Andam para aí inúmeras almas preocupadíssimas com o “incómodo” que a presença do Dr. Dias Loureiro no Conselho de Estado causa a SEPIIIRPPDAACS*.
Que ternurentos estes súbitos cuidados de tanta gente com a comodidade do senhor!
Presumo tratar-se de alguma aplicação prática da moral republicana.
Compreende-se. É dificilmente aceitável que um fulano sobre o qual recaem inúmeras suspeitas de má gestão e, quem sabe, de outras coisas, tenha assento num órgão com a dignidade do Conselho de Estado.
Para as mesmas santas almas é perfeitamente aceitável que um outro cidadão, o qual, como foi provado à saciedade, tirou um curso com calçadeira, assinou projectos inimagináveis (provadíssimo) feitos por ele ou por terceiros (falta provar esta dos terceiros, ficou em águas de bacalhau porque o crime prescreveu), que comprou um andar por 60% do que os demais pagaram (provado), que, à tord ou à raison, está envolvido numa “intriga internacional” de corrupção (Freeport), que está metido num processo judicial, também de corrupção (Cova da Beira)… continue, paulatinamente, a ser primeiro-ministro de Portugal.
Daqui se conclui que a moral republicana e socialista faz uma natural distinção entre os que são da cor e os que não são.
Foi sempre assim. Há-de ser sempre assim.
Só não se percebe o que anda SEPIIIRPPDAACS a fazer.
Ainda menos se percebe porque é que a oposição não diz nada.
8.5.09
António Borges de Carvalho
*Sua Excelência o Presidente da III República Portuguesa Professor Doutor Aníbal António Cavaco Silva

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