Ontem. Nove da manhã. Ligo o computador. Primeira página do Sapo. Cheio de natural importância, o novo porta-voz do PS, digno sucessor de figuras tão distintas como o Vitalino e outro cujo nome não conseguiu constar, apresentava-se ao povo.
Nas palavras proferidas por tão insigne rapaz adivinhava-se os extremosos sentimentos da organização que representa. Com carradas de razão, afirmava o fulano que não é legítimo que o Dr. Passos Coelho teça seja que considerações for tidas por menos elogiosas ao governo e ao seu magnífico chefe.
Um bom princípio de função. O rapaz sabe o que diz. Se houvesse democracia neste país, a ninguém devia ser dado proferir críticas ao senhor Pinto de Sousa e sua gente, maravilhas fatais da nossa idade, como diria o Poeta.
Tanto lhes devemos e ainda há quem não concorde!
Infelizmente, deve pensar o rapazito, não há “ambiente” para meter essa gente na cadeia.
27.10.10
António Borges de Carvalho

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