IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CONTAS DE SOMIR

 

O número de cidadãos que se viram impedidos de votar por causa da feroz incompetência do ministério da administração interna é coisa que ainda ninguém calculou, avaliou, ou se preocupou em calcular ou avaliar.

Todos conhecemos pessoas que se viram à rasca para votar, outras que desistiram da luta contra a burocracia em que se se viram envolvidas, voltando para casa sem votar, e outras ainda que nem de casa saíram, cientes da tramóia em que as tinham metido.

Ao mesmo tempo que ribombam os números da abstenção, nada se diz, nem se presume, sobre o que seria tal abstenção se não houvesse as confusões que houve.

 

Não se sabe, nem se levanta sequer a questão de saber se serão válidas e legitimas umas eleições em que um significativo número de eleitores se viu impedido de votar pela monumental trafulhice técnica em que o governo as meteu.

 

O culpado nem tuge nem muge. Devia ter-se demitido na hora, em vez de se aprestar a continuar a imensa série de asneiras com que tem brindado a Nação. O chefe do culpado, pelo menos politicamente tão ou mais culpado que ele, nem dá por que o problema existiu e foi gravíssimo. Passa soberanamente por cima, ou por baixo, como se queira. Não liga a estes “pormenores”.

 

Importante, para a “informação”, é demonstrar o indemonstrável: que a abstenção foi a maior de sempre e que o eleito o foi com menos votos que todos os outros. O pífio resultado do presidente Sampaio não existe, apesar de ter sido obtido numa eleição em que votou quem quis e ninguém ficou de fora por via administrativa.

Para a “informação”, o que existe é a evidente capitis deminutio do eleito.

Estamos conversados.  

 

25.1.11

 

António Borges de Carvalho

 

 

ET. Li hoje, já não sei onde, que nos cadernos eleitorais usados para estas eleições, estão recenseados 9.600.000 portugueses com direito de voto. Já não se mexe nos cadernos desde os ominosos tempos do Dr. Sampaio!

Abstiveram-se umas centenas de milhar de mortos?

Quem faz contas a isto?

Quem responde por isto?

Que raio significam os números da abstenção?

Somos aldrabados por esta gente vai para seis anos, mas esta, que diabo, é demais!

O sr. Pereira continua no governo? Continua.

O senhor Pinto de Sousa não se demite? Não.

Que raio de pessegada é esta? Nenhuma: segundo o socialismo em vigor deve tratar-se de um “lapso técnico” sem importância, um fait divers.

Canalhas!



9 respostas a “CONTAS DE SOMIR”

  1. Várias pessoas que possuiam o tradicional cartão de eleitor,apesar de terem mudado de residência,foram sempre votar no mesmo local.Quando tiraram o cartão de cidadão,ao actualizarem a morada,o sistema retirou-os do caderno onde sempre estiveram e colocaram-no noutro em função da actual residência.Os serviços responsaveis, deveriam publicitar esta situação por forma a informar devidamente os eleitores.Os eleitores tambem não consultaram a sua JF para confirmarem se constavam nos cadernoseleitorais,e quando o quizeram fazer através da linha telefónica o sistema,dada afluência não respondeu.Partir daqui para uma teoria de conspiração,é muito imaginativo.Eu fui há 3 meses tirar o cartão de cidadão e não tive qualquer problema a votar.Eu acho que o parlamento deveria levar este caso até ás ultimas consequências,anular estas eleições e promover outras.

    1. Também acho. Mas primeiro, que o MAI cumpra a sua obrigação e limpe os cadernos eleitorais. Não é credível , numa população de pouco mais de dez milhões , ter mais de nove milhões e seiscentos mil eleitores. Assim, não há abstenção que não continue a subir. Nesta nossa democracia, os mortos ainda não votam. Lá chegará o tempo…

    2. Ó burro tecelão, a culpa é do eleitor. O teu amigo dirigente, que ganha uns milhões, é “inocente”!Olha que a abstenção juntamente com os votos em branco e nulos significa muito. Significa que brevemente os tecelões (que gostam de “mama”) serão “trucidados” e pagarão o preço da “mama”.Acautela-te!!!

    3. Concordo em absoluto: rebobine-se! Vinde de lá os debates, as entrevistas, as arruadas, tudo aquilo a que temos direito! Credo!

  2. O Irritado tem toda a razão para o estar. Mas já todos sabemos que para estes idiotas socialistas (passe o pleonasmo) “a culpa morre sempre solteira.” Quem usou a frase foi Coelho, essa luminária que logrou a tragédia da ponte – que caiu por incúria do seu ministério – para apresentar a demissão, “casando” com a culpa. Fê-lo porque o governo guterriano ia a pique e como ratazana que ele é, chegara o momento de saltar fora.Foi até muito louvado por ser tão politicamente habilidoso em encontrar uma saída airosa – mesmo que à custa de umas dezenas de mortos – e dizer que assumia a responsabilidade. Realmente assumiu: os mortos foram comidos pelos peixes, a autarquia erigiu a estátua de um anjo no local – mas o Coelho está milionário e com vontade de fazer mais pontes.Não vem de todo ao caso mas por associação de ideias vale a pena lembrar que Guterres prometeu então (essa gente promete tudo porque conta cumprir nada) que todos os mortos no acidente teriam um belo funeral pago pelo Estado. Foi nesse momento que José Pinto da Costa (irmão do gangster futebolista), ao tempo conceituado director do Instituto de Medicina Legal no Porto, disse numa entrevista que tal jura era uma fantasia porque os corpos seriam arrastados pela corrente e desfeitos nela. Foi prontamente demitido – e o que dissera rapidamente comprovado.Perdoe que tenha tergiversado. Assistir à incúria desta trupe socialista tornou-se um espectáculo tão trivial que eles já nem se preocupam em justificá-la. E quando topo por aqui uns quantos patuscos a apoiar essa inépcia, lembro-me sempre dos sabujos que a todo o instante interrompiam os discursos de Salazar para gritar “apoiado!”, o que até o irritava um tanto, porque a adulação é sempre uma coisa incómoda e abjecta.E quanto o sujeito venerado é a apoteose da nulidade, então é algo apenas idiota. Infelizmente, gente assim (de ministros a militantes comentadores) é coisa que não falta neste jardim à beira-mar vendido por talhões a chineses, árabes e europeus. Lá vão comprando porque a nossa aflição é muita e o preço é pouco. Porque se eles conhecessem as contas (que devem estar feitas ao estilo destas, dos cadernos eleitorais) então é que ficariam a saber como vamos a caminho de valer nada. Estamos prestes a ruir, como a ponte de Entre-os-Rios.

    1. Este blá blá todo, que nos leva a tragédias e culpados,etc,etc,trouxe-me á memória as cheias de 1968 ou 69 na área da grande lisboa,onde morreram centenas de pessoas,cujo numero exacto o regime escondeu.Não me recordo de ver alguem a assumir culpas e responsabilidades pela falta de planeamento do território.O que não falta neste país são iminências pardas a falarem das contas publicas,da divida,do défice e de tudo o mais que não dominam,mas serve-lhes para se carpirem,regra geral,estão sentados em boas reformas e outras prebendas pagas pelas tais contas!!!

      1. Ó tecelão, és mesmo um burro chapado.Põe-te de cócoras, que está na hora da bajulação ao “chefe”.

      2. Que trapaceiro é este tecelão. Então fartaste-te de bater no Jardim, aquando da tempestade na Madeira e agora incensas o capo Coelho no caso da ponte?A tua espinha deve ter muitas espirais e contracurvas.És abjecto!

      3. As cheias a que o comentador se refere são de 25 de Novembro de 1967.

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