IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


NEM RATO, NEM ESTADO SOCIAL

 

Segundo a fábula, a montanha pariu um rato, significando a miséria do que fazem os que muito prometem ou muito esbracejam.

Desta vez, a montanha nem um rato pariu.

Pariu nada.

 

O senhor Pinto de Sousa anda há semanas a proclamar que o seu programa, e do FMI, é o PEC 4, o tal que, coitadinho, foi impedido de “implementar” e que prometia nada menos que cortar nas reformas mais baixas para arranjar parte do dinheiro que, há seis anos, a benefício da dívida, vem malbaratando. Isto para além de outros disparates de semelhante jaez, bem elencados, aliás, pelo ministro das finanças na sua célebre intervenção “explicativa” ou punitiva, de princípios de Março.

Pois nem isso. O senhor Pinto de Sousa apresentou um “programa” que de programa nada tem. Generalidades, patacoadas sem sentido, “verdades” do amigo banana. Nada mais. O PEC 4 foi esquecido. O que era fundamental para “salvar” o país, o que até já tinha o apoio(?) da “Europa”, desapareceu como por encanto, substituído por um vazio total. No fundo, o que o senhor Pinto de Sousa decidiu, tendo percebido que já ninguém acredita em qualquer promessa que faça, foi dar um ar de continuidade, isto é, fazer ilegítima publicidade subliminar das impossíveis promessas.

A montanha nem um rato pariu. Zero.

 

O sacrossanto “Estado Social” que o senhor Pinto de Sousa, sempre que precisa de mais dinheiro, não hesita em paulatinamente destruir, é o cavalo de batalha contra os que o querem viabilizar com ideias mais inteligentes e mais eficazes que a mera cartilha socialista.

O tal Estado Social, gerido pelo senhor Pinto de Sousa e pelo seu ministro das finanças, tem os dias contados, como toda a gente já sabe ou já devia ter percebido. Mas, a bem da ideologia estatista e autoritária que anima o socialismo em geral e o senhor Pinto de Sousa em particular, vale mais morrer mais tarde do que ceder nela, em vez de tentar dar-lhe saúde.

Tudo o que seja mexer na forma de gerir o Estado Social e que não corresponda ao poder totalitário do Estado sobre ele, é considerado como violento ataque “liberal” ao dito.

A seara de enganos, ajudada pela mais completa ausência de qualquer sombra de ideia reformista ou de programa político, continua a florescer, qual floresta tropical de árvores carnívoras, de cobras venenosas e de miragens propositadamente enganosas.

 

A ver se a malta percebe.

 

28.4.11

 

António Borges de Carvalho



22 respostas a “NEM RATO, NEM ESTADO SOCIAL”

  1. Temos um grande mentiroso a concorrer pela terceira vez.Na primeira cai qualquer um. Eu caí.Na segunda, cai quem quer. Eu já não quis.Na terceira cai quem é burro, ou igual ao maior mentiroso de que tenho memória.Caso saia vencedora a última hipótese, aí é de ficar muito preocupado.

    1. Lamento, mas o caro Jorge Diniz não caiu «à primeira». Qualquer pessoa que, nesta partidocracia, vota outra coisa que não NULO, já cai há várias décadas. Hoje, o Pinóquio pode ser o pior dos males, mas não passa de MAIS UMA desgraça, numa já longa lista. E novas se avizinham, mesmo que ele não ganhe. O Irritado critica – bem – a vacuidade e a propaganda desavergonhada do programa do Partido da Sucata. Mas que dizer dos restantes programas? Que dizer, por exemplo, do programa do PSD – caso alguém o conheça? Os programas políticos desta canalha, sempre foram meras intenções vagas e irrealistas, que não valem o papel em que estão escritas. E porquê? Simples: porque ninguém – nenhuma entidade fiscalizadora – COBRA as promessas eleitorais, e nenhum político é RESPONSABILIZADO por elas. Mais do que as promessas, na prática nenhum político é responsabilizado pela sua gestão, por danosa que seja. O caso do Desgoverno actual, é paradigmático. Apenas pode ser responsabilizado “politicamente”, seja lá o que isso quer dizer… Você, eu, qualquer cidadão, qualquer empresário, qualquer trabalhador por conta de outrém, toda a gente tem que assumir a responsabilidade do que faz, e do que deixa de fazer. Responde com o seu nome, e com os seus BENS. Toda a gente, menos os políticos. E a palhaçada continua, de eleição em eleição. Olhe, não se esqueça de ir votar. Vai ver que resulta.

