IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CARTA ABERTA A PASSOS COELHO

 

Meu rapaz

 

És a única esperança que nos resta. Só tu poderás acabar, não digo com a miséria e a vergonha em que nos meteram mas, para já, com os seus autores.

Sabes que não é possível país nenhum mais avançado que a Líbia, a Venezuela ou o Burkina Fasso, ser governado pela gente que nos vem, há tantos anos, enganando e arruinando. Apesar disso, somos. 

É certo que, no que respeita à economia e às finanças, pouco poderás fazer por nós no curto ou no médio prazo.

Mas podes mostrar à Nação a diferença entre a honradez e a falta dela, entre a responsabilidade e a trafulhice, entre a competência e a incompetência, entre a verdade e a mentira. É esta a revolução de que precisamos ou, se quiseres, a mais fundamental e importante das mudanças imediatamente necessárias.

Depois, terás que abrir caminho para uma sociedade em que se recupere o valor da palavra, em que as pessoas tenham e aceitem livremente as suas responsabilidades em que deixem de ser meras máquinas de reclamação de direitos que só o são na cabeça de quem tem do Estado a ideia de um puro provedor de necessidades, mordomias ou subsídios, coisas devidas porque são devidas, não porque se mereçam.

 

Deixa que te dê alguns conselhos, feitos, se não de sabedoria, pelo menos de experiência.

Não respondas mais aos canalhas que passam a vida a insultar-te, por mais nada ter a dizer ou de mais nada ser capazes. Diz-lhes, e a todos nós, que a palavras loucas orelhas moucas. Não lhes dês mais conversa. Marimba neles.

 

Batalha para arranjar uma boa equipa. Gente da tua geração. Gente descomprometida e sabedora. Apresenta-nos, quanto antes, a tua gente, o teu Governo. Abana o brio dos competentes acomodados, para que assumam o serviço público de que precisamos.

Declara o fim dos cargos públicos de nomeação partidária. Anuncia que todos os titulares de cargos de chefia serão substituídos por concurso público. Anuncia a criação de uma Administração Pública profissionalizada e com base no mérito. Anuncia que não tolerarás mais corporativismos de espécie nenhuma, venham eles dos juízes, dos procuradores, dos professores ou das peixeiras.

Apresenta, quanto antes, o teu programa. Se esta gente continua a ter razão quando diz que o não tens, a mentira acaba por se instalar!

Como há matérias em que pouco podes fazer – a ditadura do FMI é inevitável – não vale a pena esbracejar. Deixa o esbracejar por conta deles.

Aproveita a oportunidade para dar prioridade a uma grande volta nos vícios e maus costumes por toda a parte instalados.

O teu programa tem que ser este: boa gente, competente e sem rabos de palha. Muita coragem: não temas que te chamem “liberal”, como se fosse um insulto. Explica que nunca houve democracia sem liberalismo, explica que a democracia, a única que existe, se chama democracia liberal.

 

Acaba, de uma vez por todas, de falar ou deixar falar em consensos, coligações e cenários, ante ou pós eleitorais. O teu programa é a tua vitória, sem coligações, sem consensos, sem compromissos outros que não sejam os da honradez e da verdade.

Dir-se-á que a verdade de nada valeu à tua antecessora. Mas quem ainda acreditar que somos capazes de alterar o rumo de catástrofe em que seguimos, não deixará, desta, de votar na verdade. Deves jogar nisso, em vez de nos panos quentes de que tantos à tua volta fazem bandeira.  

 

Aí tens. É simples. Eu sei que o que é simples muitas vezes é o mais difícil. Mas vale a pena.    

 

Para já, fico-me por aqui.

