IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


“JUSTIÇA” POR CONTA PRÓPRIA

 

O bando de perigosos inúteis que dá pelo nome de Greenpeace atacou mais uma vez em Portugal. Uns navios-fábrica viram os hélices acorrentados e foram cercados por botes cheios de bandidos proclamando de acusações vária ordem.

Parece que a polícia “identificou” os canalhas e terá apreendido um ou dois botes.

 

Os indivíduos desta organização terrorista dedicam-se a uma actividade por demais universalista: investigam (são polícias), acusam (são juízes de instrução) julgam e condenam (são magistrados judiciais), e aplicam as penas (são carrascos).

Assim, é muito mais simples que de costume: quando se não gosta ou se desconfia de qualquer coisa, para quê recorrer às autoridades? Para quê provar o que se diz e justificar o que se faz? Para quê estar à espera de processos, que são morosos e caros, e de juízes, que são uns chatos? Para quê pagar a advogados, que são uns chupistas?

A justiça por conta própria é muito mais prática e, além disso, parece que paga bem, dado o número crescente de idiotas que há no orbe.

Em boa verdade, a não ser pela verificação da existência de tais idiotas, não se percebe onde vai o bando arranjar meios para aplicar a sua "justiça". Os tipos têm navios, aviões, equipamentos diversos, o diabo a quatro pelo mundo fora, coisas que custam fortunas e, às vezes, não são fáceis de arranjar.

 

À hora do fecho dos jornais de ontem, apesar de a Polícia já ter adoptado “medidas” (identificar os biltres e mandá-los em paz), os navios ainda não tinham sido desacorrentados.

Sem, sequer, admitir melhor opinião, o Irritado propõe que este tipo de acções passe a ser objecto de intervenção das Forças Armadas, a fim de impedir, de forma exemplar e radical, as actividades dos “gangues verdes”. Se levarem com umas granadas nos chanfalhos talvez não voltem a utilizar meios violentos de sabotagem e ameaça nem a pôr cá os pés.

 

É evidente que este último parágrafo não passa de wishfull thinking  do Irritado.

Os tipos são uma organização “legal” que tem por missão “salvar o planeta”, “chamar a atenção” das pessoas para os problemas que as (não) afligem, participar, nobremente, na formação do terror universal sobre o nosso futuro, coisa tão do agrado dos senhores Soares e Gore. Merecem, por isso, a admiração das gentes, a doçura dos polícias, a “compreensão” dos intelectuais. Até porque isso do Estado de Direito não passa de uma diabólica invenção do capitalismo para enganar a humanidade e a conduzir às maiores desgraças.

 

Mas, caros amigos, não tenham ilusões. Se deverem uns tostões às finanças ou derem um par de pontapés ao drogado que roubou, de esticão, a carteira da vossa estimável patroa, os mesmos adeptos do Greenpiece ressuscitam o Estado de Direito de um momento para o outro e caem-lhes em cima que nem uns danados.

 

Aos polícias, aqui deixo uma mensagem de apoio. Fizeram muito bem. Se tratassem mal os camaradas do Greenpeace metiam-se em trabalhos, processos, inquéritos, trapalhadas imensas e intermináveis.

Olhem bem este exemplo: há quem processe os polícias que abateram os bandidos de Campolide por “homicídio voluntário e premeditado”. Portugal prepara-se, assim, para demonstrar que, por cá, a vida dos reféns é menos importante que a dos sequestradores.

 

Senhores guardas, juizinho! Quando o Greenpeace voltar, batam-lhe a pala!

 

29.10.08

 

António Borges de Carvalho


4 respostas a ““JUSTIÇA” POR CONTA PRÓPRIA”

  1. O Greenpeace tem todo o direito em manifestar-se. É obvio que comete excessos que devem ser punidos mas o seu trabalho é nobre e corajoso.Bandidos, terroristas? Não creio. Olhe que se calhar existem muitos encapotados com tiques de escriba aparecendo em telejornais e revistas. Esses podem ser os verdadeiros canalhas.

    1. Obrigado pelo comentário.Toda a gente tem o direito de se manifestar. Não tem é o direito de amarrar os hélices dos navios. Isto, para além de muitas e muito mais graves coisas que essa organização tem feito, quantas vezes impunemente, pelo mundo fora.

      1. “Um dos quatro barcos acorrentados pelos activistas da Greenpeace, em Aveiro, está numa lista oficial de pesca ilegal, a que a Lusa teve acesso, encontrando-se impedido de ser abastecido de combustível ou alimentos. A lista revela que a embarcação Red, do armador português Silva Vieira, foi incluída a 8 de Outubro na Lista A da Comissão de Pescas do Atlântico Nordeste (NEAFC), sendo a única embarcação a figurar actualmente nessa listagem. No dia da acção da Greenpeace, o capitão do Porto de Aveiro, Alves Salgado, afirmou à Lusa “não existir qualquer registo de ilegalidade” das embarcações de pesca do armador Silva Vieira, que entretanto negou práticas ilegais. O comissário europeu das Pescas reuniu-se ontem em Bruxelas com membros da organização ambientalista para, entre outros assuntos, avaliar a situação das quatro embarcações do armador português. “Informámos todos os Estados–membros da inclusão da embarcação na Lista A da NEAFC”, disse à Lusa a porta-voz do comissário, Natalie Charbonaut, adiantando que as investigações sobre este barco de pesca ainda estão a ser aprofundadas, já que a Greenpeace denunciou que o Red está inscrito noutra lista de pesca ilegal (Lista B), ainda mais grave, com o nome de Kabou. “O barco mudou várias vezes de identidade. Entregámos já um documento ao ministro da Agricultura e Pescas a pedir que se ponha fim à pesca ilegal deste armador e ordenando o abate do navio, pois é a única maneira de assegurar que não continua com tais práticas”, afirmou à Lusa Farah Obaidullan, da Greenpeace Internacional. Segundo esta responsável, o Red já teve vários nomes, Kabou, Joana e Lótus, procedendo o armador à alteração do nome da embarcação cada vez que esta é incluída numa lista de pesca ilegal. Os outros três barcos acorrentados pela Greenpeace – Caribe, Brites e Aveirense – não constam de nenhuma lista de pesca ilegal. ” in Público.Afinal, o Greenpeace tinha alguma razão. ..

        1. Obrigado pela informação.Não faz ela mais que reforçar o meu ponto de vista. Parece que há autoridades legítimas a tratar do assunto.O acorrentamento dos navios (um, ao que parece, com problemas, os outros sem problema nenhum) não é outra coisa senão um acto ilegal, abusivo e ilegítimo, como é, aliás, hábito da organização Greenpeace, contumaz nestas matérias.Por outro lado, bem espremida a local do “Público”, a única substancialidade da coisa reside nas declarações da dona Obaidullan, a qual quer que o navio seja abatido. Não faz a coisa por menos. Nada de acusar os eventuais suspeitos, nada de os julgar (já foram “julgados” pelo Greenpeace!). Abate-se o navio, e pronto. Coisa suave. Por vontade desta gente, a nossa depauperada frota pesqueira já nem sequer existia.Mas esta gente convence outra gente, ao ponto de haver quem goste desta gente.Paciência. O Irritado continuará a denunciar desmando destes sempre que for o caso.ABC

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