O senhor Dr. De Machete (grande faca de mato para abrir passagens na floresta, catana), presidente do congresso do PSD resolveu pedir “parecer” ao Dr. Sarmento sobre a história da reunião pedida por 2.500 militantes.
Antes de mais, note-se com estranheza com pode um ilustre jurista ir pedir parecer a outro jurista, não tão ilustre, sobre um assunto que, em termos estatutários, não oferece qualquer sombra de dúvida. Se pedido por 2.500 militantes, o Congresso Extraordinário tem que ter lugar. É o que pode interessar ao Presidente do Congresso. Mais nada. Se a data de tal congresso é antes ou depois da eleição do novo chefe, isso compete ao Conselho Nacional, que marca as datas.
Portanto, nada pode explicar, juridicamente, o pedido de parecer do Dr. Machete.
Terá que se procurar uma explicação política.
Arriscamos a seguinte:
1.É sabido que a convocação do congresso extraordinário se deve a uma iniciativa do Dr. Santana Lopes. É sabido que o Dr. Machete não vai à bola com o Dr. Santana Lopes. É sabido que o Dr. Sarmento também não.
2. É sabido que a Dr.ª Manuela está de acordo com a realização do congresso antes da eleição do novo líder. É sabido que é isso mesmo o que vai propor ao Conselho Nacional. É sabido que esta proposta tem condições para ser aprovada em tal conselho. Ou seja, é sabido que a iniciativa do Dr. Santana Lopes tem todas as condições jurídicas, políticas e regulamentares para sair vitoriosa.
3. Perante esta “terrível” situação, o senhor Presidente do Congresso resolve preparar-se para dar umas catanadas naquele que, sabe-se lá porquê, elegeu como inimigo. Nada melhor que, sabendo antecipadamente a posição do Dr. Sarmento, resolve arranjar respaldo nas opiniões “jurídicas” do Presidente do Conselho de Jurisdição do partido.
É de esperar que as catanadas destes catanetes tenham o destino que merecem.
Quando parecia que, via congresso extraordinário, o PSD podia voltar aos “carris”, eis que surgem machetes a procurar aniquilarqualquer hipótese de sobrevivência àquilo que dizem defender, mas que tratam à catanada.
4.2.10
António Borges de Carvalho

Deixe um comentário