IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A CI-MM-L E A REGIONALIZAÇÃO

 

 

Lá para as bandas do Minho, as câmaras municipais resolveram criar uma associação a que deram o pomposo nome de Comunidade Inter-Municipal Minho-Lima.

Trata-se, como é óbvio, de uma parvoíce como outra qualquer. Os municípios deviam associar-se para objectivos comuns, cada um se integrando nas associações que tenham interesse em função de tais objectivos, e não criar “comunidades” com fronteiras definidas e fins genéricos.

 

A CI-MM-L (deve vir achamar-se assim) ainda não foi fundada e já está em guerra. Parece que a malta de Viana do Castelo não aceita os estatutos da coisa, esperneia, e até a vai referendar.

A CI-MM-L tem, por isso, uma grandíssima utilidade. É que vem demonstrar, sem margem para dúvidas, a pessegada que seria essa coisa a que chamam “regionalização”: mais uma fonte de problemas, como se tivéssemos poucos. Se nem dentro do Minho, que é uma região mais ou menos definida geograficamente, os tipos se entendem e, antes de a coisa nascer, já andam a fazer contas a ver quem fica com que poder, imaginem o que seria a multiplicação destas palermices pelo país inteiro.

 

É claro, reconheço, que, para a regionalização, há bons argumentos. Para cada região haverá um “governo”, uma “assembleia”, um “órgão de coordenação”, outro de “fiscalização”, ou o que lhes queiram chamar. O que quer dizer uma nova classe política, mais “dirigentes”, mais funcionários, mais secretárias, mais automóveis, mais eleições, mais…

Ora isto virá a ter um efeito positivo no emprego, não é?

Saber quem paga é pormenor dispiciendo, como nas auto-estradas, no aeroporto, no TGV e no terminal do Coelho, não é?

 

11.10.08

 

António Borges de Carvalho


Uma resposta a “A CI-MM-L E A REGIONALIZAÇÃO”

  1. Depois de ler o seu artigo, fico a pensar como iriam reagir as populações do Além-Douro se fosse criada uma região com o poder centralizado no Porto e dirigido por aquela manta de retalhos, meneses, pintos da costa, elisas, candais, fernandos gomes, etc.etc.. Não tenho dúvidas que iriam lutar mesmo por uma naçãozinha e acabariam foragidos na Galiza para não serem “assados”. O mais certo seria em Madrid, a criarem um governo na clandestrinidade.

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