IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


NÃO PAGAMOS!

 

Aqui há uns anos, os brilhantes estudantes da Nação organizaram inúmeras manifestações contra as propinas. Não pagamos, era o slogan, cantado e gritado pelas ruas fora. Sabe-se no que a coisa deu.

 

O slogan volta agora à baila por causa dos malefícios que o senhor Cravinho causou ao país quando andou para aí a convencer o pessoal que as auto estradas, para alguns, eram de borla. O desenvolvimento ia ser de tal monta que ia haver dinheiro a rodos para as pagar.

Não houve desenvolvimento nenhum. Nem há dinheiro para pagar auto-estrada nenhuma.

Daí que, aborrecidos com o facto de passar a ser iguais aos outros, os utentes das auto-estradas “à borla” renovam o “não pagamos”, fazem associações cívicas destinadas ao nobre efeito, desdobram-se em iniciativas de protesto. Não pagamos!

O governo, em mais uma das suas habituais manifestações de inteligência, apesar de haver pelo país fora um sistema de cobrança a funcionar a contento, resolve complicar as coisas arranjando um novo, de tal maneira bem concebido que nem quem o inventou o conseguia pô-lo a funcionar. Um ano depois do prazo que a si próprio estabeleceu, o governo começa a cobrar.

 

Os aborrecidos, munidos de pareceres de distintas luminárias da nossa arena, protestam, que se trata de regiões deprimidas, que as alternativas não prestam, que que que.

Ninguém explica a esta malta que alternativas são as auto-estradas, que fazer nelas um percurso a 120 à hora com poucas curvas e pouco trânsito, as mais das vezes é muito mais barato do que era andar às voltas pelas serras acima e pelas serras abaixo. Bem merece ser pago. Quem não queira pagar, tem boa solução: não usar a alternativa, que é a auto-estrada, e meter-se ao caminho como sempre fez.

 

Mas a “indignação popular”, dantes conhecida por vandalismo, tem os seus caminhos. Vai daí, sedenta de justiça, desata a queimar as portagens, a incendiar pneus, etc.

O distinto porta-voz e representante das associações “cívicas” apressara-se a declarar que “compreende perfeitamente” e que até acha que os autores destas e “de outras” coisas o género podem estar descansados quanto à “compreensão” das “comissões de utentes”. Estão antecipadamente “compreendidos”. Podem fazer o que lhes vier à cabeça.

 

Assim vai o civismo – ou o cinismo – nacional. Uns cometem crimes de sabotagem, de poluição, de perturbação de serviços e vários outros “de perigo comum” e de outras naturezas. Outros, incitam a que mais crimes se cometam.

Tudo se passa como se o Código Penal não existisse, a procuradoria da República fosse uma miragem, a polícia andasse a dormir. Que é o que se passa.

 

Postas as coisas na opinião dos vândalos e de quem os incita ao vandalismo, trata-se de legítimas manifestações de pobres injustiçados, condenados a pagar o que o Cravinho tinha dito que era de borla. Em vez de agradecer aos demais o tempo em que lhes andaram a pagar as portagens, e os anos em que continuarão a pagá-las, em vez de se solidarizar, não senhor, partem a loiça e são uns heróis.

 

Algo me diz que essa coisa do estado de direito à portuguesa tem que ser revista.     

 

30.12.10

 

António Borges de Carvalho



7 respostas a “NÃO PAGAMOS!”

  1. Concordo com parte e não com o todo.Se as auto estradas fossem construídas com dinheiro de privados, até que seria como diz. Mas como são pagas com o dinheiro dos contribuintes, estou contra.Os governos transformaram-se em máquinas de extorsão dos cidadãos.As auto estradas são apenas mais um dos instrumentos para o saque.Se são construídas com o nosso dinheiro, só posso admitir portagens à justa medida das despesas de conservação. Mais que isso é vigarice! Serve para sustentar as negociatas do bando de chacais que dirigem os destinos da nação e a pesada estrutura do funcionalismo público que é asfixiante e está a devorar o país.

  2. Os bandos que vêm praticando esses actos,têm mentores,são os que na assembleia da republica defendem o principio do utilizador pagador.Na linha das manifestações contra o fecho das pseudo urgências dos centros de saude com bandeiras espanholas.Que apoiam as manifestações dos professores que não querem ser avaliados.Que a culpa do roubo do BPN foi do vitor Constâncio,mas agora o problema já passou a ser da CGD.Os pulhas da direita reaccionária tudo fazem,só se esqueceram que Pinto de Sousa não é Ferro Rodrigues!!!

    1. Avatar de Expoliado da seita do Rato
      Expoliado da seita do Rato

      Od bandos que refere terão algo a ver com o bando que fez a arruaça na ponte Salazar, contra o PM Cavaco Silva?Quem seriam os mentores desse bando liderado por traficantes de droga?Tenho pena que o sr tecelão não visite as portagens para lhe meter um pneu a arder pelo cu acima!

      1. Estou nessa,se você me emprestar o seu cu,que certamente estará mais treinado a intrusões!!!

        1. Para que queres mais um cu? Já tens dois, o maior deles em cima do pescoço!

        2. o tecelão nunca me enganou.Na verdade a sua pederastia, agora assumida, sempre foi evidente. Daí as loas entoadas ao vanguardismo do casamento entre pares homossexuais promovida pelo seu chefe.Aliás, é uma atitude própria de quem se habituou a “estar de quatro”.

  3. Estradas decentes, tal como transportes públicos decentes, não são um luxo: são essenciais para as pessoas irem trabalhar, para irem à escola, para irem passear, para irem visitar a família, em suma, para se deslocarem dentro do seu país. As SCUT não foram uma oferta divina de nenhum Governo, tal como TODAS as outras estradas «serra acima e serra abaixo» – foram construídas, e são mantidas, com os NOSSOS impostos. Há quem diga que é para coisas como estas, e como escolas, hospitais, etc., que os impostos de um país devem servir. Há gente para tudo, não é? Este Governo diz-nos agora, que os custos de manutenção das SCUT devem ser suportados EM ACRÉSCIMO pelos seus utilizadores. Em que medida, ou com que lucro para os cofres do Estado, como bem comentou o “Fulano”, não sabemos: o Governo não quantifica nem justifica, limita-se a cobrar o que lhe apetece, a partir do momento em que lhe apetece. É porreiro, ser Governo. E então, uns tipos lembram-se de queimar uns pneus numas portagens. O Irritado acha mal. Pois eu acho bem, aliás, acho insuficiente. Até que o Governo explicite, ao pormenor e com a validação do Tribunal de Contas, aquilo que lhe custaram e custam as SCUT anualmente, e aquilo que gasta em tudo o resto que sabemos, eu não queimaria uma portagem: eu deixaria de pagar portagens, ou qualquer imposto que fosse, até ser cabalmente esclarecido. Parece fazer parte desta CARNEIRADA, aceitar tudo o que lhes é imposto por esta suposta “democracia representativa”. Mas quem é que esta canalha política representa? Certamente que não o “povo”.

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