Boa sorte

 

13.4.11

 

António Borges de Carvalho



15 respostas a “CARTA ABERTA A PASSOS COELHO”

  1. Belo naco de prosa,quasi poética,a roçar Rodrigo Emillio.António Ferro,se fosse vivo,não faria melhor.O ar paternalista dispensado ao rapazola, é que me comove.A insinuação de uma intimidade não verificada,serve para inflaccionar a importância do irritado.O seu ex acarinhado lider,Santana Lopes não partilha do seu sebastianico entusiasmo,tem sérias reservas sobre o rapaz.Se é verdade que os valores da democracia como hoje comunmente é entendida,radicam nas ideias liberais que se foram adaptando,tambem não é menos verdade que o liberalismo nunca foi a democracia para todos,John Locke assim o determinou através do seu pensamento.Há várias doutrinas liberais,algumas delas,desenvolveram-se recentemente,há quem as apelide de NEO-LIBERALISMO.Tambem há quem aponte,que a crise financeira mundial se deve a esse neo-liberalismo.Coelho é mais um produto jota,e afilhado de Angelo Correia,tenho duvidas que tenha um pensamento politico estruturado.Começou bem a rodear-se de boas figuras,Fernando Nobre,Relvas, Brancos e Marcos Antónios,muitos já lhe deram com os pés,vá-se lá saber porquê.Para já fico-me por aqui.

  2. Avatar de Casa Pia, Largo do Rato
    Casa Pia, Largo do Rato

    Ò tecelão, todos os nomes que escreveu ou muitos outros que poderia ter escrito, são infinitamente melhores que o de qualquer um dos bandidos do partido que lhe paga para dizer imbecilidades.Comparar F.Nobre com o aldrabão do Sócrates ou com o acusado de pedofilia que quer substituir o Gama, adivinhe quem leva vantagem.Além do mais, nesta época eleiçoeira, aproveite para facturar mais uns cobres, patrulhando os blogues de madrugada.Você pediu desculpa pelo seu comportamento execrável no post anterior, mas não tem emenda.

    1. Tem razão. Peço desculpa.

  3. Avatar de daniel tecelao
    daniel tecelao

    O LOBO E O CORDEIRO. UMA HISTÓRIA TRISTE«Passos Coelho, efectivamente, mentiu ao país durante um mês. “Omitiu deliberadamente” o encontro a sós com José Sócrates na véspera da apresentação do PEC IV e transformou-o num “telefonema do primeiro-ministro” para sustentar a inflexibilidade negocial de Sócrates e o desejo do primeiro-ministro de provocar uma crise política. Como José Sócrates se esteve nas tintas para o Presidente da República, não custava nada à opinião pública acreditar na verosimilhança da versão do líder do PSD – um telefonema breve para despachar um assunto sem despacho possível. Porque mentiu Passos Coelho? Por orgulho ferido, simplesmente. Não queria voltar atrás, em público, na sua promessa grandiloquente de nunca mais se reunir a sós com o primeiro-ministro. Mas correu tudo mal. Passos Coelho foi apanhado em duas mentiras (ou inverdades, a palavra de preferência dos políticos) em sequência. Primeiro voltou atrás na promessa de nunca mais se reunir a sós. Depois de se desdizer nisto, inventou um telefonema em substituição de um encontro. Foi penoso ver Passos Coelho na TVI explicar que houve de facto um telefonema – para marcar o encontro, claro. Há qualquer coisa de tocante na ingenuidade de Passos Coelho, embora isso provavelmente não lhe renda grande coisa: como é que imaginou que o encontro com Sócrates permaneceria secreto? Se as coisas tinham corrido tão bem antes – ao ponto de fazer aquela jura desajustada de “nunca mais a sós” -, porque imaginou que Sócrates cumpriria a jura secreta? É quase comovente. Numa luta entre o lobo e o cordeiro, ganha sempre o lobo – o risco de esta metáfora se tornar significativa à medida que a campanha avançar é muito grande para as ambições eleitorais do PSD. Mas a “omissão deliberada” de Passos Coelho vem trazer alguma luz sobre os acontecimentos que levaram à demissão do governo. Apesar de tudo, e ao contrário das aparências que o gesto do “telefonema” parecia manter, Sócrates tentou mesmo negociar com Passos. E saiu do famoso encontro convencido de que poderia haver alguma abertura para que o PSD desse o aval ao plano de austeridade exigido por Bruxelas. De resto, as palavras cautelosas de Miguel Relvas, o secretário-geral do PSD, na manhã seguinte, confirmam a hesitação do PSD. Numa conferência de imprensa na sede do partido, Relvas mostrou abertura a viabilizar as exigências de Bruxelas. Só depois de o resto da direcção ter sido ouvida – e nomeadamente depois de Marco António ter feito a famosa ameaça de que ou haveria eleições no país ou haveria no PSD – é que a decisão de chumbar o PEC IV se tornou irreversível. Os portugueses podem estar com Sócrates pelos cabelos, mas as hesitações, as omissões e as confusões de Passos Coelho não servem de grande bálsamo. Ontem quem esteve a ganhar foi Portas, que se pôs acima deste insuportável ruído.» [i]Autor:Ana Sá Lopes.

