IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


INÊS DE MEDEIROS III

 

A mui ilustre e prendada deputada Inês de Medeiros resolveu enviar ao Presidente do Parlamento uma cartinha destinada a angariar fundos para as suas deslocações semanais a Paris, em classe executiva, a 1.200 euros cada.

Em inequívoca demonstração de requintada curialidade, de esmerada educação e de respeito pelo destinatário, a nobre senhora decidiu, antes de mais, mandar a missiva aos jornais a fim de tornar a coisa clara e pública. Veja-se o requinte educacional da aristocrática socialista, a fazer lembrar aqueles tipos que, por saber falar francês e viver em Clichy, acham que são mais que os outros. A diferença é que há quem pense que estes têm desculpa. Não ela, coitada.

Pelo que os jornais publicaram, verifica-se que a inigualável criatura, achando, com toda a justiça, que o povo tem que lhe pagar as viagens a Paris como se Paris ficasse na Freguesia de Santa Isabel, em ponto algum refere que o seu diáfano assento se poderia sentar numa cadeira das usadas nos aviões pelos passageiros comuns, a fim de reduzir quase dez vezes o custo das viagens. É que tal cadeira é, inegavelmente, menos confortável que aquelas a que Sua Excelência está, evidentemente, habituada.

Compreenda-se. Uma tão alta personalidade não pode, salvo inevitável e intolerável queda dos parentes na lama, sentar-se ao lado daqueles a quem exige o pagamento dos bilhetes.

 

Há limites para tudo, não é? 

 

2.4.10

 

António Borges de Carvalho



3 respostas a “INÊS DE MEDEIROS III”

  1. Que tem feito esta “senhora” de relevante mérito que justifique esse despesismo? Qual a sua “taxa de rendibilidade”? Não poderá ela ser substituída por outrem “mais barato” e com o mesmo nível de produtividade (ou até maior)?Haja paciência!

  2. E porque é que os mérdia pouco falam deste caso?Porque se trata de uma questão de princípio… Se pagam ajudas de custo a quem reside em Bragança, porque não pagar a quem reside em Paris?A imoralidade neste caso foi de quem elegeu tal deputada…Para moralizar seria bom acabar com todas as ajudas de custo e não apenas as da referida actriz. Os cofres do estado agradeciam…

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