IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


RICOS TESOS

 

Anda por aí toda a gente escandalizadíssima com o pedido, pelo BPP, de um aval do Estado.

Acredito que o tal BPP possa não ter direito à coisa. Ou preenche as normas que regulam tal concessão, ou não preenche. É tão simples quanto isto, ainda que, dado ser o Banco de Portugal a determinar o que vai suceder, a confusão ser de tal ordem que tudo se possa esperar.

 

Fantástica é a razão número um apontada pelos comentadores, do inacreditável Rosas – aquele do cabelinho à menina de Odivelas – ao senhor Relvas, guru de vários Pêessedês.

Dizem eles que, como o BPP é um banco de “ricos”, não tem direito a protecção, porque o dinheiro dos ricos não é coisa que se proteja.

 

Viu-se o que se passou em resultado do PREC: nunca mais, em Portugal, houve dinheiro que se visse. Os ricos deixaram de ser ricos em Portugal e passaram a sê-lo lá fora, mandando para cá uns trocos de vez em quando. Agora, se se seguir os conselhos dos Rosas, Relvas e quejandos, a sangria do PREC terá continuidade. Até os trocos se vão embora.

 

O dinheiro é de quem dele é legítimo dono. Uma coisa é esperar-se, até exigir-se, que tal dinheiro tenha efeitos multiplicativos na economia e no bem-estar da sociedade em geral, outra é lançar sobre ele os anátemas dos partidos comunistas em geral e dos estúpidos em particular.

 

Se o BPP preencher as condições legais para o aval do Estado, pois que, com total objectividade, o aval lhe seja concedido. Se não preencher, que não seja concedido.

Que vá à falência, se disso for o caso. As falências são um dos mais eficazes reguladores do sistema. Se as pessoas “entesarem” por ter investido mal, que entesem. Se for por ser ricas, não.

 

Já agora, a título de apontamento, diga-se que os ferozes inimigos do BPP dizem que, para alé de “injusto”, o aval seria ilegal porque o banco em causa tem “uma quota de mercado ridícula”. O que só prova que, ou não há ricos em Portugal, ou que os ricos afinal não são tão ricos como a inveja do Rosas desejaria.

 

22.11.08

 

António Borges de Carvalho


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