      1. Caro Filipe, se votar nulo (melhor dito, BRANCO) tivesse como resultado a diminuição do número de deputados, seria significativo.Ou seja, se o actual número de deputados (230) somente seria atingido no caso de 100% de votos expressos nos candidatos. A partir daí, os votos em branco contaria para o número de lugares, em igualdade (método Hondt) de circunstâncias com os votos expressos. Só que no caso do voto em BRANCO os lugares não seriam atribuídos (haveria menos deputados).Como tal não sucede, prefiro votar. Mas votar num programa que mereça alguma credibilidade. No caso do PS (actual) não merece sequer um resquício de dúvida.Com efeito, é só ler os dois anteriores programas para verificar que todas (mesmo TODAS) as promessas eleitorais foram VIOLADAS de modo grosseiro, mentiroso e aldrabão:Compreendo a sua revolta, aliás idêntica à minha. No entanto, votar nulo não resolve. Melhor seria pegar nuns “cajados” e dar umas “cajadadas” nesses pinóquios que nos têm (des)governado. Arranje um grupo que lá estarei.

        1. Avatar de daniel tecelao
          daniel tecelao

          Só não diz em que aldrabão vai votar!!!

          1. Ainda não decidi em quem votar. No entanto, quando tiver formado a minha decisão, sem qualquer problema que o direi. Desde já lhe garanto que não votarei em aldrabões socratinos.

        2. Caro Jorge, não podia estar mais de acordo: umas CAJADADAS bem distribuídas, fariam maravilhas pela competência e princípios da nossa classe política. Andamos todos à espera uns dos outros, para constituir o tal grupo do cajado. E assim, a canalha vai prosperando, e rindo na nossa cara. Sabe que somos MOLES. Eu não voto em branco, voto nulo – i.e. inutilizo o boletim – apenas para não deixar dúvidas. Desta forma, não só evito o “acidente” de algum lápis distraído, como exercito os meus dotes artísticos e poéticos, no boletim. Uma das alterações urgentes a fazer neste sistema partidocrático, é justamente vincular o nº deputados ao nº de votos. No entanto, sem o tal cajado, a canalha jamais o aceitará. Lembro-lhe apenas que os partidos recebem subvenções conforme os votos que recebem, logo votar BRANCO/NULO não é assim tão dispiciendo, mesmo neste sistema podre.

          1. Desde já me penitencio: é DESPICIENDO, como é evidente.

          2. umas cajadadas só pecam por atrasadas uns anos.penso tb, seriamente em votar nulo e tenho constatado que muitos conhecidos que votam psd pensam fazer o mesmo.sei que não é bom este pensamento mas reflecte a sensação de impotência em mudar o estado de coisas.

        3. Nem voto nulo, nem voto em branco resolvem o problema de INSATISFAÇÃO do cidadão face ao panorama político com que não se identifica. Aliás o branco corre o risco de ser manipulado por gente sem escrúpulos.

      2. Não seria de estranhar mais um programa d’«O grande Maestro José Sócrates» (http://www.docstoc.com/docs/78095880/O-grande-maestro-Jos%EF%BF%BD-S%EF%BF%BDcrates) cheio de NADA, ou cheio de mais do mesmo bullshit (RSI & CSI + Boys & Girls awesome jobs/salaries).E embora concorde que toda esta palhaçada é já insuportável, todavia o voto NULO, ou branco, não têm qualquer influência no apuramento dos resultados eleitorais, i.e. não há cadeiras vazias proporcionais aos votos inválidos que se traduzem (CNE) num erro/indecisão do eleitor e não necessariamente num voto de protesto. Aliás, quando o boletim fica em branco até há o risco acrescido de este ser preenchido por alguém…Como não há mesmo forma de reclamar do sistema – pelo menos por este meio – o melhor será votar naqueles que estão mais longe do bloco Central.Infelizmente, a única forma de protesto seria um NÃO AO VOTO de todos os cidadãos, mas como isso é quase impossível/impraticável e há mais de 30 anos que o bolor se acentua sem que nada o incomode, resta-nos ir para as ruas e… qualquer dia, nem isso!

