UM VELHO DESESPERADO
4 respostas a “UM VELHO DESESPERADO”
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Depois de ler este post,fico na duvida de quem é afinal intolerante.As maiores mortandades da humanidade,deram-se sempre em nome de um deus.A história diz-nos como as religiões criaram moldaram e dominaram a civilização,a santa inquisição não foi assim há tanto tempo!!!
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Pois. Não sei se reparou que, em sítio algum,eu disse que não tinham sido cometidos crimes em nome da religião. Pelo contrário.O que digo, e v. não quer perceber, é que tais crimes são fruto do integrismo, ou seja, de interpreações preversas das crenças que subjazem à nossa civilização.Por outro lado, chamo-lhe a atenção para que, no nosso tempo, os 10 milhões de mortos do estalinismo e os outros milhões do nazismo não foram cometidos em nome de nenhum deus, mas no de puro fanatismo político e filosófico, o que é o evidente caso do senhor Saramago.
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Até que enfim vejo alguém que interpreta as angústias existenciais de Saramago na mesma forma que sempre intui.Desde que foi escrito o dito “Evangelho segundo Jesus Cristo” – cuja exclusão na candidatura a um prémio o levou a querer imitar S. João Baptista no seu retiro no deserto ou S. João Evangelista asilado em Patmos – achei que o ex-inquisidor do Diário de Notícias começou a padecer de medo da morte, que sublima revoltadamente em literatura. Saramago tem, entre outros, um defeito: toma-se a sério. Admite mesmo que será imortal, vivendo na ilusão que dentro de uns anos ainda todos se lembrarão dele.Dentro de 50 anos duvido que alguém que não alguns estudiosos tenha paciência para ler o que escreveu.Foi essa importância que se atribui a si mesmo que o levou a amuar com Portugal, a cortar relações com Cuba (pois Saramago não desce a lidar com simples mortais, dialoga de igual com países!), etc.Ele conta que na iminência da morte o seu avô se abraçou às figueiras do quintal, despedindo-se delas, uma a uma. Estou quase certo que foi mais uma “trouvaille” do escritor para dar sabor ao seu discurso em Estocolmo e que tem qualquer coisa de cabotino, como esta conferência de imprensa a dar a sua “importante” opinião sobre a Bíblia.Tem toda a razão no que diz: Saramago podia utilizar a sua fama para doutrinar positivamente. Mas é sempre de maledicência e rancor que se trata. Não há segredo da alma que a conduta não revele.
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Obrigado pelas suas muito judiciosas palavras. É sempre bom que haja quem nos compreenda e coopera no enriquecimento das nossas opiniões.
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