  4. Avatar de daniel tecelao
    daniel tecelao

    O desnecessário resgate de Portugal«O pedido de ajuda de Portugal para as suas dívidas junto do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia na última semana deve servir de aviso para todas as democracias.As crises que começaram com os resgates da Grécia e Irlanda no ano passado tiveram uma feia reviravolta. Contudo, este terceiro pedido de resgate não é realmente sobre dívida. Portugal teve uma forte performance económica nos anos 90 e estava a conseguir a sua recuperação da recessão global melhor do que muitos outros países na Europa, mas viu-se sob injusta e arbitrária pressão dos correctores, especuladores e analistas de rating de crédito que, por visão curta ou razões ideológicas, conseguiram forma de afastar uma administração democraticamente eleita e potencialmente amarrar as mãos da próxima.Se deixadas sem regulação, estas forças de mercado ameaçam eclipsar a capacidade dos governos democráticos — talvez até da América — para fazerem as suas próprias escolhas sobre impostos e despesas.As dificuldades de Portugal eram admitidamente semelhantes às da Grécia e Irlanda: para os três países, a adopção do Euro há uma década significou que tiveram de ceder o controlo das suas políticas monetárias, e um repentino incremento dos níveis de risco que regulam os mercados de obrigações atribuíram às suas dívidas soberanas foi o gatilho imediato para os pedidos de resgate.Mas na Grécia e Irlanda o veredicto dos mercados reflectiu profundos e facilmente identificáveis problemas económicos. A crise portuguesa é bastante diferente; não houve uma genuína crise subjacente. As instituições e políticas económicas em Portugal que alguns analistas financeiros vêem como potencialmente desesperadas tinham alcançado notável sucesso antes desta nação ibérica de dez milhões ser sujeita às sucessivas ondas de ataque dos mercados de obrigações.O contágio dos mercados e redução de notação, que começaram quando a magnitude das dificuldades da Grécia emergiu no início de 2010, transformaram-se numa profecia que se cumpriu a si própria: ao aumentar os custos da dívida portuguesa para níveis insustentáveis, as agências de rating forçaram Portugal a procurar o resgate. O resgate deu poder aos ‘salvadores’ de Portugal a pressionarem por impopulares políticas de austeridade que afectaram empréstimos de estudantes, pensões de reforma, subsídios sociais e salários públicos de todos os tipos.A crise não é culpa do que Portugal fez. A sua dívida acumulada está bem abaixo do nível de nações como a Itália que não foi sujeita a tão devastadoras avaliações. O seu défice orçamental é mais baixo do que muitos outros países europeus e estava a diminuir rapidamente graças aos esforços governamentais.E quanto às perspectivas de crescimento do país, que os analistas convencionalmente assumem serem sombrias? No primeiro quarto de 2010, antes dos mercados empurrarem as taxas de juro nas obrigações portuguesas para os limites, o país tinha uma das melhores taxas de recuperação económica na União Europeia. Numa série de reformas — encomendas industriais, inovação empresarial, realização educacional, e crescimento das exportações — Portugal igualou ou mesmo ultrapassou os seus vizinhos do Sul e até da Europa Ocidental.Por que razão, então, foi tão desclassificada a dívida portuguesa e a sua economia empurrada para o limite? Há duas possíveis explicações. Uma é o cepticismo ideológico em torno do seu modelo económico misto, que suportava empréstimos às pequenas empresas, em conjunto com algumas grandes companhias públicas e um robusto estado-providência. Os mercados fundamentalistas detestam intervenções de estilo keynesiano em áreas da política interna portuguesa — que evitavam uma bolha e preservavam a disponibilização de rendas urbanas baixas — quanto a assistência aos pobres.A falta de perspectiva histórica é outra explicação. O nível de vida dos portugueses cresceu muito nos 25 anos que se seguiram à revolução democrática de Abril de 1974. Nos anos 90 a produtividade laboral cresceu rapidamente, as empresas privadas aprofundaram o investimento com a ajuda do governo, e partidos tanto de centro-direita como de centro-esquerda apoiaram o aumento da despesa social.

    1. Avatar de daniel ntecelao
      daniel ntecelao

      continuaçãoPor altura do fim do século o país tinha uma das taxas de desemprego mais baixas da Europa.Em justiça, o optimismo dos anos 90 deu origem a desequilíbrios financeiros e ao gasto excessivo; os cépticos quanto à saúde da economia portuguesa apontam para a sua relativa estagnação entre 2000 e 2006. Apesar disso, no início da crise financeira global em 2007, a economia estava de novo a crescer e o desemprego a descer. A recessão acabou com essa recuperação, mas o crescimento retomou-se no segundo quarto de 2009, mais cedo do que noutros países.Não se podem culpar as políticas domésticas. O primeiro-ministro José Sócrates e o governo socialista mexeram-se para cortar no défice enquanto promoviam a competitividade e controlavam a despesa pública; a oposição insistia que podia fazer melhor e forçou o senhor Sócrates a demitir-se este mês, preparando o palco para novas eleições em Junho. Isto é normal em política, não um sinal de confusão ou incompetência como alguns críticos de Portugal acenaram.Podia a Europa ter evitado este resgate? O Banco Central Europeu podia ter comprado de forma agressiva as obrigações de Portugal e protegido o país do pânico mais recente. Regulação da União Europeia e dos Estados Unidos sobre o processo utilizado pelas agências de rating para avaliar a fiabilidade de crédito da dívida de um país é essencial. Distorcendo as percepções dos mercados sobre a estabilidade portuguesa, as agências de rating — cujo papel em fomentar a crise hipotecária nos Estados Unidos está amplamente documentado — armadilharam tanto a sua recuperação económica como a sua liberdade política.No destino de Portugal reside um claro aviso para os outros países, os Estados Unidos incluídos. A revolução portuguesa de 1974 inaugurou uma onda de democratização que varreu o globo. É bem possível que 2011 possa marcar o começo de uma onda de invasão da democracia por mercados desregulados, com Espanha, Itália ou Bélgica como próximas vítimas potenciais.Os americanos não iriam gostar muito se instituições internacionais tentassem dizer a Nova Iorque, ou a outra qualquer cidade americana, para abandonar as suas leis de controlo de rendas. Mas é este precisamente o tipo de interferência que agora acontece em Portugal — tal como aconteceu na Grécia ou Irlanda, apesar desses países terem maiores responsabilidades no seu destino.Apenas governos eleitos e os seus líderes podem assegurar que esta crise não acaba por minar os processos democráticos. Até agora parecem ter deixado tudo nas mãos da imprevisibilidade dos mercados de obrigações e das agências de rating.»Por Robert M. Fishman, professor de Sociologia da Universidade de Notre Dame 00:51 – 14-04-2011

      1. Avatar de daniel tecelao
        daniel tecelao

        Claro que não sei onde o professor de sociologia leciona, nem sei se recebeu “algo” pelo artigo de opinião.O que sei é que se trata de um acto isolado.Também conheço o célebre “relatório” de um membro da OCDE, outrora brandido como como se “autêntico” da OCDE!!!

        1. Refere-se ao que foi publicado no JN de 29/01/2009?O PS modificou esta quarta-feira na sua página na Internet o conteúdo de um texto que dava conta de um “relatório da OCDE” sobre políticas educativas, alterando-o para um artigo onde Sócrates “elogia a resistência” da ministra da Educação.No primeiro texto, ainda disponível no ‘site’ dos socialistas, às 11:24 desta quarta-feira, – distribuído esta quarta-feira no Parlamento pelo PSD – o título da notícia era “Relatório da OCDE elogia política de Educação do Governo PS”.Às 16:00, já durante o debate quinzenal no Parlamento com a presença do primeiro-ministro, a página do PS mostrava um novo título, “José Sócrates elogia resistência da ministra da Educação”.Também no corpo do texto se registavam alterações, tendo sido substituída, no segundo parágrafo, a expressão “relatório da OCDE sobre política educativa” por “estudo sobre política educativa”.In JN de 29/01/2009Durante o debate na Assembleia da República , o PSD acusou o Governo de mentir quanto à autoria de um estudo internacional sobre educação, fazendo-o passar por um documento da OCDE, acusação desmentida imediatamente pelo primeiro-ministro.”O sr. primeiro-ministro e os assessores do Governo fizeram passar para a imprensa que isto era um relatório da OCDE quando não é. Faltaram à verdade aos portugueses”, acusou o líder parlamentar do PSD Paulo Rangel.

      2. Assumam o que fizeram!OS VERDADEIROS FACTOS DA CAMPANHANos últimos dias, a “campanha” eleitoral tem sido constituída por 1 rol de “factos” que só servem para distrair os(as) portugueses(as) daquilo que realmente é essencial. E o que é essencial são os factos. E os factos são indesmentíveis. Não há argumentos que resistam aos arrasadores factos que este governos nos lega. E para quem não sabe, e como demonstro no meu novo livro, os factos que realmente interessam são os seguintes:1) Na última década, Portugal teve o pior crescimento económico dos últimos 90 anos2) Temos a pior dívida pública (em % do PIB) dos últimos 160 anos. A dívida pública este ano vai rondar os 100% do PIB3) Esta dívida pública histórica não inclui as dívidas das empresas públicas (mais 25% do PIB nacional)4) Esta dívida pública sem precedentes não inclui os 60 mil milhões de euros das PPPs (35% do PIB adicionais), que foram utilizadas pelos nosso governantes para fazer obra (auto-estradas, hospitais, etc.) enquanto se adiava o seu pagamento para os próximos governos e as gerações futuras. As escolas também foram construídas a crédito.5) Temos a pior taxa de desemprego dos últimos 90 anos (desde que há registos). Em 2005, a taxa de desemprego era de 6,6%. Em 2011, a taxa de desemprego chegou aos 11,1% e continua a aumentar. 6) Temos 620 mil desempregados, dos quais mais de 300 mil estão desempregados há mais de 12 meses7) Temos a maior dívida externa dos últimos 120 anos. 8) A nossa dívida externa bruta é quase 8 vezes maior do que as nossas exportações9) Estamos no top 10 dos países mais endividados do mundo em praticamente todos os indicadores possíveis10) A nossa dívida externa bruta em 1995 era inferior a 40% do PIB. Hoje é de 240% do PIB11) A nossa dívida externa líquida em 1995 era de 10% do PIB. Hoje é de quase 110% do PIB12) As dívidas das famílias são cerca de 100% do PIB e 135% do rendimento disponível13) As dívidas das empresas são equivalente a 150% do PIB14) Cerca de 50% de todo endividamento nacional deve-se, directa ou indirectamente, ao nosso Estado15) Temos a segunda maior vaga de emigração dos últimos 160 anos16) Temos a segunda maior fuga de cérebros de toda a OCDE17) Temos a pior taxa de poupança dos últimos 50 anos18) Nos últimos 10 anos, tivemos défices da balança corrente que rondaram entre os 8% e os 10% do PIB19) Há 1,6 milhões de casos pendentes nos tribunais civis. Em 1995, havia 630 mil. Portugal é ainda um dos países que mais gasta com os tribunais por habitante na Europa20) Temos a terceira pior taxa de abandono escolar de toda a OCDE (só melhor do que o México e a Turquia)21) Temos um Estado desproporcionado para o nosso país, um Estado cujo peso já ultrapassa os 50% do PIB 22) As entidades e organismos públicos contam-se aos milhares. Há 349 Institutos Públicos, 87 Direcções Regionais, 68 Direcções-Gerais, 25 Estruturas de Missões, 100 Estruturas Atípicas, 10 Entidades Administrativas Independentes, 2 Forças de Segurança, 8 entidades e sub-entidades das Forças Armadas, 3 Entidades Empresariais regionais, 6 Gabinetes, 1 Gabinete do Primeiro Ministro, 16 Gabinetes de Ministros, 38 Gabinetes de Secretários de Estado, 15 Gabinetes dos Secretários Regionais, 2 Gabinetes do Presidente Regional, 2 Gabinetes da Vice-Presidência dos Governos Regionais, 18 Governos Civis, 2 Áreas Metropolitanas, 9 Inspecções Regionais, 16 Inspecções-Gerais, 31 Órgãos Consultivos, 350 Órgãos Independentes (tribunais e afins), 17 Secretarias-Gerais, 17 Serviços de Apoio, 2 Gabinetes dos Representantes da República nas regiões autónomas, e ainda 308 Câmaras Municipais, 4260 Juntas de Freguesias. Há ainda as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, e as Comunidades Inter-Municipais.22) Nos últimos anos, nada foi feito para cortar neste Estado omnipresente e despesista, embora já se cortaram salários, já se subiram impostos, já se reduziram pensões e já se impuseram vários pacotes de austeridade aos portugueses. O Estado tem ficado imune à austeridade(continua)