        1. Hummming, o voto BRANCO/NULO pode ser ignorado pela canalha política, tal como a ABSTENÇÃO – o vencedor crónico de todas as DEMOCRACIAS PODRES – mas vale-nos pelo menos alguma poupança. As subvenções dos partidos estão (oficialmente) subordinadas ao nº de votos, logo, quanto menos carneiros votantes obtêm, menos podem chular nas eleições seguintes. Isto em teoria, claro… Na prática, como a canalha legisla e decide em causa própria, as regras do jogo podem mudar conforme a canalha entenda – tal como vimos na recente lei de financiamento dos partidos. ————— A questão é que votamos em partidos e em pessoas, não em objectivos práticos, claramente assumidos e explicados. Votamos em noções e propostas vagas, que talvez sim, provavelmente não. Os programas partidários são deliberadamente vagos, para permitir todo o tipo de HIPOCRISIA DEMAGÓGICA, e a COMPLETA IMPUNIDADE quando/se forem eleitos. Quem (ainda) vota dá um voto de confiança, os nossos impostos e o nosso futuro, a partidos e pessoas que nos prometem o que não sabem, nem querem fazer, nem podem fazer, se quiserem ser reeleitos por uma carneirada inconsciente. É a insanidade colectiva de um pais que abandonou uma ditadura saloia, para abraçar alegremente uma “democracia” corrupta. Votar é perpetuar esta loucura, é validar um sistema que NÃO FUNCIONA.

          1. Infelizmente, tem toda a razão.Creio que será fundamental neste país atacar o Síndrome crónico dos portugueses – o “medo da perda”, ou a “subsídio-dependência” – pois, enquanto quem tiver esse medo vai continuar a refugiar-se na manutenção do que ainda existe, esquecendo que cada vez existirá menos e cada vez se dependerá mais do exterior, nada mudará.Só quando se rejeitar este incompreensível “medo da perda”, ou acomodação é que muito provavelmente se rejeitará todo este sistema corrupto em que vivemos. Os políticos que se cuidem, depois.

  2. Avatar de daniel tecelao
    daniel tecelao

    O unico rato parido por uma bruta montanha,que eu conheça, é o Vasco Rato.Quanto ao estado social dos homens do pote,veremos.

    1. O estado Social está falido e quanto ao pote – FMI- A bancarrota Sócrates é uma bancarrota não declarada. Com a almofada dos 100 mil milhões de euros do resgate financeiro FMI/BCE/UE, o Estado vai conseguir pagar os salários, as pensões e as prestações sociais durante os próximos 3 meses. A libertação da ajuda financeira será feita de 3 em 3 meses mediante boa avaliação do cumprimento do programa de ajustamento concebido pela troika e aceite pelo PS, pelo PSD e pelo CDS.ONDE É QUE ESTÁ O POTE?Só se for na perda de rendimentos de toda a classe média, oscilando entre os 30 e 50%!Pote de merd@ para os mesmo de sempre!

    2. Veja lá quem é que tem o pote:«O BCE ESTÁ A FINANCIAR A ESPECULAÇÃO DOS BANCOS-a banca em Portugal lucrou com isso já 3.827 milhões € à custa das famílias, empresas e do Estado – O DILEMA ACTUAL: OU ESTA SITUAÇÃO É ALTERADA RAPIDAMETE OU O PAÍS TEM DE SAIR DA ZONA EURO»E depois de sair da zona euro, ficamos na mesma nas mão$ da Banca! BAH, devíamos sim, todos os PIIGS, exigir condições diferentes e não andar a penar anos e anos a fio, quando a Alemanha anda a ganhar tempo, face ao inevitável – colapso do dollar e do euro – novas moedas e quiçá novo “Tratado de Tordesilhas”.Mas, onde estão políticos com tomates?»exposição de países credores estrangeiros a Portugal»http://www.reuters.com/article/2011/04/28/banks-greece-ireland-idUSLDE73R1XM20110428

