I
A tropa que vai para o Líbano fez a sua cerimónia de despedida. Discretamente, o Governo não se fez representar.
O que mudou?
O ilustre ministro andava em Moscovo, sabe Deus a fazer o quê. Os secretários de estado (quem são?) não constam. A tropa reagiu disciplinadamente. Diz-me o mindinho que os generais ficaram ofendidos, o que terá efeitos ao retardador, como é óbvio.
Ou será que Portugal manda tanta tropa para as sete partidas do mundo, que a coisa se tornou corriqueira e os soldados já nem um abracinho de despedida merecem?
Obs. De qualquer maneira, a projecção universal desta grande potência fica garantida. O Ezebolá, rapaziada patriótica, agradece.
II
Quem passeia para os lados do Alqueva tem esta magnífica sensação: do lado espanhol, estendem-se campos verdejantes, devidamente regados com a água que tanto nos custou a “embalsar”; do lado de cá, rega não há. Rima, e é verdade.
Estará o Governo a juntar dinheiro para a Ota?
III
A cidade está pejada de cartazes onde aparecem, lado a lado, o Vasco da Gama e a Rosa Mota, o Senhor Dom Afonso Henriques e a Amália. É só escolher.
Será serviço público?

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