      3. (CONT.)Isto não é política. São factos. Factos que andámos a negar durante anos até chegarmos a esta lamentável situação. Ora, se tomarmos em linha de conta estes factos, interessa perguntar: como é que foi possível chegar a esta situação? O que é que aconteceu entre 1995 e 2011 para termos passado termos de “bom aluno” da UE a um exemplo que toda a gente quer evitar? O que é que ocorreu entre 1995 e 2011 para termos transformado tanto o nosso país? Quem conduziu o país quase à insolvência? Quem nada fez para contrariar o excessivo endividamento do país? Quem contribuiu de sobremaneira para o mesmo endividamento com obras públicas de rentabilidade muito duvidosa? Quem fomentou o endividamento com um despesismo atroz? Quem tentou (e tenta) encobrir a triste realidade económica do país com manobras de propaganda e com manipulações de factos? As respostas a questas questões são fáceis de dar, ou, pelo menos, deviam ser. Só não vê quem não quer mesmo ver.A verdade é que estes factos são obviamente arrasadores e indesmentíveis. Factos irrefutáveis. Factos que, por isso, deviam ser repetidos até à exaustão até que todos nós nos consciencializássemos da gravidade da situação actual. Estes é que deviam ser os verdadeiros factos da campanha eleitoral. As distracções dos últimos dias só servem para desviar as atenções daquilo que é realmente importante.http://desmitos.blogspot.com/2011/04/os-verdadeiros-factos-da-campanha.htmlhttp://desmitos.blogspot.com/2011/02/razoes-para-censura.htmlPústulas nojentas que nos envergonham há anos!Bruxelas manda calar Cavaco e partidos se quiserem dinheiro até Junhohttp://economico.sapo.pt/noticias/bruxelas-manda-calar-cavaco-e-partidos-se-quiserem-dinheiro-ate-junho_115673.html

    2. O DESNECESSÁRIO RESGATE DE PORTUGAL?????????????????????Eh pá… agora passei-me de vez! Você e as pústulas do Largo do Rato chuparam até ao tutano este desgraçado país e ainda dizem blasfémias destas? Vocês mereciam todos prisão e depois de desembolsarem das fortunas que encaixaram nos off-shores, deviam todos ser pendurados pelos ditos até ficarem como as mangueiras das bombas de gasolina!Além de burlões, aldrabões, vigaristas, incompetentes e psicóticos, vocês são um vomito, cancros da sociedade, furúnculos da humanidade, bostas putrefactas!!! http://impertinencias.blogspot.com/2011/04/um-pais-de-rabo-entre-as-pernas.html

      1. À questão levantada “O que é que ocorreu entre 1995 e 2011 para termos transformado tanto o nosso país? Quem conduziu o país quase à insolvência?”, a resposta é óbvia!!!Nesse espaço de tempo, o país foi governado por Pedro Santana Lopes!!!