  3. Vim aqui, en coup de vent, e fiquei logo “agarrado”, tanto pelo artigo como pelos comentários. Infelizmente, não posso demorar, mas gostaria de deixar falar por mim alguém que percebe da matéria, até porque nasceu na pobreza: Thomas Sowell.Diz ele: “Socialism in general has a record of failure so blatant that only an intellectual could ignore or evade it”. E isso explica o estado geral a que Portugal chegou, à conta de um Soares e afins.Também ensina que “the first lesson of economics is scarcity: There is never enough of anything to satisfy all those who want it. The first lesson of politics is to disregard the first lesson of economics.” É por essa razão que Guterres nos atolou no pântano, de que fugiu assim que viu as coisas mal paradas, como bom socialista que é.Finalmente, Sowell tem uma palavra que se pode aplicar a este “engenheiro” que nos calhou em sorte, à conta do voto popular: “It is hard to imagine a more stupid or more dangerous way of making decisions than by putting those decisions in the hands of people who pay no price for being wrong.” Este ciclo económico está a chegar ao fim – e durou mais que deveria porque a Europa acreditou que trabalhássemos a sério, como parece que os eleitores nacionais julgaram que os socialistas governassem com probidade. Todos se enganaram. Mas não era nada que não estivesse já escrito por Junqueiro, Eça ou Salazar. Bastava ver a matriz nacional e falar verdade. Soares, Guterres e Sócrates não o quiseram fazer, um porque é ávido de dinheiro e prestígio, outro porque é um ingénuo e o último simplesmente porque é burro. De comum têm o de todos eles serem desonestos. Creio que o ciclo político também terá o seu enterro a breve trecho. Com muitos cravos em cima do caixão (ou será mais democrático dizer “urna”?), como compete. Na geração nova, com excepção daqueles que querem entrar nos partidos para continuar a sugar-nos, já ninguém acredita na falácia deste regime, fundado por uns capitães que apenas não queriam ser preteridos nas suas promoções.A treta de nos quererem “dar liberdade” demorou uns 30 e tal anos a vir ao cimo, mas finalmente as pessoas vão abrindo os olhos, depois de lhes abrirem à força os bolsos.Li no outro dia que os vencimentos de 20 (vinte!) gestores socialistas iguala em valor o de quase 60.000 funcionários públicos (que ganham uma média de 900 euros por mês). Só o da Caixa Geral (já sei que é do CDS, mas para o caso pouco importa) ganha num só mês o mesmo que 50 anos de trabalho de um seu concidadão médio. Nesta terra da fraternidade, “em cada esquina um amigo, em cada rosto igualdade…” tão lindo, não é? Sobretudo verdadeiro, como se vê.

    1. Avatar de daniel tecelao
      daniel tecelao

      Pena não saber inglês,poderia aprender alguma coisa sobre politica e economia.Mas valeu a pena,vou reler Eça e comprar uns livros sobre Salazar.Julgava-o morto e enterrado,mas este blog tem sempre maior encanto!!!

  4. «A ver se a malta percebe» quem e como nos andaram a gamar todos estes anos. Sigam os links todos acerca destes “abutres”: http://alt01.despesapublica.com/ajustes-directos/view/?ID=A8E6B4E2963C46E58D79175A145794AC

  5. Quem corre atrás do espírito, sem o ter, por norma agarra a asneira. Este alvar socialista consegue-o sempre.Alarvemente enaltece a sua ignorância na língua inglesa. Nesciamente esquece os frequentes solecismos que comete na portuguesa.Wilde já notara que a única coisa que consola alguns homens por dizerem coisas estúpidas é o elogio que eles nunca se esquecem de fazer a si próprios por isso mesmo.Todos nascemos ignorantes, mas há uns quantos que conseguem a proeza de morrer lerdos – e orgulhosos disso.

    1. Avatar de daniel tecelao
      daniel tecelao

      A forma afectada e pretensiosa de exibir o saber,denomina-se PEDANTISMO.O pedante pretende criar uma defesa contra a vida pulsional,constitui uma forma de supercompensação.A supercompensação,segundo os especialistas,resulta de carências corporal,espiritual,caracterológica ou social.Sobre Salazar e salazarentos não me apetece dizer nada!!!

    2. Avatar de daniel tecelao
      daniel tecelao

      Há tempos,por engano,entrei num alfarrabista. Julgava que era uma tasca,apetecia-me beber um copinho de tintol.Quando me apercebi do engano,não quiz dar parte de fraco,e dei uma voltinha pelo espaço.Dado o meu ar desajeitado para aqueles ambientes,achei que estavam a olhar para mim.Fiquei incomodado,decidi então que teria de comprar qualquer coisa,não fossem pensar que eu era um qualquer lerdo.Foi ao calhas,peguei num calhamaço com bom aspecto e fui á caixa pagar.Quando um dia o desfolhei,vi que era um tratado de psicologia.Para que é que eu quero esta merda?Afinal tem-me dado um jeitão,é graças a este alfarrábio que eu vou chateando uns fascizoides!!!

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *