo minha gente se atira às canelas do Primeiro-Ministro, dos Ministros, do que já fizeram e ainda não fizeram, tudo minha gente, se calhar com o vírus do Seguro e do Inseguro, tudo minha gente se esganiça, que o imposto isto, que o imposto aquilo, onde estão os cortes na despesa, etc., por aí fora.

As sondagens que têm aparecido dizem exactamente o contrário. É a outra face do período, ou a outra graça do período de graça. A maioria das pessoas acha que é cedo para começar a dizer mal, percebe que os rapazes ainda nem um mês tiveram, dá-lhes o benefício da dúvida que os opinadores – bem pagos! – nem um mês levaram a recusar. Os sondados acham que o imposto se atira mais a quem tem mais e pouco ou nada a quem tem menos, acham que o governo tem dado sinais positivos no que à despesa diz respeito, etc.

Mas isto não interessa. Os apressados escrevinhadores têm que fazer jus ao que recebem dos patrões. Estes querem frisson. O frisson é que vende.

 

O IRRITADO não faz a menor ideia do que vai suceder. Não sabe se o governo vai ser bom ou vai ser mau. Sabe que, para já, o governo tem um estilo que não tem nada a ver com a demagogia e a aldrabice a que, há seis anos, estávamos submetidos. Sabe que o programa da trempe não vai chegar. Acha que o novo imposto não espanta ninguém e faz um notável esforço redistributivo.

 

Já agora, também o IRRITADO vai dizer mal. Se não dissesse mal nem o nome merecia, não é? Então lá vai: é péssimo que o Primeiro-Ministro, em vez de anunciar a extinção de uns cem municípios, pelo menos, tenha dito que não lhes ia mexer. Só nas freguesias.

O IRRITADO espera que o senhor mude de ideias e que dê cabo dos tais cem, pelo menos, mais de umas três mil freguesias e, sobretudo, que não lhe passe pela cabeça essa tonteria da regionalização.  

 

17.7.11

 

António Borges de Carvalho

 



9 respostas a “DA MALEDICÊNCIA NACIONAL”

  1. Sejamos justos: não é propriamente uma maledicência gratuita. O novo Governo chegou, sentou-se nas cadeiras, fez umas reuniões. Logo que estava confortavelmente instalado, foi-nos ao bolso. Isto após meses a falar em corte na despesa, em emagrecimento do Estado, e em não asfixiar mais a Economia. Exemplar. Até o execrável Pedro Marques Lopes, descreveu a coisa tal como ela é: «Medidas extraordinárias de cortes na despesa é que nem vê-las. Nas palavras do Sr. Ministro, precisam de ser bem estudadas. Claro, lançar impostos dá muito menos trabalho, já poupar é o cabo dos trabalhos.» Um contribuinte aceita tudo, compreende tudo, alinha em tudo – desde que não façam dele camelo. Ir-nos ao bolso antes de cortar seja o que for no Estado, nas 14000 entidades penduradas nos nossos impostos, na boyzada e na canalha “gestora”, é fazer de nós uns grandessíssimos camelos.

  2. Avatar de Prisão para a gatunagem socratina!
    Prisão para a gatunagem socratina!

    Tudo certo. Mas quem não se lembra que o Gatuno logo que foi eleito, há seis anos, aumentou logo os impostos que na véspera prometera não aumentar?Depois de camiões de aldrabices, três anos após ser empossado, toda a imprensa dizia que era cedo para julgar o governo socialista.Este nem precisaram duas semanas para começar o julgamento.A mim nada me incomoda. Sou dos que pensam que se não chamam a máfia socretina à barra do tribunal, até merecem o que lhes vão fazer.

    1. Não contesto, mas citando novamente o tramposo Marques Lopes: «Nós, portugueses, somos um povo crédulo. Continuamos a acreditar que a primeira medida dum político, mal se senta na cadeira governamental, não é aumentar impostos mesmo que tenha jurado a pés juntos que não o iria fazer. Foi assim com Barroso, depois com Sócrates e agora com Passos Coelho» Não é por vir deste escriba anafado e chulo, que deixa de ser verdade. A aumentar impostos, qualquer um sabe governar. Eu também gostava de anunciar aos meus clientes, que ia aumentar “preventivamente”, e unilateralmente, os meus preços. Eles é que podiam não achar muita piada. Só é pena não podermos mudar de governantes, como mudamos de fornecedores. Diminuir a chulice estatal, acabar com a boyzada, responsabilizar e punir a máfia xuxa, é o que todos queremos ouvir. Até ouvirmos, e vermos, isso, continuaremos a ser os camelos desta história.