        1. Claro que a resposta é óbvia para os mentecaptos, ou com avançado estado de esclerose, como deve ser o seu caso. Para sua informação, já que gosta tanto de fazer afirmações absurdas e sem qualquer respeito pela verdade dos factos, tivemos nesta desgraçada república maioritariamente delapidada pelos xuxas, os seguintes governos:• I Governo Constitucional (1976-1978) Mário Soares• II Governo Constitucional (1978) Mário Soares • III Governo Constitucional (1978) Alfredo Nobre da Costa• IV Governo Constitucional (1978-1979) Carlos Mota Pinto• V Governo Constitucional (1979-1980) Lurdes Pintassilgo• VI Governo Constitucional (1980-1981) Francisco Sá Carneiro /saudoso PM que mandaram matar• VII Governo Constitucional (1981) Pinto Balsemão• VIII Governo Constitucional (1981-1983) Pinto Balsemão• IX Governo Constitucional (1983-1985) Mário Soares (demitido por Ramalho Eanes por incompetência)• X Governo Constitucional (1985-1987) Cavaco Silva• XI Governo Constitucional (1987-1991) Cavaco Silva• XII Governo Constitucional (1991-1995) Cavaco Silva• XIII Governo Constitucional (1995-1999) Guterres• XIV Governo Constitucional (1999-2002) Guterres (fugiu por que não havia dinheiro)• XV Governo Constitucional (2002-2004) Durão Barroso (deu de frosques porque estávamos de tanga)• XVI Governo Constitucional (2004-2005) Santana Lopes (ficou a a apanhar bonés e foi demitido por Sampaio)• XVII Governo Constitucional (2005-2009) Sótraste (que acabou definitivamente com o país)• XVIII Governo Constitucional (2009-) SótrasteCom base neste esquema (confirme na wiki) meta a viola no saco, porque quem esteve à cabeça dos desgovernos de 1995 a 2010 foi Guterres Guterres, durante 7 anos, tendo fugido a meio do 2º mandato porque já não havia dinheiro; Durão Barroso confirma o mesmo e foge a meio do 1º e único mandato, sendo o coitado do Santana Lopes o que ficou com a batata quente da herança de Guterres e que Barroso lhe atiraram é que paga as favas!!! Ora, além de irresponsáveis, confirma-se assim como todos os xuxas são aldrabões! Vão enganar outros!Gráficos elucidativos aqui:http://desmitos.blogspot.com/2011/02/razoes-para-censura.html

        2. E mais: em 16 anos de desgovernos, o PS conta com treze anos de pm – GUTERRES E SOCRATES – mas todos os outros é que são culpados, nomeadamente Pedro Santana Lopes que mal aqueceu a cadeira… A BANCARROTA DESTE PAÍS DEVE-SE A SÓCRATES, o despesista. A Grécia também teve um, a nós coube-nos – the rotten apple – o clone só de nome, manhoso, incompetente e aldrabão!Socrates (Σωκράτης), c. 469 AC – 399 AC – Deixou-nos incontáveis dádivas.Sócrates (Pinto de Sousa) 1957 DC – Deixa-nos incontáveis dívidas

  5. “Declara o fim dos cargos públicos de nomeação partidária. Anuncia que todos os titulares de cargos de chefia serão substituídos por concurso público. Anuncia a criação de uma Administração Pública profissionalizada e com base no mérito. Anuncia que não tolerarás mais corporativismos de espécie nenhuma, venham eles dos juízes, dos procuradores, dos professores ou das peixeiras.”Excelente, sobretudo “…Anuncia que todos os titulares de cargos de chefia serão substituídos por concurso público…”.Oxalá o ouça e tenha coragem.

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