O coração dos portugueses não pode deixar de sentir a mais profunda e comovida ternura pelo primo Basílio, perdão, pelo novel candidato socialista Basílio Horta.
Mereceria até uma reflexão de epistemologia política, não fora ele ter vindo declarar que, sendo democrata-cristão, o seu partido não pode deixar de ser… o PS! Eis, finalmente, a reconciliação, verdadeiramente “cristã”, da fé com os seus inimigos, da Igreja com a Maçonaria, da direita mais direita com a esquerda mais rasca, da virtude da verdade com o vício da mentira, do antigo representante da direita nas eleições contra Soares com os irmãos de Soares, de um Homem com letra grande com outros a quem letra grande reconhece.
Lindo! Notável! Coerente!
Lado a lado com o herói do Big Brother, aí temos o primo (dos socialistas), por certo irmão dos filhos da viúva, a reforçar, na política portuguesa, a dignidade e a honradez de que o PS é tão nobre exemplo.
Que ternura!
29.4.11
António Borges de Carvalho

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