      1. O corte nas despesas é SEMPRE mais lento ,que o mais fácil e de resultados mais directos, aumento das receitas. Um corte justo, credível e com resultados, obriga a uma análise muito cuidada. Por isso não é justo que se ataque despudoradamente o governo por causa disto. O merceeiro Lopes deve ter lá a sua razões para atacar como tem atacado este governo. Desde o “excesso” de independentes até não haver cortes nas despesas., é só deitar abaixo. Devia de estar à espera de ser convidado para alguma secretaria de Estado!!!! É evidente que esta incompetente, ignorante, e execrável figura, só tem visibilidade , porque outros execráveis lha dão. Até quando, temos que aturara sempre os mesmos comentadores, todos eles corruptos ao serviço de interesses obscuros?

        1. Novamente, não contesto: cortar BEM, é mais difícil e moroso do que aumentar a receita – porque o contribuinte paga e não bufa. Mas de que vale a receita extra, se 99% da despesa se mantém inalterada? Na prática, está a SACAR mais da Economia para poder continuar a manter a despesa, e o fraco excedente é para o exterior – para pagar juros. Se quiser acabar de arruinar um país, é uma óptima medida. É também uma forma bastante eficaz de mandar mais empresas e técnicos qualificados, que não estão para sustentar os vícios alheios, irem pagar impostos noutra freguesia.

    2. Ora nem mais, meu caro: passo a citar o nosso Primeiro-Ministro, o tal dos sacrifícios preventivos. «Quando chegámos ao Governo não pudemos deixar de olhar para a situação que encontrámos. Não é para responsabilizar ninguém para trás, isso foi feito nas eleições, é para saber a medida de ajustamento das políticas que precisávamos de concretizar.» Reparou nesta parte: NÃO É PARA RESPONSABILIZAR NINGUÉM PARA TRÁS? Para o Sr. Passos, as eleições são “responsabilização” suficiente! Estou cada vez mais satisfeito, até eufórico, com este novo Governo.

  3. Avatar de daniel tecelao
    daniel tecelao

    Passos é um aldrabão,destronou o pinóquio Pinto de Sousa.Dizia não aumentar os impostos,foi o que fez.Era uma calunia dizerem que nos ia sacar o 13º mês,foi o que fez.O importante era cortar na despesa,foi o que não fez.Redistribuir os sacrificios de forma equitativa,foi o que não fez,o capital fica isento,as mulas de carga são sempre as mesmas.O tal colossal desvio,não faz prova,será que a troika não viu? Coelho descobriu aquilo que a troika não reparou? TRETA.Então agora já há jornais que querem vender papel?Mas com o Pinto de Sousa valia tudo,hão-de provar do próprio veneno.Sondagens?A carneirada que está de acordo com as medidas do Coelho deve ser a mesma que votou no Salazar como o melhor politico,é o país que temos com a coelhada que há.Mixomatose cumpre o teu designio!!!

  4. Este povo que castigou 6 anos de herança socialista é o mesmo que consente a imposição de um novo imposto extraordinário. Como se o seu fado fosse aguentar com eternas cargas fiscais e acreditar em patranhas governativas do estilo viajar em classe económica para “dar o exemplo” – quando se sabe que a TAP não cobra bilhetes a esses membros -, ou isentar os funcionários do Ministério da Agricultura do uso da gravata para poupar na electricidade. Num passe de magia, trocaram-nos os passos, afinal não chegou o D. Sebastião, e, apesar do coelho sair da cartola, o máximo que se conseguiu arranjar é uma colossal extorsão em forma de contribuição a ser paga pelos mesmos de sempre: os trabalhadores por conta de outrem, os precários de recibos verdes, os reformados e os pensionistas.

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